Wagner Moura no Jimmy Fallon Show

Durante entrevista ao comediante americano Jimmy Fallon no programa “Tonight show”, nesta sexta (8), o ator Wagner Moura contou, em tom de bricadeira, que sua escalação para o papel de Pablo Escobar na série “Narcos” foi um grande erro.

“Foi um enorme caso de erro de elenco. Eu estava super magro e eu não falava uma palavra de espanhol. Então quando me escolheram eu pensei ‘esses caras estão loucos'”.

Moura disse que mesmo antes da Netflix, produtora da série, saber que ele era considerado para o papel, ele viajou para Medellín, na
Colômbia, onde se matriculou em um curso de espanhol para estrangeiros.

O ator concorre ao Globo de Ouro de Melhor Ator por sua atuação em Narcos. A premiação acontece neste domingo (10), em Los Angeles, nos Estados Unidos.

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Wagner Moura corre por fora contra medalhões da TV no Globo de Ouro

A missão de Wagner Moura no Globo de Ouro desta noite não é nada fácil. Para sair vencedor na categoria melhor ator em série dramática, o brasileiro terá de desbancar três medalhões da TV na premiação, uma das principais do mundo do entretenimento: Jon Hamm (de Mad Men), Bob Odenkirk (Better Call Saul) e Liv Schreiber (Ray Donovan). A cerimônia, apresentada pelo comediante Ricky Gervais, será realizada neste domingo (10), a partir das 22h, em Beverly Hills, com transmissão ao vivo do canal TNT.

Moura concorre pela primeira vez ao Globo de Ouro, feito conquistado pela polêmica temporada de estreia de Narcos, da Netflix, na qual interpreta o traficante colombiano Pablo Escobar. O ator recebeu severas críticas, principalmente na Colômbia, por causa de seu sotaque. Para os colombianos, a dicção de Moura passou longe do modo como falam os moradores do Estado de Antioquia, terra de Escobar. Seria quase a mesma coisa que um ator com sotaque baiano interpretar um bandido carioca da gema.

O brasileiro é uma zebra na disputa, que tem Jon Hamm como franco favorito. O protagonista de Mad Men, série que terminou no ano passado, concorre pela sexta vez ao Globo de Ouro _venceu uma, em 2008. Hamm é o atual detentor do Emmy de melhor ator em série dramática. Bob Odenkirk, o advogado malandro de Better Call Saul, está na briga pela primeira vez, mas é um veterano nas premiações da TV desde os tempos do humorístico Saturday Night Live, programa que o revelou, e depois com Breaking Bad (2008-2013).

Liev Schreiber, o implacável Ray Donovan, é outra figurinha carimbada das premiações e nome forte na disputa. Essa é a quarta vez que ele está no Globo de Ouro, três delas por Ray Donovan. Fecha o quinteto Rami Malek, que roubou a cena em Mr. Robot. Assim como Moura, Malek é café pequeno nesse embate de gigantes.

DIVULGAÇÃO/MONTAGEM/USA NETWORK/FOX

Rami Malek (à esq.) em Mr. Robot e Terrence Howard em Empire; qual a melhor série de 2015?

Qual a melhor série de 2015?

Como o Globo de Ouro sempre é entregue em janeiro, os vencedores recebem o rótulo de melhor “alguma coisa” do ano anterior _no caso, de 2015. Fora isso, a premiação tem uma tendência de eleger séries novatas na categoria drama, o que ocorreu 15 vezes em 45 oportunidades. No ano passado, deu The Affair, série estreante. The Sopranos (2000) e Homeland (2012) também venceram no primeiro ano.

O paradigma dá esperança para Mr. Robot e Empire, duas boas estreias do ano passado. Uma (Mr. Robot) tem uma trama mais cabeça, inovadora. Outra (Empire) apresenta uma fórmula tradicional e bem estruturada das batidas brigas familiares vistas aos montes na TV. Ambas têm os respectivos valores e méritos.

Mas o prêmio não deve escapar de Game of Thrones, pela quinta e melhor temporada da série. Atual vencedora do Emmy, o prêmio de melhor série dramática daria à produção da HBO a dobradinha Emmy-Globo de Ouro. A última vez que isso aconteceu foi em 2008-2009, com Mad Men.

REPRODUÇÃO/FX/MONTAGEM/DIVULGAÇÃO/ABC

Elas deram show em 2015: Kirsten Dunst (à esq.) em Fargo e Regina King em American Crime

Fargo x American Crime

A categoria minissérie tem um duelo à parte: Fargo contra American Crime. Cada uma das produções tem praticamente dois prêmios certos: melhor atriz para Kirsten Dunst (Fargo) e melhor atriz coadjuvante para Regina King (American Crime). O embate será na categoria principal do gênero, não deixando espaço para American Horror Story: Hotel, Wolf Hall e Flesh & Bone, os outros concorrentes.

