House of Cards é o retrato acabado dos Estados Unidos

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A série mostra como está corrompido o mundo político, jornalístico e corporativo americano.
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Você vê o bom House of Cards, o seriado da Netflix sobre o mundo político, econômico e jornalístico americano, e no final entende por que os Estados Unidos estão num declínio tão dramático.

Nada presta. Ninguém tem caráter ou causa que não seja a própria. É uma caricatura, talvez você pode dizer. Mas o mundo de HC se parece muito com a realidade conhecida dos Estados Unidos.

Frank Underwood, deputado vivido por Kevin Spacey, é um canalha fundamental. Passado para trás pelo presidente eleito, que lhe prometera o cargo de secretário de Estado, ele se revolta e decide sabotar a administração, a começar pelo homem que foi escolhido em seu lugar.

Para isso, ele escolhe uma jornalista jovem e já completamente corrompida antes de assinar sua primeira reportagem.

Ela faz sexo com Frank em troca de furos. É o tipo de jornalismo mais abominável: aquele em que você recebe uma informação claramente interessada, repleta de más intenções.

Pulitzer dizia que jornalista não tem amigo. Muito menos amante. Envolvimentos pessoais geram compromissos complicados. Os brasileiros viram há pouco tempo isso nas estreitas relações entre Cachoeira e Policarpo.

Frank está, simbolicamente, sodomizando o jornalismo na figura da repórter.

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Para quem gosta de ver bastidor de redação, HC mostra o quanto são impotentes os diretores de redação diante dos proprietários.

Numa cena, a dona do jornal diz ao diretor que dê na primeira página um texto da repórter que tem um caso com Frank. Ele reluta, e diz que vai pensar. “Pense bastante e depois publique”, ela diz.

Noutra cena, o diretor tenta demitir a garota, que caíra na simpatia da dona por causa dos furos passados por Frank. Quem acaba demitido é ele.

Claire, a mulher de Frank, é tão amoral quanto ele. Comanda, paradoxalmente, uma empresa que vive de doações para projetos filantrópicos.

Um dia ela decide promover uma demissão coletiva. Sua adjunta, atormentada, tenta demovê-la uma, duas, várias vezes. Em vão. É ela, a adjunta, que é forçada a comunicar as demissões.

No dia seguinte, feito o trabalho sujo, Claire a manda embora sumariamente.

No ano passado, vi Borgen, um seriado político escandinavo muito bom. Os mesmos elementos, essencialmente – poder, dinheiro e jornalismo.

Mas havia dignidade em vários personagens.

Em HC, não há nenhum senso de moral. Você se pergunta: que estes caras estão fazendo no mundo?

E você entende, também, por que os Estados Unidos estão onde estão – num buraco sem volta

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Zero Dark Thirty( A hora mais escura)

Os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 deram início a uma época de medo e paranoia do povo americano em relação ao inimigo, onde todos os esforços foram realizados na busca pelo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.
Maya (Jessica Chastain) é uma agente da CIA que está por trás dos principais esforços em capturar Laden, por ter descoberto os interlocutores do líder do grupo terrorista.
Com isso ela participa da operação que levou militares americanos a invadir o território paquistanês, com o objetivo de capturar e matar bin Laden.

Curiosidades

Morte surpresa

A produção foi pega de surpresa com o anúncio da morte de Osama Bin Laden. A história girava em torno da caçada ao terrorista.

Mudanças no roteiro

Mark Boal reescreveu o roteiro para centrar a trama diante do assassinato de Bin Laden.

Troca de nome

O título do filme seria Kill Bin Laden.

Sob investigação

O Pentágono investigou a produção para impedir que ela revelasse segredos confidenciais da operação militar.

O Paquistão não é aqui

Um grupo radical indiano não gostou do fato do filme ser rodado na Índia mesmo com a história se passando no Paquistão. A diretora Kathryn Bigelow não conseguiu autorização para rodar neste país.

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Os Vingadores:. US$ 1,5 bilhão de arrecadação

“Os Vingadores” alcançou uma marca histórica neste domingo (2) ao arrecadar US$ 1,5 bilhão nas bilheterias.

De acordo com o site Hollywood Reporter, a marca foi alcançada graças a ação agressiva que os cinemas fizeram para o Dia do Trabalho, feriado que é comemorado nos Estados Unidos na primeira segunda-feira de setembro.

O filme é terceiro longa-metragem a obter a quantia, atrás apenas de Avatar (US$ 2,78 bilhões) e Titanic (US$ 2,18 bilhões).

Somente no fim de semana, o filme arrecadou US$ 1,7 milhão nas bilheterias americanas, o que totaliza US$ 619,5 milhões no país. Nos outros países, o filme já arrecadou US$ 874 milhões.