Por onde andam as crianças dos filmes de terror

cinema165 Não há nada mais aterrorizante do que uma criança maligna em um filme de terror. A fórmula é um sucesso entre os produtores, diretores e fãs de cinema. Nesta galeria, você vai poder ver por onde andam essas crianças do mal.

Quem não ficou sem dormir depois de assistir ao Exorcista. O longa de 1973 trazia cenas chocantes para a época e uma atriz iniciante de nome Linda Blair. Hoje, com 54 anos, a atriz continua a atuar no cinema e na TV, em papéis menores como no documentário An Affair of the Heart, a história do músico Rick Springfield

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O Iluminado foi um marco dos filmes de terror nos anos 1980. Com Jack Nicholson no papel principal, o longa de Stanley Kubrick tinha o pequeno Danny Lloyd no papel do filho do zelador malvado do hotel (papel de Nicholson). Lloyd protagoniza uma das cenas mais icônicas de todos os tempos dos filmes de terror: quando anda de triciclo nos corredores do hotel deserto. Hoje, o adulto de 40 anos é professor de biologia e depois de O Iluminado não seguiu carreia no cinema Próxima
O Iluminado foi um marco dos filmes de terror nos anos 1980. Com Jack Nicholson no papel principal, o longa de Stanley Kubrick tinha o pequeno Danny Lloyd no papel do filho do zelador malvado do hotel (papel de Nicholson). Lloyd protagoniza uma das cenas mais icônicas de todos os tempos dos filmes de terror: quando anda de triciclo nos corredores do hotel deserto. Hoje, o adulto de 40 anos é professor de biologia e depois de O Iluminado não seguiu carreia no cinema

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Duas outras crianças participaram de O Iluminado: as gêmeas Lisa e Louise Burns. Como Lloyd, suas carreiras no cinema não ultrapassaram o longa de Kubrick. Hoje, Lisa tem um diploma em literatura e Louise é microbiologa

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John Franklin, 54, de A Colheita Maldita (1984), hoje ensina inglês e dá aula de roteiro na Golden Valley High School, em Santa Clarita, Califórnia.

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Outro ator de A Colheita Maldita, Courtney Gains, também fez filmes emblemáticos nos anos 1980 como De Volta Para o Futuro e Curtindo a Vida Adoidado. Nas décadas seguintes, o ator fez vários papéis em séries como E.R. e longas como Halloween.

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O rosto de Haley Joel Osment ficou conhyecido no mundo todo quando o garoto de apenas 10 anos fez um dos papéis principais no longa O Sexto Sentido. Hoje, com 24 anos, Osment tem emprestado sua voz para jogos de videogame e atuado em filmes independentes como Home of the Giants, Montana Amazon e I’ll Follow You Down, deste ano.

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Em O Sexto Sentido, um fantasma passa despercebido em uma das cenas. Mas não para nós. É a musa Misha Barton, que fazia o papel de Marissa na série The O.C. – Um Estranho Paraíso.

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Cemitério Maldito, de 1989, tem o garoto Miko Hughes no papel da criança assustadora. O ator mirim participou depois de filmes como Um Tira no Jardim da Infância e continua ativo na industria de Hollywood escrevendo filmes de terror e participando de filmes em papeis menores. Hughes também está no Twitter: @MikoHughes .

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Em O Chamado, de 2002, Daveigh Chase faz o papel de Samara Morgan, também conhecida como a garota do cabelo preto. A atriz continua em Hollywood atuando em séries de TV como Big Love e em filmes menores.

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Apenas o nome Damien já causa calafrios. O papel interpretado por Harvey Spencer Stephens no filme A Profecia é um dos mais aterrorizantes da história do cinema. Hoje, aos 42 anos, Stephens continua a atuar e a fazer aparições em feiras de terror .

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Danielle Harris foi a criança assustado nos “clássicos” Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988) quanto em Halloween 5 – A Vingaça de Michael Myers (1989). A menina continuou atuando e, hoje, aos 36 anos, continua atuando em filmes de terror menos conhecidos. Seu mais recente trabalho é Hallows’ Eve, com lançamento previsto para outubro deste ano.

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Patty McCormack esteve tão convincente no seu papel de Rhonda em Tara Maldita (1956) que mereceu uma nomeação para o Oscar. A atriz continua atuando e recentemente apareceu em séries como Desperate Housewives e Supernatural. No cinema participou do filme de 2012, O Mestre junto a Joaquin Phoenix e Amy Adams.

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Chance Michael Corbitt foi um dos vampiros em Os Garotos Perdidos, longa de 1987. Depois, o ator interpretou Kyle Buchannon na série Baywatch entre 1991 e 1994

 

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Em a Aldeia dos Amaldiçoados, o ator Martin Stephens faz o papel de uma das crianças possuídas. Logo depois do filme de 1960, Martin desistiu da carreira de ator. Ele se formou em arquitetura, tendo muito sucesso em Londres e depois se mudou para Portugal

 

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Emmy Wards 2013:. Conheça os indicados

Os indicados ao Emmy Awards 2013, foram anunciados na manhã desta quinta-feira (18) em um evento transmitido ao vivo pela internet, como já é tradicional.
As indicações foram apresentadas pelo ator Aaron Paul, de “Breaking Bad”, e por Neil Patrick Harris, de How I Met Your Mother, que também será o mestre de cerimônia.
A 65ª edição do prêmio acontece no dia 22 de setembro no Nokia Theatre, em Los Angeles.
Veja abaixo os principais indicados ao Emmy 2013 (a lista completa, com as categorias técnicas, pode ser vista no site oficial).