E as comédias?

A organização do Globo de Ouro surpreendeu ao anunciar a categoria de melhor série de comédia ou musical, no mês passado, sem a presença de nomes tradicionais, como Modern Family e The Big Bang Theory, e a adição de séries desconhecidas, como Casual e Mozart in the Jungle. Essa é uma das categorias mais imprevisíveis da noite, o que dá esperança para Orange Is the New Black. Mas Veep e Transparent são os nomes mais fortes.

Veja os indicados nas categorias de TV do Globo de Ouro de 2016:

Melhor série dramática:

Empire (Fox)

Game of Thrones (HBO)

Mr. Robot (Space)

Narcos (Netflix)

Outlander

 

Melhor série de comédia ou musical:

Casual

Mozart in the Jungle

Orange Is the New Black (Netflix)

Silicon Valley (HBO)

Transparent

Veep (HBO)

 

Melhor minissérie ou filme feito para TV:

American Crime (AXN)

American Horror Story: Hotel (FX)

Fargo

Flesh & Bone

Wolf Hall

 

Melhor atriz de série dramática:

Caitriona Balfe (Claire Beauchamp em Outlander)

Eva Green (Vanessa Ives em Penny Dreadful)

Robin Wright (Claire Underwood em House of Cards)

Taraji P. Henson (Cookie em Empire)

Viola Davis (Annalise Keating em How to Get Away with Murder)

 

Melhor ator de série dramática:

Bob Odenkirk (Saul Goodman em Better Call Saul)

Jon Hamm (Don Draper em Mad Men)

Liev Schreiber (Raymond Donovan em Ray Donovan)

Rami Malek (Elliot Alderson em Mr. Robot)

Wagner Moura (Pablo Escobar em Narcos)

 

Melhor atriz de série de comédia ou musical:

Gina Rodriguez (Jane Villanueva em Jane The Virgin)

Jamie Lee Curtis (Cathy Munsch em Scream Queens)

Julia Louis-Dreyfus (Selina Meyer em Veep)

Lily Tomlin (Frankie em Grancie and Frankie)

Rachel Bloom (Rebecca Bunch em Crazy Ex-Girlfriend)

 

Melhor ator de série de comédia ou musical:

Aziz Anzari (Dev Shah em Master of None)

Gael Garcia (Rodrigo De Souza em Mozart in the Jungle)

Jeffrey Tambor (Mort/Maura em Transparent)

Rob Lowe (Dean Sanderson Jr. em The Grinder)

Patrick Stewart (Walter Blunt em Blunt Talk)

 

Melhor ator em minissérie ou filme para TV:

Idris Elba (John Luther em Luther)

David Oyelowo (Peter Snowden em Nightingale)

Patrick Wilson (Lou Solverson em Fargo)

Mark Rylance (Thomas Cromwell em Wolf Hall)

Oscar Isaac (Nick Wasicsko em Show Me a Hero)

 

Melhor atriz em minissérie ou filme feito para TV:

Felicity Huffman (Barbara Hanlon em American Crime)

Lady Gaga (Elizabeth em American Horror Story: Hotel)

Kirsten Dunst (Peggy Blumquist em Fargo)

Queen Latifah (Bessie Smith em Bessie)

Sara Hay (Claire Robbins em Flesh and Bone)

 

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie, ou filme para TV:

Joanne Froggatt (Anna Smith em Downton Abbey)

Judith Light (Shelly Pfefferman em Transparent)

Regina King (Aliyah Shadeed em American Crime)

Maura Tierney (Helen Solloway em The Affair)

Uzo Aduba (Suzanne Warren em Orange is the New Black)

 

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Alan Cumming (Eli Gold em The Good Wife)

Ben Mendelsohn (Danny Rayburn em Bloodline)

Christian Slater (Mr. Robot em Mr. Robot)

Damian Lewis (Henry VIII em Wolf Hall)

Tobias Menzier (Frank Randall em Outlander)

Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/wagner-moura-corre-por-fora-contra-medalhoes-da-tv-no-globo-de-ouro-10149#ixzz3wro41fls
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A barreira da língua é enorme”: Wagner Moura fala de sua primeira experiência em Hollywood

O ator baiano abre seu coração sobre suas dificuldades de trabalhar ao lado de Matt Damon na ficção científica “Elysium”.

