Atriz que faz Arya em “Game of Thrones” comenta confronto do 8º episódio

http://img14.deviantart.net/355c/i/2015/193/7/c/

ALERTA: O TEXTO ABAIXO PODE CONTER SPOILERS DA SEXTA TEMPORADA DE “GAME OF THRONES”. NÃO LEIA SE NÃO QUER SABER O QUE ACONTECE

A atriz Maisie Williams, a Arya de “Game of Thrones”, falou sobre a luta de sua personagem com a Criança Abandonada (Waif, no original em inglês), um dos momentos mais esperados do oitavo episódio da série, que foi ao ar no último domingo (12).

O destino de Arya era alvo de especulações dos fãs desde o final do sétimo episódio, no qual a personagem aparecia sangrando após ser esfaqueada várias vezes pela rival. E, segundo Maisie, a cena foi concebida especialmente para deixar os espectadores aflitos.

“Queríamos que as pessoas pensassem que poderia ser o fim, ou o começo do fim”, afirmou ela à revista “Entertainment Weekly”. “Talvez a ferida dela fosse infeccionar – como o Cão. Nós fizemos várias tomadas dela emergindo da água após ela ter sido esfaqueada. Eu tinha ido a um festival de música, então não dormi nada o fim de semana inteiro. E logo estava pulando no mar irlandês. Foi um dia doido. Nós fizemos várias tomadas diferentes. Nós queríamos que fosse uma cena realmente frenética e aterrorizante”.

A atriz ainda destacou que a sequência foi um dos poucos momentos em que Arya mostrou suas reais emoções. “Arya não aparecia emotiva há muito tempo e nós queríamos trazer essas emoções. Quando você está em uma série que está no ar há muito tempo, você tem que dar luz e sombra [ao personagem]. É a primeira vez que ela pensa que não vai sobreviver e isso é assustador. Ela acaba com a vida das pessoas como se não houvesse amanhã, mas quando isso finalmente está acontecendo com ela, ela fica muito assustada. Ela tem muito medo de morrer. Ela tem mais tantas coisas para fazer. E há a raiva bem nítida também. A Criança Abandonada? Sério? De todas as pessoas que poderiam matá-la”.

Maisie ainda contou que fez questão de mostrar a vulnerabilidade de Arya na sequência em que ela foge da Criança Abandonada, no oitavo episódio. “Eu queria que parecesse que ela estava enfrentando dificuldades. Eu não queria que as manobras da perseguição fossem desnecessárias ou super-humanas. Eu cheguei ao set e eles iam fazer a Aryar rolar, mergulhar, e eu disse ‘isso parece incrível, mas não’. Eu perguntava ‘por que ela iria correr por ali? Ela iria apenas se enfiar ali embaixo e sair’. Não parece tão cinematográfico, talvez, mas eles terão que encontrar outra coisa se querem algo cinematográfico. E eu me senti muito mal porque o trabalho dos dublês é fazer tudo parecer louco e incrível. Mas eu conheço a Arya agora”.

Uol

Advertisements

Saídas do armário, brigas de bar, dietas impossíveis: os bastidores de ‘Game of Thrones’

Sabemos pouca coisa da vida real dos protagonistas da série. E, em certos casos, ela é bastante curiosa. Cuidado: quebramos aqui algumas surpresas da série

Juego de Tronos

Cersei Lannister aperta os olhos de seu colega de elenco Oberyn Martell. À direita, Tyrion Lannister passeia com a filha

O que fazem e de onde vêm os protagonistas do maior fenômeno de televisão da década? Nenhum dos atores deGame of Thrones mora em Hollywood, e eles compartilham muito pouco de sua vida privada. Após 5 anos de sucesso, ainda não se acostumaram com a fama e se espantam quando alguém os reconhece na rua ou quando alguma estrela os parabeniza. Alguns já tiveram, ou ainda têm, uma vida bastante curiosa fora da série. A seguir, algumas intimidades das 15 pessoas mais famosas da televisão.

