“GoT”, “Veep” e “O.J. Simpson” são as grandes vencedoras do Emmy 2016

 

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As séries “Game of Thrones”, “Veep” e “The People vs. O.J. Simpson” foram as grandes vencedoras da 68ª edição do Emmy, celebrada neste domingo (18).

Pelo segundo ano consecutivo, “Game of Thrones” levou o Emmy de melhor série dramática. A atração conquistou 3 prêmios na noite e ultrapassou “Frasier” como a série mais reconhecida na história da premiação, chegando à marca de 38 prêmios acumulados, superando assim os 37 da sitcom.

Apesar dos prêmios de melhor roteiro, série de drama e melhor direção, “Game of Thrones” não teve troféus para seus atores Kit Harington, Peter Dinklage, Maisie Williams, Lena Headey e Emilia Clarke, que concorriam nas categorias de coadjuvantes. Os premiados foram Maggie Smith, de “Downton Abbey” e Ben Mendelsohn de “Bloodline”.

Na categoria de atores principais, duas surpresas. Rami Malek, o protagonista de “Mr. Robot”, desbancou Kevin Spacey (“House of Cards”) entre os atores. Já entre as atrizes, Tatiana Maslany, de “Orphan Black”, foi a premiada. Ela interpreta mais de oito clones na atração de ficção científica que está em sua quarta temporada.

Baseada no romance “Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin, “Game of Thrones” já havia conquistado nove prêmios no Creative Emmy Awards. Ao todo a série teve 23 indicações este ano.

O canal HBO, que exibe “Game of Thrones”, foi premiado ainda na categoria de melhor série de comédia com “Veep”, atração estrelada por Julia Louis-Dreyfus. Pelo quinto ano consecutivo, a atriz, que interpreta a presidente dos Estados Unidos Selina Meyer, também foi premiada, tornando-se a maior vencedora da categoria. Ela já havia vencido em 2006 por sua atuação em “The New Adventures of Old Crhistine”.

O Emmy também deu destaque para a série limitada “The People vs. O.J. Simpson”, inspirada na história real do julgamento do ex-jogador de futebol americano, acusado de assassinar a ex-mulher em 1994. A atração levou os prêmios de melhor série limitada, melhor roteiro, melhor ator coadjuvante, melhor atriz e melhor ator.

Apresentador brincou sobre diversidade e Trump

Com apresentação do comediante Jimmy Kimmel, a cerimônia começou se gabando de ter mais diversidade entre os indicados do que o Oscar. Este ano, a premiação do cinema foi criticada pela falta de indicados não brancos. “A única coisa que valorizamos mais que a diversidade é nos parabenizar pela nossa diversidade”, brincou o apresentador.

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Em seus discursos, alguns ganhadores também mencionaram o tema. Jeffrey Tambor, vencedor do Emmy de melhor ator em série de comédia por “Trasparent”, disse que espera que esse tenha sido o último ano em que um ator cisgênero ganhou um prêmio pelo papel de um transgênero na TV.  Já Tatiana Maslany falou do orgulho de atuar em uma série que coloca as mulheres em evidência.

Kimmel também fez piada com Mark Burnett, criador do reality show “The Apprentice”. Ele agradeceu ironicamente ao produtor por ter alçado Donald Trump à fama. O empresário concorre atualmente à presidência dos Estados Unidos.

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Conheça os vencedores do Emmy 2016:

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
“Better Call Saul”
“Downton Abbey”
“Game of Thrones” – VENCEDORA
“Homeland”
“House of Cards”

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
“Modern Family”
“Silicon Valley”
“Transparent”
“Unbreakable Kimmy Schmidt”
“Veep” – VENCEDORA
“Black-Ish”
“Master of None”

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Claire Danes (“Homeland”)
Viola Davis (“How to Get Away With Murder”)
Taraji P. Henson (“Empire”)
Tatiana Maslany (“Orphan Black”) – VENCEDORA
Keri Russel (“The Americans”)
Robin Wright (“House of Cards”)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Kyle Chandler (“Bloodline”)
Bob Odenkirk (“Better Call Saul”)
Liev Schreiber (“Ray Donovan”)
Kevin Spacey (“House of Cards”)
Rami Malek (“Mr. Robot”) – VENCEDOR
Matthew Rhys (“The Americans”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA

Jonathan Banks (“Better Call Saul”)
Ben Mendelsohn (“Bloodline”) – VENCEDOR
Peter Dinklage (“Game Of Thrones”)
Kit Harington (“Game Of Thrones”)
Michael Kelly (“House Of Cards”)
Jon Voight (“Ray Donovan”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA

Maura Tierney (“The Affair”)
Maggie Smith (“Downton Abbey”) – VENCEDORA
Lena Headey (“Game Of Thrones”)
Emilia Clarke (“Game Of Thrones”)
Maisie Williams (“Game Of Thrones”)
Constance Zimmer (“UnREAL”)

MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE DRAMÁTICA
“Downton Abbey” (“Episode 9”)
“Game Of Thrones” (“Battle Of The Bastards”) – VENCEDOR
“Game Of Thrones” (“The Door”)
“Homeland” (“The Tradition Of Hospitality”)
“The Knick” (“This Is All We Are”)
“Ray Donovan” (“Exsuscito”)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Tracee Ellis Ross (“Black-ish”)
Laurie Metcalf (“Getting On”)
Lily Tomlin (“Grace And Frankie”)
Amy Schumer (“Inside Amy Schumer”)
Julia Louis-Dreyfus (“Veep”) -VENCEDORA
Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Anthony Anderson Blackish (“Black-ish”)
Aziz Ansari (“Master of None”)
Thomas Middleditch (“Sillicon Valley”)
Will Forte (“Last Man on Earth”)
William H. Macy (“Shameless”)
Jeffrey Tambor (“Transparent”) – VENCEDOR

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA

Niecy Nash (“Getting On”)
Allison Janney (“Mom”)
Kate McKinnon (“Saturday Night Live”) – VENCEDORA
Judith Light (“Transparent”)
Gaby Hoffmann (“Transparent”)
Anna Chlumsky (“Veep”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA

Louie Anderson (“Baskets”) – VENCEDOR
Andre Braugher (“Brooklyn Nine-Nine”)
Keegan-Michael Key (“Key & Peele”)
Ty Burrell (“Modern Family”)
Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”)
Tony Hale (“Veep”)
Matt Walsh (“Veep”)

MELHOR SÉRIE LIMITADA
“American Crime”
“Fargo”
“The Night Manager”
“People Vs OJ Simpson” – VENCEDOR
“Roots”

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE LIMITADA OU FILME PARA A TV
Kirsten Dunst (“Fargo”)
Felicity Huffman (“American Crime”)
Audra McDonald (“Lady Day at Emerson’s Bar & Grill”)
Sarah Paulson (“The People vs. O.J. Simpson”) – VENCEDORA
Lily Taylor (“American Crime”)
Kerry Washington (Confirmação)

MELHOR ATOR EM SÉRIE LIMITADA OU FILME PARA A TV
Cuba gooding Jr. (“The People vs. O.J. Simpson”)
Tom Hiddleston (“The Night Manager”)
Courtney B. Vance  (“The People vs. O.J. Simpson”) – VENCEDOR
Bryan Cranston (“Até o Fim”)
Benedict Cumberbatch (“Sherlock”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU FILME PARA TV
Jesse Plemons (“Fargo”)
Bokeem Woodbine (“Fargo”)
Hugh Laurie (“The Night Manager”)
Sterling K. Brown (“The People v. O.J. Simpson”) – VENCEDOR
David Schwimmer (“The People v. O.J. Simpson”)
John Travolta (“The People v. O.J. Simpson”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA OU FILME PARA TV

Melissa Leo (“Até o Fim”)
Regina King (“American Crime”) – VENCEDORA
Sarah Paulson (“American Horror Story: Hotel”)
Kathy Bates (“American Horror Story: Hotel”
Jean Smart (“Fargo”)
Olivia Colman (“The Night Manager”)

MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE DE COMÉDIA
“Master Of None” (“Parents”)
“Silicon Valley” (“Daily Active Users”)
“Silicon Valley” (“Founder Friendly”)
“Transparent” (“Man On The Land”) – VENCEDORA
“Veep” (“Kissing Your Sister”)
“Veep” (“Morning After”)
“Veep” (“Mother”)