Moura com Matt Damon

Wagner Moura com Matt Damon

Depois que abandonou a franquia Bourne, Matt Damon está desfrutando um renascimento na carreira com uma série de grandes projetos. Primeiro foi o namorado flamejante de Liberace no filme da HBO “Behind the Candelabra”. Recentemente, terminou de participar de “Men in Berlin” juntamente com o bom amigo George Clooney, sobre um grupo de historiadores de arte que tenta desesperadamente recuperar uma coleção de valor inestimável roubada pelos nazistas.

Agora Damon acaba de fazer “Elysium”, um thriller de ficção científica pós-apocalíptica dirigido pelo sul-africano naturalizado canadense Neill Blomkamp (“Distrito 9”). Damon interpreta Max, um ex-ladrão de carro que vive em Los Angeles, uma cidade que evoluiu para uma gigantesca favela no futuro. Depois de ser exposto a uma dose letal de radiação no local de trabalho, Max tem apenas cinco dias para viver. Isso o inspira a migrar para Elysium, uma gigantesca estação onde as elites super-ricas vivem, já que a Terra se tornou um deserto tóxico dominado pelo crime. Elysium fornece a todos os seus residentes máquinas que curam todas as doenças e lesões em poucos segundos e Max está determinado a romper essa barreira de classe e se salvar.

Max é ajudado em sua missão por um velho amigo, o gangster Spider. Para o papel, Blomkamp escolheu o brasileiro Wagner Moura. É o primeiro filme de Moura para um estúdio americano. Moura obteve o convite muito por conta de seu desempenho como o policial fascista Capitão Nascimento. Spider, no entanto, ao contrário de Nascimento, joga do lado do bem. Moura está bastante à vontade como um bandidão politicamente correto.

“Este filme fala sobre a idéia de globalização e de exclusão e essa é uma das razões pelas quais Neil queria um elenco internacional “, me disse Moura (a atriz Alice Braga também está no filme). “Durante a minha primeira leitura do roteiro para o papel, eu fiz algo que ele não tinha inicialmente previsto para o personagem. Neil, porém, gostou da minha interpretação particular e disse-me me disse para continuar na mesma direção. Ele me mostrou que estava aberto como director”. Moura conversou comigo sobre sua primeira experiência internacional e seus problemas com outro idioma.

O que o levou a trabalhar em “Elysium”?

Eu fiz o filme porque achei que era um projeto brilhante e porque adorei o personagem que me foi oferecido. Mas foi duro trabalhar em inglês porque você não tem a mesma relação com as palavras que tem na sua língua nativa. Quando eu falo minha língua, posso apreciar cada nuance e cada forma de frasear as palavras. Eu não consigo fazer isso em inglês .

Você teve um professor de inglês no filme?

Eu tinha um treinador de dialeto que trabalhou comigo em duas cenas do filme – não em todo o filme. Precisei disso em algumas cenas que eram particularmente difíceis e importantes porque queria fazer o melhor trabalho possível. De qualquer maneira, o diretor foi tolerante com meu sotaque porque, obviamente, eu não podia fazer muito a respeito disso.

Você está de olho agora numa carreira internacional ou vai continuar trabalhando no Brasil?

Eu quero continuar trabalhando principalmente no Brasil. Filmes internacionais desse tipo são eventos extraordinários e acontecerão uma vez por ano ou menos. Eu não acho que vou trabalhar freqüentemente lá fora porque não estou completamente à vontade atuando em outro idioma e não sou capaz de projetar o tipo de referências culturais necessárias quando ​​você está atuando com alguém de outra nacionalidade.

Essas são questões difíceis quando se trata de trabalhar no cinema americano. A barreira da língua é enorme e também a barreira cultural. Por isso não estou tão interessado em trabalhar em filmes americanos.

(Nota: apesar dessas alegadas dificuldades, Wagner Moura me disse que vai fazer o papel do diretor Federico Fellini num filme em inglês que vai falar da passagem do cineasta italiano em Los Angeles. Fellini desapareceu por dois dias em 1957, antes de uma cerimônio de entrega do Oscar. Vai ser a primeira vez da história em que Fellini terá um sotaque baiano).

Sobre o autor: Harold Von Kursk–DCM
Alemão, naturalizado canadense, Harold tem 52 anos e é, além de jornalista, diretor de cinema. Em mais de 20 anos, entrevistou atores e cineastas para a mídia americana e europeia. Com todas teve grandes conversas. Exceto por Scarlett Johansson. “Ela é uma linda diva mimada”, diz.
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