“Game of Thrones” glamorizes rape: That was not consent, and rape is not a narrative device

There was no consent in a brutal “Game of Thrones” scene. It’s time for rape to stop being cable’s narrative device

"Game of Thrones" glamorizes rape: That was not consent, and rape is not a narrative device

Last night’s “Game of Thrones” episode “Breaker of Chains” was shocking, which is saying something in a show that has consistently expanded the threshold for shocking us. Sure, some of the show’s most perverse scenes come from George R.R. Martin’s brain. But the show runners continue to take strange liberties with the source material, particularly when it comes to sexual violence.

At this point, audiences have come to expect that there are no limits to the brutality these characters will be forced to endure. At its best, “Game of Thrones” tempers this brutality by embroiling its very compelling characters in all manners of intrigue. At its worst, “Game of Thrones” makes brutality seem gratuitous, unremarkable and, at least within this fictional world, inevitable.

In last night’s episode, Cersei was raped by her brother and lover Jaime, next to the corpse of their son Joffrey. Jaime was enraged because Cersei had asked him to kill Tyrion Lannister, their brother, whom she blames for the murder of Joffrey. There was no ambiguity to the scene. Cersei repeatedly said no. She said, “Stop.” She said, “Not here.” She said, “This is not right.” She resisted Jaime’s efforts, to no avail. The scene was unequivocally a rape scene and it was not merely shocking. It was thoroughly senseless. The episode’s director, Alex Graves, said, of the scene, “Well, it becomes consensual by the end, because anything for them ultimately results in a turn-on, especially a power struggle.” He goes on to add, “That’s one of my favorite scenes I’ve ever done.”

Whatever Graves’ artistic intentions may have been, something went terribly wrong here. What ended up on the screen was sensationalized rape. In the books, Cersei and Jaime do, indeed, have a sexual encounter as Joffrey’s corpse lies in repose, and that scene is rough — but Cersei’s consent is clear. It is curious that the show once again decided to take a consensual sexual encounter, as written in the books, and turn it into rape for the television audience. It’s a shame that they knew they could take this liberty without consequence.

Plenty of smart people are talking about the episode and the show’s overall treatment of women as disposable objects onto whom physical and emotional violence are relentlessly enacted. Sexual violence is so pervasive on the show that nearly every woman on the show has been raped or threatened with rape. The show, and the books, reveal the disturbing and cavalier facility with which rape becomes a narrative device. Rape is used to punish. Rape is used to make a woman more sympathetic or to explicate their anger or other unlikable qualities. Rape is used to put women in their place.

“Game of Thrones” may be uniquely extreme, but it is far from the only recent TV show to use rape to prop up narrative. We saw rape used as an explicatory plot device in ABC’s “Scandal” when we learned that Mellie was raped by Big Jerry, her husband Fitz’s father. This trauma, the show made it seem, explained why Mellie was so hardened, so craven in her ambitions, so impenetrable to her husband. Shonda Rhimes, whose work I largely admire, is no stranger to this narrative tactic. She introduced a rape story line to “Private Practice,” in which confident and hard-edged Charlotte King was brutally raped in her office and then several episodes were given over to King’s attempts to overcome her trauma. This device has also been used in “Mad Men,” “House of Cards,” “Breaking Bad,” “The Sopranos” and “Downton Abbey.” There is no end in sight.

In some ways, it’s useful for television shows to acknowledge the extent of sexual violence in our culture. These narratives allow necessary stories to be told. But the execution is too easy. From daytime soap operas to prestige cable shows, rape is all too often used to place the degradation of the female body and a woman’s vulnerability at the center of the narrative. Rape is used to create drama and ratchet up ratings. And it’s rare to see the brutality and complexity of a rape accurately conveyed on-screen. Instead, we are treated to an endless parade of women being forced into submission as the delicate and wilting flowers television writers and producers seem to want them to be.

 

Roxane GayRoxane Gay’s writing has appeared in Best American Short Stories 2012, Oxford American, the Rumpus, the Wall Street Journal and many other publications