Peter Drinklage (Tyrion Lannister): punk e uma juventude miserável cercada de ratos

Peter Dinklage recordando sua época de músico. Trata-se de um vídeo que parodia ‘Game of Thrones’ criado pelo Coldplay

Peter Dinklage recordando sua época de músico. Trata-se de um vídeo que parodia ‘Game of Thrones’ criado pelo Coldplay

Trompetista em uma banda de punk. Isso é o que era Peter Drinklage (Nova Jersey, 46 anos) nos anos noventa. O grupo se chamava Whizzy. Durante um show, ele estava tão bêbado que caiu dando de cara com o chão do palco, o que resultou em uma cicatriz bem menor do que aquela exibida por Tyrion desde a batalha de Águas Negras. Evidentemente, partem dessa cicatriz dos anos de punk e a ampliam com a maquiagem. Sua altura, de 1,35 metro, levou-o a se fechar durante a juventude, durante a qual dividiu um apartamento infestado de ratos. Mas a vida de ator acabou por salvá-lo. Está no mundo do espetáculo há 20 anos. E foi nele que conheceu sua mulher, uma diretora de teatro com a qual está casado há 11 anos. Tem uma filha, cujo nome mantém em segredo.

Lena Headey (Cersei Lannister): teve um caso com um outro ator da série, mas agora nem se falam mais

Lena Headey (Cersei Lannister) exibe uma de suas várias tatuagens, que tem de esconder na série.

Lena Headey (Cersei Lannister) exibe uma de suas várias tatuagens, que tem de esconder na série. CORDON

Um dos maiores problemas durante as filmagens da série é como encobrir o corpo de Lena Headey. Ele é todo coberto de tatuagens, o que a obriga a usar sempre vestidos com mangas compridas. Na famosa cena do passeio da vergonha de Cersei, foi usada uma dublê de corpo. Headey nasceu nas Bermudas britânicas há 42 anos e ficou famosa com o filme 300. No começo da série, teve um caso com seu colega Jerome Flynn (Bronn), mas que terminou tão mal que os dois nem se falam mais nas filmagens. Há rumores de que seu segundo filho é do também ator de Game of Thrones Pedro Pascal (Oberyn Martell, de quem Montanha arranca os olhos em uma luta cruel), embora isso nunca tenha sido confirmado. Ela afirma que, apesar do sucesso da série, sua conta bancária está zerada. Outra curiosidade: gosta de falar de experiências paranormais. Uma mulher inquieta…

Kristian Nairn (Hodor): o DJ que saiu do armário

https://res.cloudinary.com/beamly/image/upload/s--qQqvotUX--/c_fill,g_face,q_70,w_479/f_jpg/v1/tvbuzz/sites/7/2015/08/

Aos 40 anos, este DJ nascido na Irlanda do Norte protagonizou a cena que já é vista como a mais emblemática de toda a série. Game of Thrones é o seu primeiro trabalho como ator, e ele aproveitou a fama de seu personagem para turnês (Rave de tronos) em que toca “o house mais profundo dos 7 reinos”. Mede 2,1 metros e é fã de jogos de fantasia, especialmente World of Warcraft. Pouco tempo atrás, resolveu sair do armário, afirmando “não entendo por que não se publicou nada antes”, com a mesma naturalidade com que fala da prótese de pênis que usou em sua cena de nu da série. “Até os pelos pubianos eram postiços”, conclui.

Nikolaj Coster-Waldau (Jaime Lannister): recebendo conselhos de Tom Cruise e flagrando Clooney no banheiro

Nikolaj Coster-Waldau (Jaime Lannister) com sua mulher, a cantora Nukâka, da Groelândia, com quem está casado há 17 anos.

Nikolaj Coster-Waldau (Jaime Lannister) com sua mulher, a cantora Nukâka, da Groelândia, com quem está casado há 17 anos. GETTY

Nikolaj Coster-Waldau revelou recentemente que, quando rodouOblivion (2013) com Tom Cruise, pediu-lhe conselhos sobre como preservar um casamento dentro do mundo cheio de tentações que é Hollywood. Pouco tempo depois, Cruise se divorciou. A estabilidade matrimonial de Nikolaj (17 anos de casamento) não foi afetada nem mesmo quando a imprensa insinuou que ele estava tendo uma aventura com Cameron Diaz. Mora na Dinamarca, onde nasceu há 45 anos, com sua mulher (a cantora Nukâka, da Groenlândia) e suas duas filhas. A história que mais gosta de contar é a do dia em que entrou em um banheiro e deu de cara com George Clooney. “A culpa é sua. Quem mandou deixar a porta aberta…”, esclareceu Nikolaj, em tom de deboche.