Melhor ator em série dramática


Kevin Spacey (“House of Cards”)

Hugh Bonneville (“Downton Abbey”)

Jon Hamm (“Mad Men”)

Damian Lewis (“Homeland”)

Bryan Cranston (“Breaking Bad”)

Jeff Daniels (“The Newsroom”)

Melhor atriz em série dramática


Michelle Dockery (“Downton Abbey”)

Elizabeth Moss (“Mad Men”)

Claire Danes (“Homeland”)

Vera Farmiga (“Bates Motel”)

Kerry Washington (“Scandal”)

Robin Wright (“House of Cards”)

Connie Britton (“Nashville”)

Melhor atriz coadjuvante em série dramática


Emilia Clarke (“Game of Thrones”)

Anna Gunn (“Breaking Bad”)

Maggie Smith (“Downton Abbey”)

Morena Baccarin (“Homeland”)

Christina Hendricks (“Mad Men”)

Christine Baranski (“The Good Wife”)

Melhor ator coadjuvante em série dramática


Aaron Paul (“Breaking Bad”)
Bobby Cannavale (“Boardwalk Empire”)

Jim Carter (“Downton Abbey”)

Peter Dinklage (“Game of Thrones”)

Jonathan Banks (“Breaking Bad”)

Mandy Patinkin (“Homeland”)



Melhor série de comédia


“Louie”

“Girls”

“30 rock”

“Veep”

“Modern Family”

“The Big Bang Theory”

Melhor série dramática

“Breaking Bad”

Game of Thrones”

“Mad Men”

“Downton Abbey”

“Homeland”

“House of Cards”

Melhor ator em série de comédia

Alec Baldwin (“30 Rock”)

Jason Bateman (“Arrested Development”)

Louis C.K. (“Louie”)
Don Cheadle (“House of Lies”)

Matt Leblanc (“Episodes”)

Jim Parsons (“The Big Bang Theory”)

Melhor atriz em série de comédia

Laura Dern (“Enlightened”)

Lena Dunhan (“Girls”)

Edie Falco (“Nurse Jackie”)

Tina Fey (“30 Rock”)

Julia Louis-Dreyfus (“Veep”)

Amy Poehler (“Parks And Recreation”)

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”)

Merritt Wever (“Nurse Jackie”)

Julie Bowen (“Modern Family”)

Sofía Vergara (“Modern Family”)

Jane Krakowski (“30 Rock”)

Jane Lynch (“Glee”)

Anna Chlumsky (“Veep”)

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

Ed O’Neill (“Modern Family”)

Jesse Tyler Ferguson (“Modern Family”)

Ty Burrell (“Modern Family”)

Eric Stonestreet (“Modern Family”)

Bill Hader (“Saturday Night Live”)

Max Greenfield (“New Girl”)

Melhor minissérie ou filme
“American Horror Story” 

“Behind the Candelabra”

“The Bible”

“Phil Spector”

“Political Animals”

“Top of the Lake”

Melhor ator em minissérie ou filme


Benedict Cumberbatch (“Parade’s End”)

Matt Damon (“Behind the Candelabra”)

Michael Douglas (“Behind the Candelabra”)

Toby Jones (“The Girl”)

Al Pacino (“Phil Spector”)

Melhor atriz em minissérie ou filme


Jessica Lange (“American horror story”)

Laura Linney (“The Big C”)

Helen Mirren (“Phil Spector”)

Elizabeth Moss (“Top of the lake”)

Sigourney Weaver (“Political animals”)



Melhor reality show de competição


“The Amazing Race”

“Dancing With The Stars”

“Project Runaway”

“So You Think You Can Dance”

“Top Chef”

“The Voice”

Melhor série de variedades


“The Colbert Report”

“The Daily Show”
“Jimmy Kimmel Live”

“Late night with Jimmy Fallon”

“Real time with Bill Maher”

“Saturday Night Live”

Postado por Camis Barbieri-Seriadores Anônimos

Quentin Tarantino “ressuscita” carreira de atores em seus filmes

Quentin Tarantino - IMDb
Diretor de “Django Livre” é famoso por dar novo fôlego a estrelas esquecidas
O cineasta Quentin Tarantino escalou as estrelas Jamie Foxx e Leonardo DiCaprio para seu novo filme, “Django Livre” , que estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (18), mas não fugiu à sua característica de dar um papel, ainda que pequeno, a um ator esquecido. Desta vez, fãs da série “Miami Vice”, um hit nos anos 1980, irão reconhecer o ex-galã Don Johnson no papel do fazendeiro Spencer “Big Daddy” Bennett.

Johnson pode se unir a um time de atores cujas carreiras ganharam novo fôlego graças ao diretor. Em alguns casos, eles souberam aproveitar a chance para conquistar outros papéis de destaque, trabalhar com cineastas de prestígio e aumentar o cachê. Em outros, o sucesso durou pouco.

Veja os principais atores “ressuscitados” por Tarantino.

travolta
O papel de Vincente Vega em “Pulp Fiction – Tempos de Violência” (1994) foi um divisor de águas na carreira de Travolta e lhe rendeu a segunda indicação ao Oscar. A primeira fora recebida por “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977), o musical que o alçou à fama, seguido pelo também sucesso “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (1978).

Nos anos 1980, Travolta amargou papéis ruins em comédias e filmes para a TV, sendo indicado a pior ator da década no Framboesa de Ouro, uma espécie de Oscar dos piores filmes.

Quando parecia que ele ficaria para sempre em longas como os da série “Olha Quem Está Falando” (1989), Tarantino lhe deu a chance que precisava para virar a carreira e voltar a ser um ator sério, escalado para filmes de bons diretores como John Woo (“A Outra Face”), Costa-Gravas (“O Quarto Poder”), Mike Nichols (“Segredos do Poder”) e Terrence Malick (“Além da Linha Vermelha”).

Nos anos 2000, fracassos como “A Reconquista”, ‘Bilhete Premiado” e “A Senha: Swordfish” lhe renderam uma nova indicação a pior ator da década, e o sucesso só voltaria em 2007, com a versão cinematográfica do musical “Hairspray”. Apesar dos altos e baixos, não há dúvida de que, sem Tarantino, dificilmente Travolta ainda seria uma estrela.

Uma Thurman
Grande musa de Tarantino, ganhou o respeito de Hollywood como a femme fatale Mia Wallace de “Pulp Fiction – Tempos de Violência”, que lhe rendeu a única indicação ao Oscar da carreira.

Na sequência, porém, atuou em fracassos como “Batman e Robin” (1998) e “Os Vingadores” (1998), sendo relegada a filmes menores e feitos para a televisão.

Seu retorno ao estrelato foi novamente pelas mãos de Tarantino, que a escalou como a noiva vingativa de “Kill Bill” (2003) e “Kill Bill 2” (2004), celebrado por público e crítica.

Em 2005, embalada pelo sucesso dos dois filmes, Thurman ganhava mais de US$ 12 milhões por trabalho e estrelava campanha de marcas famosas como Lancôme e Louis Vitton.

