Seguindo passos de Tarantino, Pedro Almodóvar será homenageado na França

O diretor Pedro Almodóvar e a atriz Penélope Cruz

Seguindo os passos de Clint Eastwood (2009), Milos Forman (2010). Gerard Depardieu (2011), Ken Loach (2012) e Quentin Tarantino (2013), Pedro Almodóvar receberá o 6º Prêmio Lumière neste ano no Festival francês Lumiere, que acontece na cidade de Lyon entre os dias 13 e 19 de outubro.

Assim como Tarantino, Almodóvar vai programar uma seleção de filmes sob o título Almodóvar: Mi História del Cine. De acordo com a imprensa francesa, o diretor espanhol receberá a homenagem ao lado de sua musa Penélope Cruz.

Em 2013, O diretor de “Cães de aluguel”, “Bastardos inglórios” e “Django livre”, entre outros sucessos, deu um show à parte, dançando como o ator John Travolta no cultuado “Pulp fiction – tempo de violência”.

Segundo Tarantino, o cinema é sua religião e a França, “seu Vaticano”. O diretor manifestou sua alegria em receber o prêmio na cidade onde se criou o cinema e onde os pais dos irmãos Lumière se conheceram. Desse modo, brincou, “o cinema foi inventado, e eu tive uma coisa para fazer”.

O diretor-geral do Festival Lumière, Thierry Frémaux, e o presidente do Institut Lumière, Bertrand Tavernier, destacaram a ampla cultura cinematográfica de Tarantino.

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A Nós a Liberdade(À nous la liberté! )(1931)

 

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Título original: À nous la liberté
Lançamento: 1931 (França)
Direção: René Clair
Roteiro: René Clair
Gênero: Comédia / Musical
Duração: 104 min
Tipo: Longa-metragem
Elenco:
Henri Marchand ………. Émile
Raymond Cordy ………. Louis
Rolla France ………… Jeanne
Paul Ollivier ……….. O tio
Jacques Shelly ………. Paul
André Michaud ……….. O capataz
IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0022599/
Sinopse:

Dois presidiários planejam escapar da prisão, e são bem sucedidos na fuga, só que um deles, Emile (Henri Marchand), é pego e acaba preso de novo. Louis (Raymond Cordy) consegue se livrar da cadeia, e arranja um emprego como vendedor, só que depois enriquece e se torna dono de uma fábrica regida sob os princípios da linha de montagem. Um dia Emile é solto e vai até a fábrica de Louis, e lá se apaixona por uma secretária chamada Jeanne (Rolla France). Só que o passado volta para assombrar Louis, e ele passa a correr o risco de descobrirem que ele é fugitivo. Os dois velhos amigos somem de vez, e encontram apenas uma solução para conseguirem a liberdade absoluta.

Tamanho: 635Mb
Formato: AVI
Idioma: Francês
Legenda: Português

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Os Sabores do Palacio

Os Sabores do Palácio
Christian Vincent

Cama e mesa

O contexto da trama de Os Sabores do Palácio, estreia de sexta 23, nos soa familiar. Uma reputada chef é persuadida a se tornar a cozinheira pessoal do presidente da República. Situação similar se deu com a gaúcha Roberta Sudbrack, cozinheira do Palácio da Alvorada na era de Fernando Henrique Cardoso. Mas, no caso, estamos na França e isso ganha sabida dimensão numa terra devotada à gastronomia.

A personagem Hortense Laborie, em ótima interpretação de Catherine Frot, será a escolhida para o desafio, em parte para agradar ao paladar presidencial, em parte pela briga que compra em domínio masculino. Logo no início sabemos que algo desandou, pois Hortense encontra-se na cozinha, sem glamour, de uma base científica na Antártida. Importará no filme de Christian Vincent acompanhar como chegou lá.

Tanto mais por que a história real está anotada nos diários publicados de Danièle Delpeuch, a verdadeira Hortense. Em 1988, ela deixou sua fazenda e a produção de foie gras para preparar receitas tradicionais a François Mitterrand (Jean d’Ormesson, escritor da Academia Francesa e amigo do presidente). Instalou-se em apartamentos contíguos ao Eliseu, a sede do governo, onde foi vizinha de Anne Pingeot, amante de Mitterrand, e a filha do casal. Bom gourmet, o chefe de Estado era conquistador charmoso, talento que vemos também exercitar nesse filme encantador.

A vida de outra mulher-Juliette Binoche


Atualmente, no cinema francês é difícil imaginar outra atriz melhor para fazer uma burguesa sofredora do que Juliette Binoche. Na pele de uma personagem desse tipo, ela pena como ninguém. Em seu novo trabalho, “A vida de outra mulher”, que estreia em São Paulo, ela faz comédia do que seria um mar de lágrimas, ou seja, a amnésia.

A história de Marie (Juliette) se parece muito com alguns filmes de Hollywood – “Como se fosse a primeira vez”, “Para sempre”, “Diário de uma paixão”, para ficar nos mais recentes. Enfim, seu problema é perder a memória. O filme começa com a moça aos 25 anos, morando numa cidade pequena onde ajuda a mãe Danièle Lebrun) a cuidar do pai, numa cadeira de rodas.

Ao completar 25 anos, Marie consegue o emprego dos sonhos como investidora em Paris e também conhece o grande amor de sua vida, Paul (Mathieu Kassovitz), filho do chefe. A vida dela poderá ser uma alegria, mas quando acorda no dia seguinte, está fazendo 41 anos. O que se passou nessa década e meia, a personagem descobre em meio a sustos: tem um filho, é uma profissional respeitada e está se divorciando. E não se lembra de ter vivido nada disso.

Dirigido pela atriz Sylvie Testud (“Piaf – Um hino ao amor”), o filme desconstrói cena cena o passado de Marie. Tudo é uma surpresa – tanto para ela, quanto para o público. O pai morreu, a mãe se casou novamente e agora as duas estão numa disputa judicial e não se falam mais.

A Marie do presente fica perplexa ao saber que Michael Jackson morreu e se pergunta quem é Barack Obama. É nesses detalhes – além da interpretação de La Binoche – que reside a graça do longa: nos estranhamentos e quebras de expectativas. Ao contrário de Hollywood com o mesmo tema, a diretora opta por uma abordagem leve e romântica. Para a protagonista, se redescobrir é reconquistar o marido.

Há aquela velha crítica – por vezes superficial – da pessoa que vende seus sonhos ao sistema e, quando olha para trás, percebe que se tornou outra, alguém má, que pouco tem a ver com seus antigos planos para o futuro. Mas nada disso diminui a Binoche inspirada, que faz humor com leveza e graça.

Até que ela estava precisando de um personagem mais ligeiro. O último foi em 2007, com “Eu, meu irmão e nossa namorada”. Em filmes como “Caché”, “Cópia Fiel”, “Aproximação”, “Código Desconhecido” e “Perdas e Danos”, suas personagens vivem muita dor e sofrimento. É bom poder ver Binoche sorrindo e fazendo sorrir.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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