Emilia Clarke (Daenervs Targaryen): todo mundo quer que ela tire a roupa

Emilia Clarke, na bela companhia de Arnold Schwarzenegger, em ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’

Emilia Clarke, na bela companhia de Arnold Schwarzenegger, em ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’
 Esta londrina de 29 anos era garçonete quando conseguiu um teste para o papel de Khaleesi em Game of Thrones. Ficou tão nervosa que acabou fazendoA dança dos passarinhos, e, mesmo assim, conseguiu ficar com o papel. Afirma que na rua ninguém a reconhece. Para a cena em que come o coração de um cavalo, Emilia pediu que o fizessem com ursinhos de mascar. Recusou o papel de Anastasia Steele em 50 tons de cinza, pois não queria aparecer nua: já tinha exibido seu belo corpo nas primeiras temporadas de Game of Thrones e não queria ficar presa a isso. Assim, preferiu O Exterminador do Futuro: Gênesis, em que interpretou Sarah Connor. Emilia e Lena Headey dividem esse papel, já que Headey estrelou a sérieAs crônicas de Sarah Connor. Desde que rompeu com o criador de Pai de família(Seth MacFarlane), Emilia vive sozinha em Londres.

Kit Harington (Jon Snow): descendente do inventor do vaso sanitário

A série acabou com ele, mas isso não bate com a realidade: o amor entre Kit Harington (Jon Snow) e Rose Leslie (Ygritte) sobrevive fora das filmagens.

A série acabou com ele, mas isso não bate com a realidade: o amor entre Kit Harington (Jon Snow) e Rose Leslie (Ygritte) sobrevive fora das filmagens. CORDON
 A família deste londrino de 29 anos é aristocrática e seus antepassados vão desde a família real britânica até o inventor do vaso sanitário (John Harington). Só isso. Kit descobriu aos 11 anos que seu nome verdadeiro é Christopher. Quebrou o tornozelo ao tentar entrar em casa pela janela (bêbado, segundo conta) e passou a terceira temporada inteira tentando esconder que estava mancando e cheio de dor. Sai há 4 anos com Rose Leslie, a atriz que interpretou a selvagem Ygritte, mostrando que pode até ser que Jon Snow não saiba de nada, mas Kit Harington certamente sabe.

Sophie Turner (Sansa Stark): que não é ruiva, mas loira, e adora ver bobagens na TV

https://nyoobserver.files.wordpress.com/2016/04/

É a ruiva mais famosa da televisão… embora seja, na verdade, loira. Sua melhor amiga é sua irmã na série Maisie Williams (Arya), porque, embora não pareça, têm quase a mesma idade (Sophia tem 20 anos, e Arya, 19). Gosta de fazer desafios de rap, principalmente com seu primeiro marido na ficção (Jack Gleeson), e adotou o cachorro que interpreta o seu lobo na série. Gosta de ver bobagens na televisão, especialmente qualquer coisa que tenha algo a ver com as Kardashian. Há pouco tempo, afirmou que gostaria de convidar Kim Kardashian para a série, para poder matá-la (na ficção, é claro). Nasceu em Northhampton, no Reino Unido.

Maisie Williams (Arya Stark): tem horror das cenas de violência da série

http://media.melty.com/article-5151-ajust_930-f1443593806/

Esta inglesa de 19 anos é uma estrela nas redes sociais, graças ao seu canal no YouTube, Vine e seus perfis no Instagram e no Twitter, onde interage apaixonadamente com seus fãs. Confessa que às vezes sai do set de filmagem horrorizada com as cenas de violência da série. Uma de suas ambições é de que sua personagem, Arya, tenha alguma cena de dança, sua maior paixão na vida real. Não vai ser fácil, Maisie.

Alfie Allen (Theon Greyjoy): sua irmã é uma cantora muito popular)

A cantora Lily Allen com seu irmão Alfie, o sofredor Theon Greyvoy de ‘Game of Thrones’.

A cantora Lily Allen com seu irmão Alfie, o sofredor Theon Greyvoy de ‘Game of Thrones’. CORDON
 Alfie Allen ficou famoso quando sua irmã, a popular cantora pop Lily Allen, compôs uma canção chamada Alfie em que o descreve como maconheiro e vagabundo. Apresentou-se para ocasting do papel de Jon Snow, mas deram-lhe o de Theon Greyjoy. Afirma que Yvan Rheon (Ramsay Boltom) é o seu melhor amigo na vida real, embora sempre o torture na série. Tem 29 anos e nasceu em Londres.