De lá para cá, porém, concentrou-se em comédias românticas de pouco destaque, como “Terapia do Amor” (2005) e “Minha Super Ex-Namorada” (2006).

davoid carradini
Estrela da série “Kung-Fu” entre 1972 e 1975, quando decidiu se dedicar à carreira no cinema, Carradine atuou no clássico cult “Corrida da Morte – Ano 2000” (1975), foi premiado pela interpretação do cantor Woody Guthrie em “Essa Terra é Minha” (1976) e protagonizou “O Ovo da Serpente” (1977), único filme em inglês do diretor sueco Ingmar Bergman.

Durante as décadas de 1980 e 1990, a carreira de Carradine entrou em declínio e, embora continuasse trabalhando, poucos papeis ganharam atenção e muitos de seus filmes foram lançados direto em vídeo.

O papel em “Kill Bill” voltou a colocá-lo em evidência e reforçou o status de “lenda cult” do ator, indicado ao Globo de Ouro pelo papel. Depois de trabalhar com Tarantino, Carradine não fez mais nenhum grande sucesso até sua morte, em 2009, aos 72 anos.

Jackie Brown
Estrela nos anos 1970 nos Estados Unidos, após filmes como “The Big Bird Cage”, “Coffy” e “Foxy Brown”, Grier também teve papel de destaque na série “Miami Vice”, nos anos 1980.

Depois, teve apenas papeis menores em filmes de ação até ser escalada por Tarantino, seu fã, como a personagem-título de “Jackie Brown” (1997).

O filme lhe rendeu o Globo de Ouro e uma indicação ao Screen Actors Guild, mas Grier não conseguiu ir muito longe com seus trabalhos seguintes. A carreira voltou ao que era antes da parceria com Tarantino, com destaque para papeis coadjuvantes em “Marte Ataca!” (1996) e “Fantasmas de Marte” (2001).

Em 2011, em uma entrevista ao site Movieline, Grier disse que “Jackie Brown” foi uma das melhores experiências de sua vida. “Eu sempre dizia que, mesmo se nunca trabalhasse de novo, tinha estado no topo da montanha”, resumiu.

Outros atores

Outras estrelas são gratas a Tarantino pela escalação em papéis de destaque durante fases ruins da carreira. É o caso de Harvey Keittel, que após participar de sucessos como “Caminhos Perigosos” (1973) e “Taxi Driver” (1976), ambos de Martin Scorsese, passou a década de 1980 no esquecimento. Mas foi chamado por Tarantino para interpretar Mr. White em “Cães de Aluguel” (1992). Junto com “Vício Frenético” (1992) e “O Piano” (1993), o filme foi fundamental para levá-lo de volta ao estrelato.

Kurt Russell teve a chance de voltar a ser protagonista como o dublê Mike em “À Prova de Morte”, filme lançado por Tarantino em 2007. E Robert Foster, cultuado e esquecido ator de filmes B nos anos 1970, conseguiu uma série de papéis após ser indicado ao Oscar de ator coadjuvante por “Jackie Brown”.

A história da CIA nos filmes de Hollywood

A CIA patrocina filmes para falar bem dela.
Arun Rath, via The World

Embora Hollywood sempre tenha gostado de filmes de suspense de espionagem, “a indústria” não dava muita atenção à CIA até os anos de 1960, quando o agente Felix Leiter, representado por Jack Lord, apareceu em 007 contra o satânico Dr. No (1963). Mas a CIA já trabalhava com Hollywood desde os anos de 1950.

Tricia Jenkins, autora de The CIA in Hollywood (2012), diz que a CIA começou a trabalhar com Hollywood para influenciar públicos estrangeiros: “O objetivo da agência era modelar a política exterior, ou ‘ganhar’ corações e mentes pelo mundo, durante a Guerra Fria”, escreve ela.

A CIA criou um think tank para combater a ideologia comunista. Esse think tank adquiriu os direitos do filme Animal farm [no Brasil, chamou-se A revolução do bichos] de George Orwell – ele pôs um porco falante na tela, 20 anos antes de A rede de Charlotte [1973, adaptação de um livro infantil de E. B. White, de 1962]. Jenkins diz que a CIA também queria promover uma determinada visão da sociedade e da vida nos EUA e pressionou pela mudança de algumas falas nos roteiros dos filmes nos anos de 1950, para fazer os personagens negros parecerem “mais dignos” e os personagens brancos, “mais tolerantes”. Essa imagem “politicamente correta” visava promover uma imagem mais simpática e atraente dos EUA, para um mundo dividido, em que os públicos escolhiam lado, na Guerra Fria.

Mas enquanto a CIA usava Hollywood para projetar um ideal norte-americano, não dava sinais de preocupar-se com a própria imagem.

“Nos velhos tempos, a CIA e a organização que a precedeu, o Office of Strategic Services, OSS, de fato não se preocupavam muito com o que o público pensasse deles”, diz Ted Gup, autor de The book of honor: covert lives and classified deaths at the CIA (2007). Mas, no final da Guerra Fria, a CIA entendeu que precisava atualizar a própria imagem: “Perceberam que, sem apoio público, seu orçamento estaria sempre ameaçado. Suas próprias atividades ficariam ameaçadas.”

Em 1996, a CIA contratou um homem de ligação com Hollywood: Chase Brandon – primo de Tommy Lee Jones – que tinha muitas conexões com “a indústria”.

Tricia Jenkins diz que houve notável modificação no retrato da CIA depois desse período. Antes dos anos de 1990, em filmes como Os três dias do condor (1975, direção de Sidney Pollack), a CIA era apresentada como maligna, amoral, agência de assassinos ou, vez ou outra, sob personagens cômicos, como Maxwell Smart, do seriado de tevê Agente 86.

“Hoje tudo isso mudou muito, a imagem é muito mais favorável”, diz Jenkins. “A agência é frequentemente apresentada como organização moral e altamente eficiente. Não comete erros. É absolutamente indispensável. Hoje, mais que nunca.”

Desde meados dos anos de 1990, a CIA trabalhou numa longa lista de produções, dentre as quais A soma de todos os medos [2002, com o mesmo Ben Affleck, de Argo, em cartaz em São Paulo], e vários importantes seriados de tevê – Alias [2001-2006], 24 horas [2001-2012] e Homeland [estreou no Brasil em março de 2012 pelo canal por assinatura FX].