MELHOR REALITY SHOW
“The Amazing Race”
“American Ninja Warriors”
“Dancing With The Stars”
“Project Runway”
“Top Chef”
“The Voice” – VENCEDOR

MELHOR PROGRAMA DE VARIEDADES
“Comedians In Cars Getting Coffee”
“Jimmy Kimmel Live”
“Last Week Tonight” – VENCEDOR
“The Late Late Show Corden”
“Real Time Bill Maher”
“Tonight Show Fallow”

MELHOR FILME PARA A TV
“A Very Murry Christmas”
“All The Way”
“Confirmation”
“Luthor”
“Sherlock” – VENCEDOR

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Nova temporada põe ‘Game of Thrones’ no topo das séries atuais

GoT1

Uma temporada dominada por personagens femininas —uma redenção após anos de espancamentos, estupros, humilhações e outras cenas que levaram a série (exageradamente) a ser apontada como machista— é o que enunciou a estreia deste sexto ano de “Game of Thrones”, levada ao ar no domingo (24).

Figuras como Daenerys (Emilia Clark) e Cersei (Lena Headey) sempre foram protagonistas, mas agora se somam Melisandre (Carice van Houten), Sansa (Sophie Turner) e Arya Stark (Maisie Williams) e Ellaria Sand (Indira Varma) como definidoras de rumos da série (e Brienne, em menor escala).

Foi um primeiro episódio excepcionalmente movimentado para uma estreia de temporada, não apenas situando as dezenas de personagens no ponto em que estavam quando o quinto ano terminou, como avançando na história de forma surpreendente —algo que, convenhamos, nem sempre é praxe em GoT.

6ª Temporada de Game of Thrones

Tivemos a um só tempo Cersei novamente poderosa e reunida com seu irmão/amante Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), Sansa e Theon (Alfie Allen) bem-sucedidos em sua fuga, Arya às voltas com sua recém-adquirida cegueira, Daenerys novamente vulnerável (mas sempre imponente) e problemas (dragões, conspirações) descontrolados numa Meereen à deriva.

Mais impressionante —spoilers gigantes a partir daqui—, o segredo de Melisandre veio à tona e Doran Martell (Alexander Siddig) foi banalmente assassinado, elevando Ellaria a um papel mais central.

E, como esperado, apesar da enorme torcida contrária, Jon Snow (Kit Harrington) realmente foi morto por seus pares, pondo em andamento uma nova conspiração.

Se Melisandre vai ou não ressuscitá-lo só o deus do fogo sabe, mas não era esta, afinal, a cena que rendeu a ela o título deste primeiro episódio, “A Mulher Vermelha” (ou ruiva). E por que isso será importante nos próximos episódios ainda não sabemos.

Talvez a feiticeira tenha participado de muito mais fatos cruciais do passado do que saibamos; talvez a produção apenas tenha querido construir uma cena visualmente impressionante. A pista não está nos livros, ainda.

Como ocorreu no último ano, quando o descolamento foi parcial, o fim dos arreios dos livros deu a série uma agilidade mais característica de séries de ação, algo bem-vindo.

E, outro ponto positivo, isso aconteceu sem achatar os personagens. Pelo contrário, o primeiro episódio revelou em vilões inequívocos, como Cersei e Ramsay Bolton (Iwan Rheon), características mais humanas e uma luz de vulnerabilidade, algo sempre bem vindo em um gênero que tende a ser maniqueísta.

Com isso, “Game of Thrones” parece andar na contramão de outra série sobre estratagemas políticos, “House of Cards” (que perde dimensões a cada temporada) e a se aproximar em sofisticação dramatúrgica de “Breaking Bad”, talvez a melhor obra para TV dos últimos dez anos.

Histórias antes paralelas voltaram a se entrecruzar, e a aposta da HBO no ineditismo —sem vazamentos para a imprensa— e na exibição simultânea em diferentes países, sem a possibilidade do binge watching (o acompanhamento em maratona) em um primeiro momento funciona perfeitamente aqui.

Alimentar teorias e criar suspense é raro para uma série de TV em sua sexta temporada, quando a maioria dos dramas e comédias se torna repetitivo e perde o fôlego.

LUCIANA COELHO(Folha)

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