Gwendoline Christie (Brienne de Tarth): queda no banheiro

http://3.bp.blogspot.com/-JOASv_7domI/VJOBZDFLMlI/AAAAAAAAJlk/Tf21YXCo1SQ/s1600/

Acreditem ou não, esta história é verdadeira: Gwendoline Christie diz que não sabe quantos anos tem porque sua mãe perdeu a conta. Isso mesmo. Antes de virar atriz, essa inglesa foi ginasta profissional (era bem mais magra, é claro). Game of Thrones mudou a sua vida, pois antes, quando desconhecidos se aproximavam dela, era para dizer “nossa, como você é alta” (ela tem 1,92 metro), e agora se aproximam para parabenizá-la por seu personagem, um dos preferidos pelos fãs. Há pouco tempo, sofreu um acidente na filmagem quando foi ao banheiro vestida com a armadura e começou a enviar mensagens pelo Whatsapp. Tropeçou e ficou se batendo contra a porta até derrubá-la. Muita risada…

Jack Gleeson (Joffrey Baratheon): foi estudar filosofia depois de ser desprezado pelo público

Jack Gleeson (Joffrey Baratheon) abandonou a carreira de ator para se dedicar à filosofia.

Jack Gleeson (Joffrey Baratheon) abandonou a carreira de ator para se dedicar à filosofia. CORDON
 Com certeza o vilão mais desprezível da televisão contemporânea. E isso custou caro a Jack Gleeson (irlandês de 24 anos), que desistiu de ser ator e foi estudar filosofia devido aos insultos que recebia diariamente e por ter certeza que seu físico o condenaria a interpretar vilões por toda a vida. Certamente baseou seu impiedoso Joffrey no trabalho de Joaquin Phoenix em Gladiador. Antes de Game of Thrones, Gleeson fazia o filho de Harvey Dent em Gotham. Mais uma coisinha: no começo da série deixou vazar o destino de Joffrey ao contar que seu contrato só valeria por três temporadas.

Jason Momoa (Khal Drogo): teve o rosto destruído numa briga de bar

Sim, é o rude e primitivo Khal Drogo (Jason Momoa), muito mais dócil em ‘Baywatch’

Sim, é o rude e primitivo Khal Drogo (Jason Momoa), muito mais dócil em ‘Baywatch’
 Sua dieta: pizza e cerveja. Sua paixão:heavy metal, que toca em seu camarim durante as filmagens. Seu passado embaraçoso? Atuou em Baywatch. Este havaiano de 36 anos trabalhou como modelo e estuda danças indígenas, budismo e pintura em aquarela. Durante uma briga de bar quebraram uma garrafa de cerveja em seu rosto, deixando-o com a enorme cicatriz que tem na sobrancelha. Está há 10 anos com Lisa Bonet (ex de Lenny Kravitz), com quem tem dois filhos: Lola Iolani e Nakoa-Wolf Manakauapo Namakaeha. Para facilitar, acho que a chamam só de Nakoa.

Sean Bean (Ned Stark): o cara que morreu 25 vezes

http://media.tumblr.com/

Sua paixão pela equipe (o inglês Sheffield United) de sua cidade natal é tamanha que fez uma doação para ajudar a salvá-la da bancarrota. Já morreu 25 vezes nas telas, estatística que o deixa na quarta posição entre todos os atores nesse quesito. Tem uma tatuagem com o número 9 em Tengwar, assim como todos seus companheiros de cena de A Sociedade do Anel. Admite que é um sujeito durão. Casou-se e se divorciou quatro vezes. Tem três filhos e adora contar sobre o dia em que foi jogar bilhar na casa de Nicolas Cage e quebrou por acidente um crânio de urso. Cage o enterrou no jardim no dia seguinte.