Em alguns casos, a agência foi pintada em cores bem menos agradáveis, às vezes em produções nas quais colaboraram ex-agentes, sem aprovação da Agência – como no filme Syriana [2005], que traz George Clooney no papel de Bob Barnes, agente da CIA encarregado de assassinar um líder do Oriente Médio. O personagem Bob Barnes foi baseado num ex-agente, Bob Baer.

O verdadeiro Bob Baer – que trabalha agora num novo livro, The perfect kill: 21 laws of assassination [As 21 regras do assassinato perfeito] – relembra: “Eles me telefonaram e disseram ‘queremos que você nos acompanhe numa viagem ao Oriente Médio’. Viajei com o diretor, Stephen Gaghan. Levei-o ao Líbano, a uma reunião com uns tipos estranhos que eu conhecia em Londres, Nice, Soforth. Ele ficou fascinado por poder ver o Oriente Médio real.”

Syriana não é exatamente anúncio de publicidade da CIA. Mas filmes desse tipo são exceção. Jenkins diz que hoje, quase sempre, a CIA consegue pôr em tela a imagem que lhe pareça mais adequada, praticamente em todos os filmes. E, a menos que você leia até as letras microscópicas dos créditos finais, você jamais saberá que assistiu a um filme produzido com assessoria da CIA.

“Mas vale lembrar que a CIA não assessora qualquer um. Só ajuda produtores ou roteiristas que apresentem a agência sob luz positiva e que possam contribuir positivamente para o trabalho de recrutamento”, diz Jenkins.

Em Alias, Jennifer Garner realmente fez um spot publicitário para aumentar o número de interessados em trabalhar para a agência, um anúncio publicitário de recrutamento para a CIA.

E se você acha Ben Affleck ou Jessica Chastain atraentes e que acha difícil imaginar um filme com mais anúncios de recrutamento para a CIA que em Argo, assista o filme sobre a caçada a Osama Bin Laden chamado Zero dark thirty [A hora mais escura], que será exibido no Brasil em 2013 e estreia nos EUA em 25 de janeiro.

Zero Dark Thirty( A hora mais escura)

Os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 deram início a uma época de medo e paranoia do povo americano em relação ao inimigo, onde todos os esforços foram realizados na busca pelo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.
Maya (Jessica Chastain) é uma agente da CIA que está por trás dos principais esforços em capturar Laden, por ter descoberto os interlocutores do líder do grupo terrorista.
Com isso ela participa da operação que levou militares americanos a invadir o território paquistanês, com o objetivo de capturar e matar bin Laden.

Curiosidades

Morte surpresa

A produção foi pega de surpresa com o anúncio da morte de Osama Bin Laden. A história girava em torno da caçada ao terrorista.

Mudanças no roteiro

Mark Boal reescreveu o roteiro para centrar a trama diante do assassinato de Bin Laden.

Troca de nome

O título do filme seria Kill Bin Laden.

Sob investigação

O Pentágono investigou a produção para impedir que ela revelasse segredos confidenciais da operação militar.

O Paquistão não é aqui

Um grupo radical indiano não gostou do fato do filme ser rodado na Índia mesmo com a história se passando no Paquistão. A diretora Kathryn Bigelow não conseguiu autorização para rodar neste país.

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Bin Laden pode levar o Oscar

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O filme “A Hora Mais Escura”, sobre a caçada ao líder da Al-Qaeda, está bombando
Antes mesmo de entrar em cartaz, o filme já ganhou seus primeiros prêmios.
Quando a corrida para o Oscar parecia já ter seu principal candidato a vencedor com The Master, de Paul Thomas Anderson, eis que aparece um grande concorrente, causando polêmica e arrecadando prêmios: A Hora Mais Escura, o novo filme da diretora Kathryn Bigelow em parceria com o roteirista Mark Boal, ambos vencedores no Oscar de 2010 por Guerra ao Terror.

A Hora Mais Escura, que estreia dia 18 de janeiro no Brasil, conta a história da caça do exército americano a Bin Laden. O título não apenas se refere a um termo cunhado pelos soldados para denominar o horário (meia-noite e meia) da missão, como a escuridão dela em si.

O roteiro original era focado no começo da década passada, quando se acreditava que Bin Laden estava escondido nas montanhas afegãs de Tora Bora. Mas a morte do líder da Al-Qaeda em 2011 forçou-os a reescrever grande parte da história.

Mesmo antes de começar a ser rodado, o filme já causava polêmica, acusado de ser pró-Obama. Por conta disso, teve sua data de lançamento remarcada para dezembro de 2012. Inicialmente, o filme entraria em cartaz em outubro, exatamente um mês antes das eleições. Além disso, a liberação de conteúdo confidencial do governo aos produtores envolvidos no projeto foi motivo de muita discussão. Muitos jornalistas afirmaram que as informações favoreciam Obama.

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Jessica Chastain faz uma agente da CIA no longa
Com toda essa Controvérsia, o filme estreou no Festival de Nova York e acabou aclamado pela crítica, vencendo os prêmios de Melhor Direção, Melhor Filme e Melhor Direção de Fotografia, além de render elogios a Jessica Chastain, que vem se firmando como uma das grandes atrizes do cinema atual desde sua participação em A Árvore da Vida, de Terrence Mallick. Jessica faz uma agente da CIA que participa da operação.

Mesmo polarizando opiniões, A Hora Mais Escura tem tudo para ser um dos maiores filmes do ano, juntando a competência do time de Guerra ao Terror a um dos acontecimentos mais marcantes deste século, tornando-se histórico por ser o primeiro a abordar, com informações extraídas diretamente de documentos do governo americano, o assassinato do terrorista mais conhecido do mundo, responsável pela catástrofe de 11 de setembro.

E, definitivamente, entrará para a corrida do Oscar 2013, com grande possibilidade de receber os votos patrióticos da Academia.
DIEGO MARQUES__Diário do Centro do Mundo

Perigosas e deslumbrantes “femme fatales” dos filmes “noir”


Os filme noir começaram a fazer sucesso nos anos 40, tornaram-se proeminentes no pós-guerra e duraram até o começo da década de 60. O enredo de um filme noir costumava girar em torno de um personagem masculino cínico, insensível e desiludido (interpretado por atores como Humphrey Bogart, Robert Mitchum ou Fred MacMurray) que encontrava uma bela mas promíscua, amoral, traidora e sedutora femme fatale (interpretada por atrizes como Mary Astor, Veronica Lake, Barbara Stanwyck ou Lana Turner). Femme fatale significa, literalmente, “mulher fatal (ou assassina)”.

