Seis atrizes de ‘Game of Thrones’ já fizeram filmes pornô

Seis atrizes da cultuada série Game of Thrones atuaram (algumas ainda atuam) em filmes pornôs.

A atriz alemã Sibel Kekilli em cena de Game of Thrones - Créditos: Reprodução

A atriz alemã Sibel Kekilli, por exemplo, no início dos anos 2000, bem antes de dar vida à amante de Tyrion Lannister na série, já era bem conhecida no cenário de filmes adultos. Uma rápida procurada pelo nomeDilara em sites especializados e você verá do que estamos falando.

Sahara Knite (à esquerda) e Esmé Bianco em cena de Game of Thrones - Créditos: Reprodução

Uma das prostitutas de Petyr Baelish na série, Sahara Knite (foto  abaixo), que fez a personagem Armeca, também pode ser vista em filmes pornôs. Na segunda temporada, ela protagonizou uma das cenas mais quentes de Game of Thrones ao ir para a cama com a ruiva Esmé Bianco.

Maisie Dee (ao centro) fez a prostituta Daisy na série Game of Thrones - Créditos: Reprodução

Já a britânica Maisie Dee, que faz a garota de programa Daisy na série, é conhecida no mundo de filmes adultos por gostar de spanking (gosta de tapas na hora da transa). Ela mantém um blog onde fala de sua vida e do mundo pornô.

Aeryn Walker entrará na quarta temporada de Game of Thrones - Créditos: Reprodução/Twitter

A australiana Aeryn Walker, que será uma das esposas de Craster na quarta temporada de Game Of Thrones, é atriz pornô amadora. Seu site oficial denuncia seu gosto na cama; Naughty Nerdy (algo como “Nerd safada”). Uma rápida visita e você verá Aeryn usando pouca roupa, fazendo cosplay e deitada em cima de um monte de cartas de Magic…

Samantha Bentley irá participar da quarta temporada de Game of Thrones - Créditos: Reprodução/Instagram

A britânica Samantha Bentley também aparecerá na quarta temporada deGame of Thrones, mas seu papel ainda não foi revelado. No mundo pornô já levou prêmios importantes por sua “performance”, como o de Melhor Atriz Pornô no UK Adult Producers Awards.

Jessica Jensen irá participar da quarta temporada de Game of Thrones - Créditos: Reprodução/Twitter

Jessica Jensen também é uma atriz com papel misterioso, ninguém sabe o que ela fará nesta temporada de Game of Thrones, mas o que ela já fez, a gente conta. Estreou no pornô em 2011. Em 2012, ganhou o prêmio de Melhor Novata no UK Adult Producers Awards.

http://cenapop.virgula.uol.com.br/2014/04/12/38596-seis-atrizes-de-game-of-thrones-ja-fizeram-filmes-porno/

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Pelo segundo ano, Sofia Vergara é a atriz mais bem paga da TV, diz Forbes

NOVA YORK, 4 Set (Reuters) – Sofia Vergara, da série cômica “Modern Family”, da rede ABC, foi pelo segundo ano consecutivo a atriz mais bem paga da TV dos Estados Unidos, recebendo estimados 30 milhões de dólares, segundo ranking divulgado nesta quarta-feira pela revista Forbes.
A voluptuosa atriz de origem colombiana superou com folga Mariska Hargitay, de “Law and Order: Special Victims Unit”, da NBC, e Kaley Cuoco, de “The Big Bang Theory”, da CBS, ambas com um rendimento estimado em 11 milhões de dólares.
A Forbes.com afirmou que Vergara, de 41 anos, é “a rainha dos contratos de publicidade com celebridades (graças em grande parte ao seu portfolio bilíngue)”.
Ela tem uma linha de roupas e produtos domésticos à venda na rede varejista Kmart e é garota-propaganda de marcas como Pepsi e Proctor & Gamble.
A lista da Forbes, disponível em inglês no site Forbes.com, leva em conta cachês artísticos, verbas publicitárias e outros rendimentos, com base em conversas com agentes, empresários e advogados.
A revista estima que as 20 atrizes mais bem pagas da TV dos Estados Unidos tenham recebido, juntas, 183 milhões de dólares no período de um ano até junho de 2013.
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House of Cards é o retrato acabado dos Estados Unidos

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A série mostra como está corrompido o mundo político, jornalístico e corporativo americano.
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Você vê o bom House of Cards, o seriado da Netflix sobre o mundo político, econômico e jornalístico americano, e no final entende por que os Estados Unidos estão num declínio tão dramático.