Carice Van Houten (Melisandre): fala seis idiomas e tira a roupa para ajudar a relaxar o clima nas gravações

À esquerda, o personagem de ‘Os Simpsons’ inspirado em Melisandre (Carice Van Houten) criado pelos roteiristas da série. À direita, Melisandre apronta das suas em ‘Game of Thrones’

À esquerda, o personagem de ‘Os Simpsons’ inspirado em Melisandre (Carice Van Houten) criado pelos roteiristas da série. À direita, Melisandre apronta das suas em ‘Game of Thrones’

Carice Van Houten faz a alegria do set de filmagem de Game of Thrones: costuma exibir os seios para seus companheiros de equipe para relaxar o ambiente antes das cenas de nudez. Esta atriz e cantora pop de 39 anos já era uma estrela em sua Holanda natal (onde tinha recebido vários prêmios como atriz) quando recusou o papel de Cersei, devido a conflitos de agenda. Os produtores da série ficaram tão atraídos por seu magnetismo que lhe ofereceram o papel de Melisandre. Ela aceitou. Com certeza os fãs levam isso muito a sério, e Carice recebe constantes ameaças de morte porque não aguentam as artes obscuras de Melisandre. Seus pais deveriam lhes dizer que é só ficção. Uma personagem (efêmera) de Os Simpsons foi inspirada nela, porque os criadores da série de Homer são fanáticos por Game of Thrones, e Carice, por Os Simpsons. Van Houten é uma mulher culta, que fala inglês, holandês, francês, alemão, espanhol e valyrio. Está grávida de seu par, o ator Guy Pearce (Amnésia, Homem de Ferro 3).

Hafthór Björnsson (Montanha): é o homem mais forte da Europa e come oito ovos no café da manhã

http://www.zonanerd.com.br/wp-content/uploads/2014/01/

Este islandês de 2,06 metros de altura e 27 anos tem hábitos alimentares parecidos com os de um bebê (come de 2 em 2 horas), com a ressalva de que ingere 10.000 calorias por dia (a recomendação para um adulto são 2.500 calorias). Por que isso? Não perder nem um grama de seus 175 kg de puro músculo e ser capaz de erguer até 650 kg para manter os títulos de homem mais forte da Europa, terceiro mais forte do mundo e viking mais forte da Terra, todos conquistados à base da força bruta. Além de participar dos principais torneios de força, é o Montanha em Game of Thrones desde a quarta temporada. “Preciso comer a cada duas horas para manter minha massa corporal, e não é fácil. Quando estou gravando sempre tenho que parar para comer alguma coisa. Faço de 6 a 8 refeições por dia”, explica Björnsson, que pretende continuar se dedicando ao ofício de ator sem deixar de lado seus treinos. Seu objetivo? Tornar-se de uma vez por todas o homem mais forte do mundo.

 

JUAN SANGUINO -El País

As mulheres mandam em Games of Thrones

Uma garota soldado em busca de vingança. Uma rainha destronada que luta pelo que foi seu. Uma jovem vítima da violência de gênero que quer encontrar uma forma de seguir em frente. Esses são alguns dos perfis das mulheres que protagonizam Game of Thrones, uma série que, em matéria de papéis femininos, oferece de tudo, menos princesas esperando que o príncipe encantado as salve dos problemas. O enunciado de “todos os homens devem morrer” nunca foi tão adequado como nesta temporada, quando muitas mulheres assumem o controle da situação.

Minha mãe me proibiu de falar mais sobre pênis”, afirma, brincalhona, ao EL PAÍS Emilia Clarke, mais conhecida como a mãe de dragões Daenerys Targaryen. “Prefiro falar da presença da mulher na televisão, porque esta série lidera a revolução”, acrescenta. “É uma série feminista. Sei que muita gente não está de acordo, mas também sei que são maioria as mulheres que me dão razão e por isso nos veem”, emenda Sophie Turner, que interpreta Sansa Stark. Na série, a brutalidade da violação de Sansa e sua passividade tantas vezes criticada fazem com que, aparentemente, ela não seja a melhor porta-voz, mas Turner não concorda. “O que mais me assombra é que a cena vire trend topic e não falemos de algo que ocorre diariamente com mulheres de verdade.”

1464361805_813332_1464365602_sumario_normal_recorte1

A seu lado, sua colega e amiga Maisie Williams (Arya Stark) lhe dá razão, embora com ressalvas. Para ela, a palavra “feminismo” é errada. Prefere falar de sexismo para tudo que não é feminismo. “Na série só me deparei com grandes mulheres que me servem de exemplo. Como Lena Headley (Cersei Lannister), que sigo no Twitter desde que tinha 12 anos”, confessa Williams. Embora seja a mais jovem do grupo, ela também tem seguidoras, como é o caso de Turner. “Maisie me ajudou a superar os anos mais turbulentos de uma pessoa, a adolescência, diante das câmeras. E espero que isso também ocorra no sentido contrário”, relata.