A canadense que enlouquece os Mad Men

LOS ANGELES – Megan Draper está morta? A sexta temporada de Mad Men termina neste mês e esta é uma das teorias que estão circulando pela internet em torno da série. O DCM conversou com Jessica Paré, que faz a mulher de Don Draper — e como era de se esperar, ela não estava disposta a nos revelar qualquer spoiler da história, é claro. Todo ano os fãs da série especulam sobre o tipo de caos que o criador do show, Matthew Weiner, pretende desencadear em Don Draper e companhia.
Tendo emergido como a mais quente novidade do elenco de Mad Men devido à sua versão sexy da música pop francesa dos anos 1960, Zou Bisou Bisou, Paré é agora uma parte integrante do equilíbrio existencial do aclamado show — portanto nos deixaria realmente tristes se ela abandonasse a história. “A última temporada foi muito interessante e me foquei em trazer as camadas mais profundas da personalidade de Megan”, disse ela para nós. “Trabalhar com um grande elenco como o de Mad Men te coloca em um nível diferente. Hoje estou muito mais confiante sobre quem eu sou como atriz.”
Mad Men foi uma oportunidade esperada durante muito tempo por Paré em Hollywood, depois de ter lutado para encontrar trabalho desde que se mudou de Montreal para Los Angeles, há nove anos. Tendo feito sua estreia como atriz aos 17 anos no vencedor do Oscar Stardom, seguido por uma aparição em Assunto de Meninas, a carreira de Paré ficou à deriva por vários anos. Apesar de papeis recorrentes em séries de TV, como Jack e Bobby (2005) e Life (2007), ela estava resignada a trabalhar em filmes canadenses obscuros como The Trotsky (2010) e A Ressaca (2010), estrelado por John Cusack. Mas quando ela fez o teste e ganhou o papel da secretária Megan Calvet no meio da quarta temporada de Mad Men, Paré finalmente teve a chance de deixar sua marca.
Aos 31 anos, Paré é filha de Anthony Paré, diretor do Departamento de Educação na prestigiada Universidade McGill, em Montreal, e Louise Mercier, uma tradutora de conferências. Alta e escultural, Paré fala perfeito francês e inglês. Confira abaixo a nossa conversa com ela, na qual a atriz revela que nunca ficou inibida com cenas de nudez e que não liga de ter fotos suas de topless circulando pela internet.
Jessica, antes de encontrar trabalho em Mad Men, você estava pensando em desistir da atuação?
Eu não tinha certeza do que eu ia fazer. Fiz testes para vários papeis, mas não encontrei nada que me agradasse e fiquei bastante triste. Pensei que talvez eu devesse ir para casa, em Montreal, e repensar na vida. Mas eu sabia o quanto eu amava atuar e que realmente não havia nada que eu estava treinada para fazer além disso. Então eu decidi ficar em Los Angeles e eu tinha a sensação de que, eventualmente, alguma coisa iria dar certo para mim. E então eu consegui um teste para Mad Men e tudo na minha vida mudou.
Isso é um sinal de força de vontade?
[rs] Eu não tenho certeza! Acho que todos neste negócio, especialmente atores, precisam ter muita autoconfiança e fé cega. Você simplesmente precisa acreditar que um dia você vai achar que um papel que vai mudar a sua vida.
Por que é que o público se apaixonou por Megan?
As pessoas a admiram porque ela é independente e não se deixa ser manipulada por ninguém. Nem mesmo por Don, que ela tanto ama. Ela quer ter uma vida própria, mas também quer estar com Don e fazer com que seu trabalho seja notado. É uma relação muito complexa que eles têm, mas isso é o que a torna tão interessante. Eles estão testando os limites de cada um. E mesmo que ela o aceite como ele é — e eles têm essa conexão física muito poderosa — ela não vai ser empurrada.
Mas Don não é necessariamente alguém que vai fazer uma mulher feliz.
Isso é verdade. Don não é um homem muito feliz, por isso não é parte de sua natureza espalhar felicidade para os outros ao seu redor, embora ele muitas vezes é nobre de sua própria maneira. Ele quer ser um homem melhor, mas ele foi danificado na vida e possui um trauma que o assombra. Don Draper é uma pessoa individualista.
Você tem alguma semelhança com a Megan?
Nós somos diferentes. Eu tendo a ser mais melancólica, apesar das pessoas falarem que eu adoro rir. Às vezes meu estado de espírito vai do céu ao inferno em questão de segundos. Mas acho que isso é útil quando você é um ator, porque você precisa mostrar diferentes emoções o tempo todo.
Você gosta da tensão sexual entre Megan e Don?
Isso é uma das coisas mais interessantes neste relacionamento. Há essa raiva e paixão, tudo conectado em um nível físico. O sentimento entre eles é muito curioso.
O seu sucesso em Mad Men reacendeu sua carreira, em geral.
Eu estou recebendo mais ofertas agora e há muitas oportunidades lá fora para mim. Houve um tempo em que foi bem difícil arrumar audições para filmes, diferente de hoje.
Você é uma espécie de símbolo sexual agora. Você gosta desse tipo de atenção?
Às vezes eu gosto sair com uma roupa mais sexy. Quando eu era jovem, tinha tem que lidar com muitos comentários e com homens que sempre tentavam me definir pela minha aparência. Eu odiava isso quanto estava começando, quando tentava ser levada a sério como atriz. Hoje, estou tranquila em relação a isso.
Como você lida com as cenas de nudez, como aquela que fez em A Ressaca?
Nunca tive muita inibição sobre isso e nunca foi uma grande preocupação para mim, desde que eu me sinta bem sobre o contexto e o próprio trabalho. Você não necessariamente gosta de ter fotos de topless de si mesmo na internet, mas você aprende a ignorar isso. O sexo é uma força motriz na vida e a nudez está obviamente ligada com isso. Expressar esse aspecto da vida quando você está atuando em um papel é importante. Atitudes também estão começando a mudar sobre nudez em Hollywood e não é mais um grande negócio…
Nós ouvimos dizer que você tem um novo namorado. Verdade?
[rs] Eu sou muito ruim no romance! Mas eu gosto de pensar que eu aprendi algumas lições ao longo do caminho, então talvez haja esperança para mim. Às vezes, você só precisa encontrar o cara certo! [rs]