Archie Panjali (Kalinda Sharma) linda e marcante

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Archie Panjabi é um brilho – assim como sua personagem em The Good Wife, Kalinda Sharma, figura fascinante, tão fascinante que nos fez lembrar de Lisbeth Salander, a hacker punk superdotada e superdoida da Trilogia Millennium .

Assim como Lisbeth Salander, Kalinda é uma investigadora de competência extrema, que consegue descobrir o que ninguém mais consegue. Também como Lisbeth, Kalinda é uma mulher misteriosa, fechada em copas. Jamais fala uma palavra sobre si mesma, sobre sua vida pessoal.
No jeito de vestir, é uma Lisbeth mais light – não tem mil piercings e tatuagens como a sueca, mas está sempre de botas, meias negras, saia acima do joelho, blusão de couro negro e maquiagem escura no belo rosto moreno.
Lisbeth é abertamente bissexual; Kalinda a gente nunca sabe bem o que é, mas é capaz de, se necessário para suas investigações, seduzir tanto homens quanto mulheres.
Embora jovem, Kalinda tem experiência, quilometragem de sobra. Conhece gente em todos os lugares, tem fontes inesgotáveis. Já trabalhou, no passado, com Peter Florrick, quando ele era o poderoso chefe da promotoria; agora, trabalha como investigadora para o escritório Stern, Lockhart & Gardner.
E aqui há até uma pequenina falha no roteiro brilhante, porque o escritório tem um monte de advogados, mas sua única investigadora é Kalinda – e Kalinda dá conta de 30 casos ao mesmo tempo.

Kalinda tem faro para tudo; não suporta Cary, o yuppinho, e torna-se amiga de Alicia. As duas, Kalinda, filha de imigrantes pobres, e Alicia, wasp educada, boas oportunidades na vida, são extremamente diferentes uma da outra. Mas têm em comum um ponto importante, fundamental: possuem princípios morais rígidos, e nenhuma disposição de abrir mão deles. Qualidade extremamente rara na selva da competição a toda prova.

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The Good Wife 4×07: Anatomy of a Joke


Perder dois milhões de dólares, mas jamais perder a piada.

Não é nenhuma novidade que The Good Wife anda correndo atrás do próprio rabo, com episódios que beiram a chatice e não desenvolvem a trama em absolutamente nada. A boa notícia dessa semana é que, pasmem, os roteiristas e produtores sabem disso. Pois é. Por isso é que esse episódio, que apresenta melhora sensível em relação aos demais já exibidos, é a literal “anatomia da piada”. The Good Wife parece ter brincado um pouco com seus próprios defeitos e só isso já é motivo de elogios.
Claro que a coisa não fica por aí. É absolutamente impressionante como a simples inexistência da história de Kalinda com aquele marido Nick devolve o nível de The Good Wife. Aliás, só estou citando para reforçar que essa trama não fez a menor falta, em nenhum momento e que a inserção dela na temporada se prova mais e mais desnecessária. Sem Nick, Kalinda cumpriu seu papel. Investigou o envolvimento de Indira Star com Maddie e avisou Eli Gold que usar Alicia não pode ser um trunfo colocado na mesa de jogo com tanta frequência. Pelo menos não para convencê-la a ajudar mais na campanha de Peter, que para manter o nível humorístico do episódio, sofreu o ‘golpe do salsichão’.
Fico me perguntando em que lugar do mundo algum político perderia votos por rumores de que há uma marca de nascença com o formato do Brasil em sua genitália. Sim, eu entendo que o impasse é com a suposta traição, mas como já há provas da mentira de Indira Star, resta apenas fazer com Alicia e rir muito de todo esse imbróglio. A imprensa, às vezes, se promove com coisas absolutamente ridículas.
Todo esse riso solto de Alicia dá mais mostras de que ela está muito perto de reatar seu casamento com Peter. Ela parece muito à vontade com ele e afastada de qualquer outra possibilidade. Ele, igualmente, faz o que pode para agradar, inclusive contratando a ‘indicação’ de Alicia para seu gabinete da promotoria.
Fazendo as vezes de grande gênio da stand up comedy, ganhamos a presença Christina Ricci como Therese Dodd, uma atriz que está de fato, disposta a enfrentar um rombo na conta bancária para não se curvar diante de exigências de organizações que defendem o “politicamente correto”. Foi um caso bem interessante e que nos poupou de nudez frontal e palavrões, indo contra o que Therese tentava pregar como liberdade de expressão, muito embora aquele autoexame de mamas tenha parecido bem suspeito.
Como Diane adotou o bordão “temos de utilizar mais o Cary”, parece que a constatação desse fato ganhou na prática. Bacana a aparição do pai de Cary e dessa relação familiar complicada. Toda a emoção do encontro e de saber que estava sendo usado pelo próprio pai aproxima Cary e Alicia e acho que nunca antes vimos os personagens em algum diálogo que não fosse estritamente profissional. Concordo que colocar Cary um pouco mais em evidência pode ser bem interessante, principalmente porque mesmo depois de quatro anos de série, ainda não sabemos nada dele. O lance com o pai mais do que prova isso.
O caso com a emissora de TV acaba também trazendo nova ameaça para a Lockhart/Gardner e confesso, estou muito (muito mesmo) cansada desse plot imbecil sendo repetido pela milésima vez. Quantas vezes alguém já quis comprar a firma no meio do processo de falência? Umas duas vezes por temporada? Sim, estou exagerando, mas não fica assim tão longe da realidade. Estava gostando da participação de Clark, mas não precisamos de mais um arqui-inimigo que tentará vender a Lockhart/Gardner toda semana. Além de ser chato, sabemos que não acontecer, então os caras poderiam apenas nos poupar da patacoada.
P.S* Um pouco mais de David Lee também não faz mal a ninguém.

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