1464361805_813332_1464365639_sumario_normal_recorte1

 

Mas, além de elogiar umas às outras, todas garantem que como mulheres têm muito a agradecer a uma série que no início, seis temporadas atrás, parecia dominada pela testosterona. A única coisa da qual Clarke não gosta em sua personagem é o pouco que ela sorri. Isso e a peruca loira, “que dá muito calor”. Fora isso, sobram elogios a Game of Thrones como série e agradecimentos pela oportunidade que deu à sua carreira

“Nos definiram como sexistas por uma personagem, por um episódio, sem parar para ver a grande variedade de mulheres que a série tem”, declara, combativa. “A beleza de Game of Thrones é que somos muitas mulheres e muito poucas são um objeto”, acrescenta, arremetendo contra o status quo em Hollywood, onde são poucos os papéis femininos e mais escassos ainda os de peso.

A série, além disso, impulsionou a carreira de suas atrizes. Depois de sua participação em O Exterminador do Futuro: Gênesis, Clarke estreia em junho o drama romântico Como Eu Era Antes de Você. Turner, por sua vez, passou a fazer parte de outro épico, este do campo dos super-heróis, interpretando Jean Grey em X-Men: Apocalipse. “Pode chamar isso de escapismo, e é verdade. Mas as duas histórias são muito mais reais do que parecem, com o acréscimo de dragões e mutantes”, define Turner. “Sansa não é só uma personagem. Sou uma mulher mais forte graças a ela”, resume.

Mortes sonhadas para suas personagens

Diante da quantidade de cabeças que têm rolado em Game of Thrones, suas atrizes já estão bem preparadas para as despedias. “Sabemos encarar bem isso”, afirma Clarke, que nem nos momentos mais tensos deixa de fazer brincadeiras − como no teste que lhe garantiu o papel, quando fez a dança da galinha. “Já vamos pensando em como fazer da última cena algo memorável”, acrescenta.

“Se esse dia chegar, quero algo épico. E cheio de sangue”, assinala Williams. Turner já pensou com mais detalhes em como quer que sua personagem morra. “Na última cena do último episódio”, especifica a mulher que quer ser rainha. “Melhor ainda, quero todo o episódio dedicado à minha morte. E que seja nas mãos de quem mais a quer. Arya deveria acabar com a vida de Sansa”, conclui

Rocyo Ayuso – LA – ElPaís

Nova temporada põe ‘Game of Thrones’ no topo das séries atuais

GoT1

Uma temporada dominada por personagens femininas —uma redenção após anos de espancamentos, estupros, humilhações e outras cenas que levaram a série (exageradamente) a ser apontada como machista— é o que enunciou a estreia deste sexto ano de “Game of Thrones”, levada ao ar no domingo (24).

Figuras como Daenerys (Emilia Clark) e Cersei (Lena Headey) sempre foram protagonistas, mas agora se somam Melisandre (Carice van Houten), Sansa (Sophie Turner) e Arya Stark (Maisie Williams) e Ellaria Sand (Indira Varma) como definidoras de rumos da série (e Brienne, em menor escala).

Foi um primeiro episódio excepcionalmente movimentado para uma estreia de temporada, não apenas situando as dezenas de personagens no ponto em que estavam quando o quinto ano terminou, como avançando na história de forma surpreendente —algo que, convenhamos, nem sempre é praxe em GoT.

6ª Temporada de Game of Thrones

Tivemos a um só tempo Cersei novamente poderosa e reunida com seu irmão/amante Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), Sansa e Theon (Alfie Allen) bem-sucedidos em sua fuga, Arya às voltas com sua recém-adquirida cegueira, Daenerys novamente vulnerável (mas sempre imponente) e problemas (dragões, conspirações) descontrolados numa Meereen à deriva.

Mais impressionante —spoilers gigantes a partir daqui—, o segredo de Melisandre veio à tona e Doran Martell (Alexander Siddig) foi banalmente assassinado, elevando Ellaria a um papel mais central.

E, como esperado, apesar da enorme torcida contrária, Jon Snow (Kit Harrington) realmente foi morto por seus pares, pondo em andamento uma nova conspiração.

Se Melisandre vai ou não ressuscitá-lo só o deus do fogo sabe, mas não era esta, afinal, a cena que rendeu a ela o título deste primeiro episódio, “A Mulher Vermelha” (ou ruiva). E por que isso será importante nos próximos episódios ainda não sabemos.