As garotas dos filmes noir provinham de dois tipos: a jovem amável, obediente, confiável, prestativa e fiel; ou a mulher perversa, misteriosa, irresponsável, falsa e manipuladora. Em geral, a protagonista procura se esquivar de seu passado misterioso e escolher qual caminho trilhar. Na maior parte das vezes, escolheria a opção do crime. Quando o protagonista era um detetive, seria envolvido e preso em uma teia de crimes complexa que o iria levar a evidências sufocantes de corrupção, amor e morte. A femme fatale, que também transgrediu as normas socias com suas ações alarmantes, conduziria ambos à ruína. Escolhemos cinco das mais notórias e cruéis anti-heroínas do cinema noir.

5) Kitty Collins (Ava Gardner) – Os Assassinos

Esse clássico filme noir é baseado em um conto de Ernest Hemingway, narrado em flashbacks que acontecem depois de uma sequência na qual o protagonista é assassinado. É uma história de roubo, amor não recíproco e muitas traições brutais.

Dois assassinos de aluguel matam o ex-boxeador Ole ‘Swede’ Andersen, interpretado por Burt Lancaster, que vive escondido em uma cidadezinha de New Jersey sob um pseudônimo por seis anos. Ele é avisado do que o espera, mas mesmo assim parece indiferente e espera passivelmente por sua morte. Ele aceita morte estoicamente porque admite que “fez algo de errado, no passado” – referindo-se ao complexo enredo criminoso que consiste na principal história do filme, e que gira em torno de uma bela, elegante, manipuladora e maldosa femme fatale chamada Kitty Collins.

Em uma festa, Swede conhece e fica fascinado pela estonteante Kitty e o submundo do crime ao qual ela, seus amigos e seu namorado, o ardiloso criminoso Colfax, pertencem. Após passar alguns anos na prisão ao assumir um crime cometido pela femme fatale, cai novamente sob o feitiço da traiçoeira Kitty.

Uma noite antes do roubo que ele e os cúmplices tinham planejado, ela lhe diz que Swede será traído por Colfax. Ela o persuade a se vingar de Colfax roubando todo o dinheiro do assalto para si. Kitty mente para o jovem apaixonado, alegando que aquele dinheiro iria permitir que ela se afastasse para sempre do “detestado” namorado.

Confiando cegamente em Kitty, Swede passa a perna em toda a gangue e fica com o dinheiro somente para si, fugindo com Kitty. Mas é enganado pela jovem, que o rouba e foge.

O filme termina com a revelação que ela era a cúmplice e esposa de Colfax. Quando ele está prestes a morrer, ela implora que o marido minta por ela (como Swede já fez), sussurrando “Diga para eles Kitty é inocente, jure que sou inocente. Você irá me salvar fazendo isso!” Colfax, entretanto, expira depois de pedir por um cigarro. Seu silêncio condena Kitty.

4) Velma Valento/Helen Grayle (Claire Trevor) – Até a Vista, Querida

Baseado no livro “Adeus, minha Adorada”, de Raymond Chandler, esse é considerado uma das melhores adaptações de romances de Chandler para o cinema. O detetive particular alcóolatra e mulherengo Philip Marlowe é interpretado por Dick Powell. Marlowe procura a antiga amante do vigarista Moose Malloy, a ruiva Velma Valento, que entregara o amante há oito anos.

Durante a investigação de um assassinato, Marlowe faz uma visita à mansão da família Grayle em Brentwood, onde encontra Mr. Grayle e sua esposa muito mais jovem, Helen, uma loira promíscua e sedutora. Aliada ao chantagista e ladrão Jules Amthor, Helen estava envolvida em um esquema comprometedor.

A misteriosa, sexy e esquiva Helen Grayle contrata o detetive para localizar um colar de jade roubado. Marlowe se envolve em um arriscado submundo, sendo enredado e ameaçado por desprezíveis criminosos de alta ou baixa classe. Por fim, temos o surpreendente desfecho.

3) Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck) – Pacto de Sangue

A adaptação feita por Billly Wilder e Raymond Chandler do romance de James M. Cain incluía uma loira persuasiva e sinistra – uma bela, perspicaz, descarada e insatisfeita dona de casa chamada Phyllis Dietrichson, que convence seu amante, o esperto agente de seguros Walter Neff, a ajudá-la a matar seu marido entediante, de forma que eles possam dividir o seguro de indenização duplo do pobre homem.

Após combinarem os detalhes do futuro assassinato, esperam que as circunstâncias corretas se apresentem. O assassinato acontece quando Phyllis leva o marido para a estação de trem – e Neff o estrangula.

A cena final se dá na sombria sala de estar de Phyllis, onde ela esconde uma arma. Neff também tencionava mantá-la, mas ela o ofuscou com seus próprios planos. Atira duas vezes em seu ombro, mas hesita ao ter que dar o tiro final, admitindo que não tem um coração e pedindo que ele a abrace. Neff atira na amante duas vezes durante o abraço erótico.

2) Gilda Farrell (Rita Hayworth) – Gilda


Gilda.

Rita Hayworth aparece nesse filme sombrio com seu erotismo polido e sofisticado, seus cabelos ruivos exuberantes e um corpo esbelto e curvilíneo. A bela Rita interpreta a misteriosa esposa do dono de um cassino na Argentina, que recentemente contratou o jovem apostador Johnny Farrell como gerente.

Johnny também é encarregado de vigiar Gilda, com quem teve um envolvimento no passado e a quem odeia mais do que qualquer outra pessoa por um motivo que não nos é revelado. Para torturar o ex-amante e inflamar ainda mais o amor obsessivo e ciumento dele, Gilda dança e flerta com muitos outros homens.

Quando seu marido misteriosamente “morre”, Johnny asume o controle do cassino e trata Gilda de forma quase sádica depois de forçá-la a se casar com ele. Em uma cena célebre do filme, a estapeia quando a encontra fazendo uma performance musical para os frequentadores do cassino, ao som de Put The Blame On Mame. A cena da dança é a mais famosa de todo o filme. Nela, Gilda, em seu vestido de cetim negro e tomara-que-caia, realiza uma indecente e sexy performance enquanto tira suas longas e negras luvas para a platéia.