Nada presta. Ninguém tem caráter ou causa que não seja a própria. É uma caricatura, talvez você pode dizer. Mas o mundo de HC se parece muito com a realidade conhecida dos Estados Unidos.

Frank Underwood, deputado vivido por Kevin Spacey, é um canalha fundamental. Passado para trás pelo presidente eleito, que lhe prometera o cargo de secretário de Estado, ele se revolta e decide sabotar a administração, a começar pelo homem que foi escolhido em seu lugar.

Para isso, ele escolhe uma jornalista jovem e já completamente corrompida antes de assinar sua primeira reportagem.

Ela faz sexo com Frank em troca de furos. É o tipo de jornalismo mais abominável: aquele em que você recebe uma informação claramente interessada, repleta de más intenções.

Pulitzer dizia que jornalista não tem amigo. Muito menos amante. Envolvimentos pessoais geram compromissos complicados. Os brasileiros viram há pouco tempo isso nas estreitas relações entre Cachoeira e Policarpo.

Frank está, simbolicamente, sodomizando o jornalismo na figura da repórter.

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Para quem gosta de ver bastidor de redação, HC mostra o quanto são impotentes os diretores de redação diante dos proprietários.

Numa cena, a dona do jornal diz ao diretor que dê na primeira página um texto da repórter que tem um caso com Frank. Ele reluta, e diz que vai pensar. “Pense bastante e depois publique”, ela diz.

Noutra cena, o diretor tenta demitir a garota, que caíra na simpatia da dona por causa dos furos passados por Frank. Quem acaba demitido é ele.

Claire, a mulher de Frank, é tão amoral quanto ele. Comanda, paradoxalmente, uma empresa que vive de doações para projetos filantrópicos.

Um dia ela decide promover uma demissão coletiva. Sua adjunta, atormentada, tenta demovê-la uma, duas, várias vezes. Em vão. É ela, a adjunta, que é forçada a comunicar as demissões.

No dia seguinte, feito o trabalho sujo, Claire a manda embora sumariamente.

No ano passado, vi Borgen, um seriado político escandinavo muito bom. Os mesmos elementos, essencialmente – poder, dinheiro e jornalismo.

Mas havia dignidade em vários personagens.

Em HC, não há nenhum senso de moral. Você se pergunta: que estes caras estão fazendo no mundo?

E você entende, também, por que os Estados Unidos estão onde estão – num buraco sem volta

O Dexter que há em cada um de nós

“Todos escondem quem são pelo menos parte do tempo. Às vezes, você enterra essa parte de si mesmo tão fundo, que precisa ser lembrado de que ela está lá. E, às vezes, você só quer esquecer quem você é de verdade.” (Dexter Morgan)

Passamos a vida usando máscaras. Trocamos de máscara várias vezes ao dia, milhões de vezes ao longo de uma vida. Não é fingimento, mas papéis que precisamos desempenhar ainda que não estejamos com vontade, passes para transitar no mundo e fazer nossas conquistas pessoais. Na reunião de trabalho usamos a máscara da mulher provedora. Se a demanda for pela mãe afetiva, ajudamos o filhote com o dever da escola, ou ralhamos com ele para que tome seu leite pela manhã, ou o deixamos no curso de inglês. Em algum momento chega a hora de dar vida à mulher que precisa manter a forma apesar de tudo: na academia de ginástica, ioga, pilatis ou seja lá o que for. Se houver marido, há o momento esposa, cafuné num pescoço cansado, ouvir novidades ou queixumes, falar se houver oportunidade. Se a vida estiver saudável, invariavelmente entra em cena a mulher fatal, em nome de suas próprias demandas e desejos e/ou para manter acesa a chama de uma relação. Se há um namorado, o papel tem outras nuances, mas permanece a necessidade de colocar na linha de frente a mulher atraente, desejável. As máscaras servem para mostrar o melhor de nós, dependendo da necessidade. Mas e o pior de cada um de nós, pra onde vai?

O pior, de preferência, só a gente conhece. E transparece, às vezes, sem querer, em pequenos delitos diários, no trânsito, em pensamentos e desejos mórbidos que nos tomam de assalto, durante brigas em que perdemos o controle, diante do terapeuta que desvenda nosso lado inconfessável.  Certo dia aluguei na locadora a série Dexter, produção norte-americana indicada por uma amiga jornalista aficionada por séries televisivas. Alguns episódios depois, fui arrebatada pela história de um serial killer cheio de métodos cruéis e sanguinários, que durante o dia usa a máscara do perito em sangue que trabalha para a polícia de Miami, é um namorado atencioso, um irmão carinhoso. Sua história de vida tão surpreendente e triste e sua predileção por aniquilar apenas pessoas más, que “merecem morrer”, nos comovem ao mesmo tempo em que horrorizam. De alguma forma, Dexter nos põe em contato com um instinto natural de todos nós: fazer justiça com as próprias mãos, eliminando da terra as pessoas que não consideramos merecedoras de um lugar nessa terra.

Dexter personifica o ser humano maltratado pelo destino, que parece ter adquirido o direito de viver – ainda que silenciosamente – sua persona cruel e oculta, e ser aceito. Mas ele é aceito, assim, com seu lado sombrio, não pelos que o rodeiam, claro – que não conhecem sua verdadeira identidade – mas pelo telespectador que o assiste e o conhece verdadeiramente. Um justiceiro que comove porque carrega consigo um trauma de infância de proporções inenarráveis. Passei os primeiros 12 episódios da série dividida entre a simpatia e o horror. E chego à conclusão de que Dexter toca porque também nós somos animais domesticados, contidos numa espécie de rotina que nos controla e evita que nos deixemos levar por um imenso potencial para o delito. Guardadas as devidas proporções, claro.

Somos seres humanos que bailam a dança da aceitação, tentando ser amados e aceitos, o tempo todo: nas nossas carreiras, pelos nossos parceiros, filhos, parentes, amigos. Lutamos incessantemente, usando nossas máscaras para ter um lugar no mundo. Buscamos rótulos e mais rótulos para obter aprovação: a filha estudiosa, a pessoa honesta, a profissional dedicada, a mãe protetora, a namorada sexy, a patroa compreensiva. Nossos desejos de chutar o balde nos confundem e precisam ser reprimidos, controlados, escondidos em caixinhas que guardamos em compartimentos bem disfarçados. Mexemos neles de vez em quando, mas aprendemos a reprimi-los cuidadosamente, através da terapia, da meditação, da ioga, e por aí vai. Volta e meia, explodimos sem saber bem porque, culpamos a TPM, o trabalho, o stress, a fechada no trânsito, a noite mal dormida, a doença de um parente, a fila do supermercado.

Nosso herói, Dexter, foi talhado para ser um louco mais “aceitável” na TV: um serial killer com uma história triste, bem apessoado, que mata apenas “quem merece”. Uma “besta adorável”. Uma espécie de divindade dos tempos modernos, com poder de aniquilar quem sai da linha – o que segundo seus princípios é fazer justiça ao manter o mundo livre de canalhas e psicopatas. Como coloquei, guardadas as devidas proporções, Dexter é nosso alter-ego, nosso “self” escancarado e vivido intensamente, ainda que apenas durante uma parte do dia. À noite, ao aniquilar pessoas, ele ganha forças e entusiasmo para viver sua máscara de bom moço durante o dia. Por linhas meio tortas, Dexter nos aponta um caminho interessante para este dilema existencial que é tentar disfarçar o tempo todo nossas imperfeições e inseguranças: a possibilidade de fazer amizade com o monstrinho que nos habita. Metaforicamente, claro. Seja qual for o monstrinho, ele certamente é o que nos revela imperfeitos, inseguros, até mesmo cruéis. Entrar em contato com ele e reconhecê-lo pode ser libertador e reconfortante. Uma carta de alforria merecida, um perdão sem penitência alguma. Que pode até mesmo nos fazer botar de molho de vez algumas das máscaras que usamos, sem medo que o mundo nos enxergue como realmente somos: pessoas comuns, com defeitos, medos, oscilações de humor, manias, preguiça, desejos descabidos, sonhos, limites de paciência e tolerância, limites de sabedoria e conhecimento.  O que me lembra uma frase da escritora Inês Pedrosa, que eu gosto bastante, que reconhece sua “sombra” com dignidade: “Enfrentando a imperfeição, aprendi a perdoar. Olho para a raiz das ações, e concluo que também eu podia ter cometido. A pior delas.”

Texto escrito por: Claudia Penteado
Fonte: Mulher 7 por 7 – Revista Época
Dica de: @mari_fnandes