Talvez a feiticeira tenha participado de muito mais fatos cruciais do passado do que saibamos; talvez a produção apenas tenha querido construir uma cena visualmente impressionante. A pista não está nos livros, ainda.

Como ocorreu no último ano, quando o descolamento foi parcial, o fim dos arreios dos livros deu a série uma agilidade mais característica de séries de ação, algo bem-vindo.

E, outro ponto positivo, isso aconteceu sem achatar os personagens. Pelo contrário, o primeiro episódio revelou em vilões inequívocos, como Cersei e Ramsay Bolton (Iwan Rheon), características mais humanas e uma luz de vulnerabilidade, algo sempre bem vindo em um gênero que tende a ser maniqueísta.

Com isso, “Game of Thrones” parece andar na contramão de outra série sobre estratagemas políticos, “House of Cards” (que perde dimensões a cada temporada) e a se aproximar em sofisticação dramatúrgica de “Breaking Bad”, talvez a melhor obra para TV dos últimos dez anos.

Histórias antes paralelas voltaram a se entrecruzar, e a aposta da HBO no ineditismo —sem vazamentos para a imprensa— e na exibição simultânea em diferentes países, sem a possibilidade do binge watching (o acompanhamento em maratona) em um primeiro momento funciona perfeitamente aqui.

Alimentar teorias e criar suspense é raro para uma série de TV em sua sexta temporada, quando a maioria dos dramas e comédias se torna repetitivo e perde o fôlego.

LUCIANA COELHO(Folha)

Mestre do jogo__Como Peter Dinklage conquistou Game of Thrones simplesmente sendo ele mesmo

Mestre do jogo

por BRIAN HIATT | TRADUÇÃO: LIGIA FONSECA

É bom ser Peter Dinklage atualmente – uma filha linda, um casamento feliz, uma casa nas montanhas, um trabalho legal em Game of Thrones, o “triunfo apesar das adversidades” que sua carreira se tornou (embora ele hesite em reconhecer isso: “Triunfei porque sou uma adversidade?”). Não há muito do que reclamar, mas há uma irritação que perdura: em público, Dinklage não pode se esconder.

“Não consigo ser anônimo”, diz, “por causa da minha estatura” (1,34 m, para ser exato). Chapéus e óculos de sol não ajudam. Ele parece estar mais à vontade consigo mesmo do que a maioria dos humanos em qualquer tamanho ou forma: basicamente não anda, mas desfila. “Ele é quem é”, diz Lena Headey, que faz a irmã dele, Cersei Lannister, em Game of Thrones. “Não há nada nele que não seja totalmente confiante.” No entanto, tomando uma Guinness na churrascaria New Paltz (um lugar que ele escolheu, apesar de ser vegetariano desde a adolescência), Dinklage alega que é só pose.

“Toda a malemolência é só uma defesa”, afirma. “Quando as pessoas te relembram tanto quem você é – não pela fama, mas pela altura, durante a vida inteira – ou você se esconde em um canto escuro, ou usa isso com orgulho, como uma armadura.”

Quase certamente não é intencional, mas Dinklage está praticamente citando o evangelho de Tyrion Lannister, seu personagem em Game of Thrones, um zero à esquerda devasso, maquiavélico e secretamente justo. O próprio Dinklage não tem uma ideia em particular sobre por que a série se tornou um fenômeno tão grande: “Não consigo explicar por que o seriado é tão popular”, declara. “Star Wars ou Senhor dos Anéis lidam com grandes mitos ao estilo de Joseph Campbell, o bem e o mal. Nosso programa não é tão claro assim. É uma espécie de antítese dessas coisas – aquelas que não são preto no branco.” Tanto quanto qualquer outro personagem, é Tyrion que personifica essa ambiguidade moral, como o filho semipária de uma família rica e manipuladora que desenvolveu uma fraqueza por “bastardos, aleijados e coisas quebradas”.

Ele também tem as melhores falas. “Tyrion é o palhaço da turma”, diz George R.R. Martin, criador da série de livros que inspirou o seriado. “Sua sagacidade o fez ser aceito pelos personagens valentões, intimidadores e dominantes ao redor dele.”