No final do filme, entretanto, Johnny admite o quão errado estava ao maltratá-la e os dois se reconciliam depois de meses em um relacionamento explosivo.

1) Madeleine Elster/Judy Barton (Kim Novak) – Um Corpo Que Cai

O filme de Hitchcock, realizado em 1958, é um hipnotizante thriller que gira em torno de um romance macabro e condenado. Embora não seja tecnicamente um filme noir, é considerado o último filme noir.

Seu tema é o amor desesperado por uma ilusão, um estudo psicológico de um homem desesperado e inseguro que sofre de medo de altura e vertigem. O filme tem início quando o ex-policial Scottie é contratado por um velho amigo para seguir sua neurótica esposa, a suicida em potencial Madeleine.

Ele a vê pela primeira vez em um restaurante, e é salva por ele quando quase se afoga. Scottie a leva para seu apartamento, onde conversam pela primeira vez. Scottie logo se apaixona pela beleza enigmática de Madeleine e a beija apaixonadamente à beira da água, enquanto as ondas turbulentas atingem melodramaticamente as rochas atrás deles.

Ainda assim, ele é incapaz de evitar a queda suicida de Madeleine da torre do sino de uma igreja. Consequentemente, Scottie tem um colapso nervoso.

Então, encontra uma jovem morena chamada Judy Barton, que se parece muito com Madeleine. Logo, faz com que Judy se apaixone por ele e começa a transformá-la em seu amor perdido, a fazendo tingir os cabelos de loiro, usar o mesmo penteado e os trajes que Madeleine usava, com o relutante consentimento de Judy, que supõe que, caso ele a deixe tão parecida quando a mulher que amava, vai acabar por amá-la também.

Ao ver Judy usando um colar igual ao de Madeleine, Scottie fica receoso e decide recriar o passado, levando a nova amante à igreja onde Madeleine supostamente se matou. Ele a arrasta pela escada e Judy acaba confessando todo o plano que tinha feito com o marido de Madeleine, que desejava matar a esposa. Ao julgar ter visto o fantasma de Madeleine, Judy cai do topo da torre, em um final assustadoramente arrebatador.

Este texto foi publicado no Diário do Centro do Mundo em 19 de julho de 2012.

A esperança brota, eterna, no novo filme de Meryl Streep

Blog da Ana Maria Bahiana-Uol
Numa temporada em que tudo tem uma dimensão gigantesca, e cada lançamento parece querer derrubar o outro numa espécie de olimpíada do ruído, movimento, número de personagens, tiros e explosões, é um prazer estranho e delicioso ver um filme pequeno em todos os sentidos. Deliberadamente pequeno, como um concerto de música de câmara diante de uma sinfonia para coral e orquestra, um solo de violão versus um duelo de guitarras heavy metal.

Foi assim que me senti quando acabei de ver Um Divã Para Dois (Hope Springs, estreando hoje nos EUA e dia 17 no Brasil), uma iluminura de filme em tom menor, um concerto a oito mãos para três atores excelentes – Mery Streep, Tommy Lee Jones, Steve Carell- e o diretor David Frankel, trabalhando com uma partitura simples e perfeita de Vanessa Taylor, estreando no cinema depois de uma bela carreira na TV (Game of Thrones, Alias).

Fellini, Coppola e Chris Nolan sempre disseram que metade -ou mais que isso- do trabalho de criação de um filme está na escolha do elenco. Este filme é uma prova eloquente disso : uma derrapagem na escolha desse trio e talvez o delicado roteiro de Taylor se transformaria em algo possivelmente sem graça. Porque toda a ação desse Divã se resume basicamente a quatro locações: a casa do casal Kay e Arnold (Streep e Jones), equipada com todos os confortos modernos mas vazia de filhos e emoções mais fortes que uma partida de golfe na TV gigantesca; o consultório do terapeuta Dr. Feld (Carell), ensolarado e, significativamente, caseiro; a boutique “para senhoras” onde Kay trabalha como vendedora; e o quarto de hotel, asséptico e indiferente, onde o casal se hospeda enquanto tenta, com a ajuda do psicólogo, reacender a chama do seu casamento de mais de três décadas.

E a história também se resume ao que se passa nesses três ambientes: um casal assentado confortavelmente em sua rotina de cuidadosa indiferença é acordada por uma incontrolável onda de desejo de Kay. Porque quem vive Kay é Meryl Streep, aprendemos logo , sem que ela diga coisa alguma, que esse mar de paixão não é um fenômeno recente mas vem, subterrâneo, há meses, anos, batendo contra os rochedos de um marido que fez da rotina sua defesa e seu castelo. Cabe ao paciente e legitimamente interessado Dr. Feld propor as saídas para o impasse – que, assustadoramente, incluem derrubar as estudadas defesas de Arnold.

Frankel é um diretor de rara sensibilidade, que fez de O Diabo Veste Prada um filme muito mais inteligente do que era preciso. Com este material mais sutil ele mostra o quanto compreende o ritmo da dramaturgia cinematográfica, o vai e vem das interações entre os atores, as pausas e os momentos mudos mas intensos de que grandes intérpretes são capazes. Há coisas hilariante, há coisas comoventes, mas sobretudo há uma humanidade triunfante e sincera neste pequeno, delicioso filme.

E embora eu compreenda a necessidade da tradução brasileira, eu queria compartilhar com vocês o poema de Alexander Pope que inspirou o nome da cidadezinha fictícia – Hope Springs- que dá o título original do filme: “A esperança brota, eterna, no animal humano/ o homem nunca é mas sempre será abençoado/a alma, inquieta e confinada em sua casa/ repousa e se expatria numa vida que ainda virá.”

E este, amigas e amigos, é o tema desta obra-contraponto ao ruído dos acordes finais da temporada-pipoca.

Bob Fosse, o gênio by Yuri Vieira

Não falarei nada sobre dois filmes, dirigidos por Bob Fosse, que estão entre meus prediletos: All That Jazz e Cabaret. Tampouco farei análises e encherei lingüiças estéticas. Quero apenas mostrar os três vídeos abaixo.

No primeiro, para provar o quanto Bob Fosse estava à frente do seu tempo, ele interpreta o papel da Serpente na adaptação de O Pequeno Príncipe(1974) dirigida por Stanley Donen. Ao mesmo tempo, vemos imagens intercaladas de alguém que, quando adolescente, há de ter se deslumbrado com o mestre coreógrafo…

Sim, Michael Jackson não era senão um ex-pequeno príncipe que jamais se esqueceu de seu mestre Serpente.

Abaixo, veja uma seqüência do ótimo filme Sweet Charity, estrelado por Shirley MacLaine. Haverá algum coreógrafo vivo dotado simultaneamente de tal senso de ironia e de semelhante técnica?

Não devo ser o único a notar, em algumas cenas, a influência de Toulouse-Lautrec.

Para encerrar, uma excelente brincadeira do VJ Tom Yaz, que editou a seqüência anterior substituindo a trilha original pela música Dancing Now da banda The B-52’s.

E, por favor, não deixe de assistir a All That Jazz.

Celeste Holm _A Malvada(All About Eve)

A atriz norte-americana e vencedora do Oscar Celeste Holm morreu, aos 95 anos, na tarde deste domingo (15) de causas ainda desconhecidas. As informações são da emissora de TV NY1.

Holm sofria do coração e se recuperava de uma forte desidratação.

O estado de saúde da atriz teria se agravado após um incêndio que atingiu o apartamento do ator Robert De Niro no dia 8 de julho. Dentro do mesmo prédio viviam a atriz Celeste Holm e seu marido, Frank Basile.
Nascida em Nova York e de origem norueguesa, estudou arte dramática na Universidade de Chicago e estreou na Broadway em 1936 . Assinou com a 20th Century Fox em 1946 e nesse mesmo ano actuou no seu primeiro filme, Three Little Girls in Blue. No terceiro filme em que participou, Gentleman’s Agreement (1947), ganhou o Óscar e o Globo de Ouro de melhor Actriz Secundária. Foi indicada mais duas vezes ao prémio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas , por Come to the Stable (1949) e All About Eve (1950).

Dando preferência ao teatro , Celeste participou em poucos filmes nos anos 50 , entre eles os musicais Tender Trap (1955) e High Society (1956). Em 1954 conduziu programa próprio na televisão , chamado Honestly Celeste. Nas as últimas duas décadas, Celeste apareceu regularmente na televisão, em mini-séries , filmes e séries . No cinema fez Tom Sawyer (1973) e 3 Men and a Baby (1987).

Possui uma estrela na Calçada da Fama , localizada no número 41 da Hollywood Boulevard .

Filmography

Three Little Girls in Blue (1946)
Carnival in Costa Rica (1947)
Gentleman’s Agreement (1947)
Road House (1948)
The Snake Pit (1948)
Chicken Every Sunday (1949)
A Letter to Three Wives (1949); voiceover as “Addie Ross”
Come to the Stable (1949)
Everybody Does It (1949)
Champagne for Caesar (1950)
All About Eve (1950)
The Tender Trap (1955)
High Society (1956)
Bachelor Flat (1962)
Rodgers and Hammerstein’s Cinderella (1965)
Doctor, You’ve Got to Be Kidding! (1967)
Tom Sawyer (1973)
Bittersweet Love (1976)
The Private Files of J. Edgar Hoover (1977)
Backstairs at the White House (1979)
The Shady Hill Kidnapping (1982); teleplay by John Cheever
Three Men and a Baby (1987)
Once You Meet a Stranger (1996)
Still Breathing (1997)
Broadway: The Golden Age, by the Legends Who Were There (2003); documentary
Alchemy (2005)
Driving Me Crazy (2012)
College Debts (2013)

Stage Apparence
Teatro(Broadway)Stage Appearances

Gloriana [Broadway] – Cast as Lady Mary. (1938)
Another Sun [Broadway] – Cast as Maria. (1940)
The Return of the Vagabond [Broadway] – Cast as His Daughter. (1940)
The Time of Your Life [Broadway] – Cast as Mary L. (1940)
Eight O’Clock Tuesday [Broadway] – Cast as Marcia Godden. (1941)
My Fair Ladies [Broadway] – Cast as Lady Keith-Odlyn. (1941)
Papa Is All [Broadway] – Cast as Emma. (1942)
All the Comforts of Home [Broadway] – Cast as Fifi Oritanski. (1942)
The Damask Cheek [Broadway] – Cast as Calla Longstreth. (1942)
Oklahoma! [Broadway] – Original Production – Cast as Ado Annie Carnes. (1943)
Bloomer Girl [Broadway] – Original Production – Cast as Evelina. (1944)
Affairs of State [Broadway] – Cast as Irene Elliott. (1950)
The King and I [Broadway] – Original Production – Cast as Anna Leonowens [Replacement]. (1951)
Anna Christie [Broadway] – Cast as Anna Christopherson. (1952)
His and Hers [Broadway] – Cast as Maggie Palmer. (1954)
Interlock [Broadway] – Cast as Mrs. Price. (1958)
Third Best Sport [Broadway] – Cast as Helen Sayre. (1958)
Invitation to a March [Broadway] – Original Production – Cast as Camilla Jablonski. (1960)
Mame [Broadway] – Original Production – Cast as Mame Dennis [Replacement]. (1966)
Candida [Broadway] -Cast as Candida. (1970)
Babylove [Replacement].
The Grass Harp [Broadway] – Original Production. (1971)
Mama [Broadway] – Closed on the road. (1972)
Habeas Corpus [Broadway] – Cast as Lady Rumpers – A Pillar of the Empire. (1974)
The Utter Glory of Morrissey Hall [Broadway] – Original Broadway Production – Cast as Julia Faysle Headmistress.(1979)
I Hate Hamlet [Broadway] – Cast as Lillian Troy. (1991)
Allegro [Off-Broadway] – Encores! Concert – Cast as Grandma Taylor. (1994)

TV appearances

“Columbo” Old Fashioned Murder (1976)
Honestly, Celeste! as Celeste Anders
Jessie (1985) as Molly Hayden
Kilroy as Mrs. Fuller
Loving as Lydia Woodhouse (1986) / Isabelle Dwyer Alden (#2) (1991-1992)
Nancy Abigail as ‘Abby’ Townsend
Promised Land as Hattie Greene
The Academy Awards as Herself – Host
The Delphi Bureau as Sybil Van Loween (pilot film)
Archie Bunker’s Place as Estelle Harris
Falcon Crest as Anna Rossini
The New Hollywood Squares as Herself
Alcoa Premiere as Laura Bennett in Cry Out in Silence
American Playhouse as Herself in The Shady Hill Kidnapping
Burke’s Law as Helen Forsythe in Who Killed the Kind Doctor?
Celebrity Time as Herself on 5/6/1951
Cheers as Grandmother Gaines in No Rest For the Woody
Christine Cromwell as Samantha Cromwell in Vito Veritas
Climax as Mary Miller in The Empty Room Blues
Columbo as Phyllis Brandt in Old Fashioned Murder
Disneyland as Deirdre Wainwright in Bluegrass Special
Dr. Kildare as Nurse Jane Munson in The Pack Rat and Prima Donna
Fantasy Island (1978) as Sister Veronica inLook-Alikes / The Winemaker
Fantasy Island (1978) as Mabel Jarvis in The Beachcomber / The Last Whodunit
Follow The Sun as Miss Bullfinch in The Irresistible Miss Bullfinch
Ford Startime as Host/Special Guest Star in Fun Fair
Four Star Revue as Guest on November 8, 1950
The Fugitive (1965-1967)
Goodyear Television Playhouse as Maggie Travis in The Princess Back Home
Great Performances as Performer in Talking With
Hallmark Hall Of Fame as Phoebe Meryll in The Yeoman of the Guard
Inside U.S.A. with Chevrolet as Herself in Celeste Holm
Insight as Mrs. Berns in Fat Hands and a Diamond Ring
Kraft Music Hall as Herself in Celeste Holm
Long Hot Summer as Libby Rankin in Face Of Fear
Lucan in You Can’t Have My Baby
Magnum, P.I. as Abigail Baldwin in The Love That Lies
Manhunter Clara in The Truck Murders

Matt Houston as Catherine Hershey in Company Secrets
Medical Center as Dr. Linda Wilson in No Margin for Error
Medical Center as Geraldine Stern in Web of Intrigue
Mr. Novak as Guest Star in An Elephant is Like a Tree
Pat Boone Chevy Showroom as Herself on November 28, 1957
Producers’ Showcase as Mad Meggie in Jack and the Beanstalk
Run for Your Life as Margot Horst in The Cold, Cold War Of Paul Bryan
Schlitz Playhouse of Stars as Guest Star in Four’s a Family
Schlitz Playhouse of Stars as Guest Star in The Wedding Present
Spenser: For Hire Rose in Haunting
Studio 57 as Guest Star in Robin
Stump The Stars as Herself on April 15, 1963
The Academy Awards as Herself in The 70th Annual Academy Awards
The Academy Awards as Herself in The 75th Annual Academy Awards
The Academy Awards as Herself – Performer in The 25th Annual Academy Awards
The Beat (2000) as Frances Robinson in Can I Get A Witness?
The Beat (2000) as Frances Robinson in Three Little Words
The Colgate Comedy Hour as Guest on 4/15/1951
The Colgate Comedy Hour as Cameo on 8/7/1955
The Dick Cavett Show as Herself on October 20, 1972
The Ed Sullivan Show as Herself in Edith Piaf / Celeste Holm / Betty Comden & Adolph Green / Pat Suzuki
The Ed Wynn Show as Guest in Celeste Holm
The Eleventh Hour (1962) as Billie Hamilton in How Do I Say I Love You?
The F.B.I. as Flo Clementi in The Executioners (2)
The F.B.I. as Flo Clementi in The Executioners (1)
The Fugitive (1963) as Pearl in Concrete Evidence
The Fugitive (1963) as Flo Hagerman in The Old Man Picked a Lemon
The Jimmy Durante Show as Guest on 11/19/1955
The Jimmy Durante Show as Guest on 11/19/1955
The Love Boat as Guest Star in The Buck Stops Here/ For Better or Worse/Bet On It
The Love Boat as Eva McFarland in The Love Boat II
The Love Boat as Estelle Castlewood in A Good & Faithful Servant/Secret Life of Burl Smith/Tug of War/Designated Lover
The Lux Video Theatre as Katherine Case in The Bargain
The Lux Video Theatre as Miss Prynne in Lost Sunday
The Lux Video Theatre as Margaret Best in Second Sight
The Lux Video Theatre as Eliza in The Pacing Goose
The Mike Douglas Show as Herself on Week of May 11, 1970
The Mike Douglas Show as Herself on May 6, 1971
The Mike Douglas Show as Herself on September 10, 1970
The Mike Douglas Show as Herself on February 2, 1965
The Mike Douglas Show as Herself on April 5, 1973
The Name of the Game as Irene Comdon in The Brass Ring

The Play of the Week as Virginia in A Clearing in the Woods
The Rosie O’Donnell Show as Herself in Show #806
The Streets of San Francisco (1972) as Mrs. Shaninger in Crossfire
The Tonight Show Starring Johnny Carson as Guest in 700525
The United States Steel Hour as Madge Collins in The Bogey Man
The Vic Damone Show as Herself on September 24, 1956
The Virginia Graham Show as Herself on September 4, 1970
Third Watch as Florence in Transformed
Toast of the Town as Herself in The Richard Rodgers Story (Part 2)
Toast of the Town as Herself in Tribute to Rodgers & Hammerstein w/Celeste Holm; John Raitt; Florence Henderson
Toast of the Town as Herself in Eartha Kitt / Celeste Holm / John Raitt / Janis Paige
Touched by an Angel as Hattie Greene in Vengeance Is Mine (1)
Touched by an Angel as Hattie Greene in Promised Land
Touched by an Angel as Hattie Greene in The Road Home (1)
Trapper John, M.D. as Claudia in The Shattered Image
Trapper John, M.D. as Lillie Townsend in Don’t Rain on My Charade

We, The People as Guest Star in Edith Piaf/Celest Holm
What’s My Line? as Mystery Guest in EPISODE #446
What’s My Line? as Guest Panelist in EPISODE #306
What’s My Line? as Mystery Guest in EPISODE #41
Whoopi as Diana in The Squatter
Wonder Woman (1979) as Dolly Tucker in I Do, I Do
Zane Grey Theater as Sarah Kimball in Fugitive

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