Tudo começou em um porão de classe média em Nova Jersey, com algumas marionetes, um triciclo e um álbum duplo do The Who. Quando Dinklage tinha 6 ou 7 anos, ele e o irmão mais velho (agora um violinista de sucesso) montavam espetáculos no porão da casa dos pais para “velhinhos da vizinhança. Fazíamos Quadrophenia com bonecos”, ele relembra. “Montávamos baterias com latas de atum, fazíamos o show inteiro e vendíamos ingressos por uma tampinha de garrafa ou algo assim. Colocávamos os alto-falantes deitados no chão do andar de cima para o som sair do teto. Basicamente éramos os Batutinhas de Nova Jersey.”

Na infância, Dinklage sofreu cirurgias dolorosas de raspagem de ossos, “um procedimento comum” para evitar complicações da acondroplasia, a condição genética que causa seu nanismo. O pai, um vendedor, e a mãe, professora de música, nunca falaram muito sobre a altura do filho. “Se houvesse um filme sobre nossa vida, haveria uma conversa em cada cena, mas não, nunca falamos”, ele explica. “A vida não é assim. Ninguém fala sobre nada! Acho que isso teria se destacado e eu teria lembrado ou pensado: ‘Argh, você está sendo esquisito, sai fora’.”
Entrevista RS: George R.R. Martin.
Os pais explicaram sobre a condição dele no começo? Dinklage balança a cabeça. “Não há nada a explicar. É como explicar suas mãos. Você cresceu com isso, faz parte de quem você é, não é como se algo tivesse acontecido da noite para o dia, como uma doença. Você precisa explicar uma doença ou um ferimento repentino. Mas quando é parte de sua fisionomia?” Ele faz uma pausa. “Lembro que me assisti em uma peça da escola no vídeo e pensei: ‘Uau, sou muito mais baixo do que as outras crianças’. Aquilo foi de cortar o coração.”

Na escola católica que frequentou, ele continuou fazendo peças – eram um refúgio em um lugar onde ele não se encaixava: “Era um garoto carrancudo que fumava e usava roupa preta e ia para a escola cheia de esportistas”. Dinklage não precisa falar muito sobre a adolescência para deixar claro que ela não foi, na maior parte do tempo, divertida: menciona o pavor de alguns atletas e que não ser “muito popular” deixou algumas feridas psicológicas que demoraram para sarar. “Agora, estou tão deprimido”, ele meio brinca, meio fala sério, depois de discutir o assunto por dois minutos. “Não podemos falar sobre Cantando na Chuva ou algo assim?”

No 2º ano, uma professora que reconheceu o talento dele decidiu mostrá-lo em uma peça chamada Sharon’s Grave. “Foi a primeira vez em que representei um papel escrito para alguém do meu tamanho”, lembra. “Ele era um cara infeliz carregado nas costas do irmão mais velho e burro. Foi tipo ‘Ah, uau, há papéis por aí’. Só mais tarde fugi de papéis específicos para gente da minha estatura.”

Você continua lendo esta matéria na edição 93 da Rolling Stone Brasil, Junho/2014.

Atriz de “Game of Thrones” comenta sobre polêmica de nudez na série

Dilminha Só Glamour na Forbes015
Dilminha Só Glamour na Forbes014

A atriz Oona Chaplin, a Talisa Maegyr de “Game of Thrones”, contou que uma das atrizes da série não quer mais fazer cenas em que aparece nua por achar que isso denigre seu trabalho.

“Uma das meninas da série que mais teve seu figurino arrancado nas primeiras temporadas agora não faz nada, porque ela disse: ‘Eu quero ser conhecida pela minha atuação não pelos meus seios”, contou a neta de Chaplin ao jornal inglês “The Telegraph”, sem revelar o nome da atriz.

Segundo a publicação, a atriz em questão seria Emilia Clarke, a princesa Daenerys Targaryen, que voltou a aparecer nua no último episódio do seriado.

Oona afirmou não ter problemas com cenas de nudez e disse apreciar o corpo das mulheres. “Se as cenas são feitas de um modo bonito, que exalte as formas femininas, fico feliz em vê-las”, contou. Sinto-me confortável em tirar minhas roupas, então, se quiserem, eu direi, ‘sim, mandem ver, estou nua, nenhum problema”, acrescentou.

Dilminha Só Glamour na Forbes011

Dilminha Só Glamour na Forbes008

Dilminha Só Glamour na Forbes009

Dilminha Só Glamour na Forbes010

%d bloggers like this: