Artistas dão apoio à crítica de Jennifer Aniston sobre sexismo na mídia

A atriz Jennifer Aniston

Celebridades de Hollywood estão apoiando a atriz Jennifer Aniston depois que ela publicou um texto na internet criticando os meios de comunicação pela maneira com que eles escrutinam as estrelas femininas.

Melissa McCarthy, Jason Bateman e Olivia Wilde estão entre as celebridades que demonstraram apoio.

“Todo mundo precisa parar de dissecar as mulheres”, disse Melissa McCarthy, de 45 anos, ao “Entertainment Tonight”, depois de declarar que estava “cem mil bilhões por cento” com Jennifer Aniston.

Estrela da antiga série Friends, Jennifer Aniston, de 47 anos, publicou o texto For the record (Para registro, em tradução literal) no site Huffington Post na terça-feira, 12, dizendo que ela estava cansada de ser assediada por fotógrafos e repórteres de tabloides.

“Para registro, eu não estou grávida”, escreveu ela. “O que eu estou é farta. Eu estou farta desse escrutínio, que parece um esporte, e dessa exposição de corpos que ocorre diariamente sob o disfarce de ‘jornalismo’, ‘Primeira Emenda’ e ‘notícias de celebridades’”.

“A objetificação e o escrutínio pelos quais nós fazemos as mulheres passarem é absurdo e perturbador”, escreveu a atriz. Ela disse que “definimos o valor de uma mulher com base no seu estado civil e situação maternal”.

O marido de Jennifer Aniston, o ator Justin Theroux, publicou uma imagem dela na página dele no Instagram com a hashtag #wcw, de “Woman Crush Wednesday” (hashtag usada para expressar a atração ou a admiração por alguém). Ele colocou o link para a carta dela e escreveu: “Esse é somente um dos motivos”.

A atriz, escolhida em abril pela revista People como a mulher mais bonita de 2016, afirmou que escrevia o texto porque “queria participar de uma conversa mais ampla” apesar de não usar redes sociais.

O texto foi curtido no Facebook mais de 27 mil vezes até a tarde desta quarta-feira, 13.

“A maneira pela qual eu sou retratada pela mídia é simplesmente um reflexo de como nós vemos e retratamos as mulheres em geral, medidas em relação a algum padrão distorcido de beleza”, escreveu a atriz.

Estadão-Cultura

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Cannes – E o festival começou!

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É o meu sétimo ano na Croisette e não me lembro de uma sessão de abertura tão fria e desinteressante quanto a que tivemos hoje nesta 66ª edição. Mas como, se é Baz Luhrmann? Vocês já sabem, claro, que ele se arvorou a uma nova versão de O Grande Gatsby, o clássico F. Scott Fitzgerald já filmado em 1974 por Jack Clayton. Pode não ser o melhor dos filmes, mas está na memória o charme, beleza, enfim apelo, do casal central Robert Redford e Mia Farrow. Isso é só um tanto do que falta a essa revisão, em parte por um repetitivo Leonardo di Caprio, agora no papel de Jay Gatsby, e muito mais pela pouco atraente Daisy Buchanan de Carrey Mulligan. Afinal, trata-se de um milionário de novo dinheiro nos anos 20 que constrói um sonho opulento de vida para reconquistar a mulher que na sua idealização ainda pensa existir. Não consegui ver tamanha impressão em Mulligan.

Não deixa de ser um fator importante essa falta de fascínio. Mas aí temos, como em todo o cinema de Luhrmann, a música e aquele excesso de mise-en-scène que pode ter empatia como em Moulin Rouge e Romeu e Julieta, mas aqui retira o filme de um contexto próprio de ascensão e queda de um herói para dar-lhe um tipo hedonista. Sim, os tempos loucos dos anos 20 permitiam os excessos, e Luhrmann até faz sua crítica ao capital selvagem e destrutivo da dignidade humana que alimentava com luxo e riqueza aquele mundo dos ricos, na visão dos trabalhadores miseráveis. Mas como quase tudo ali é puro falseamento a aproximar dois universos díspares, simbólico do passado pobre de Gatsby.

Enfim, o festival só está começando. O Gatsby de Luhrmann passou fora de concurso e a competição começa daqui a pouco com o representante mexicano Heli, de Amat Escalante. Depois a programação prossegue com uma vitrine que só mesmo Cannes costuma promover. Filmes de François Ozon, Jia Zhangke, Asghar Farhadi (do premiado A Separação), Kore-Eda, Despleschin, os irmãos Coen, Valeria Bruni-Tedeschi, atriz em seu terceiro longa na direção, Mahamat-Saleh Haroun, Nicolas Winding Refn, Abdellatif Kechiche, Alexander Payne, James Gray, Polanski… Enfim, tudo isso e mais as paralelas cheias de atrações. Acompanhem por aqui a cobertura, até!

FireShot Screen Capture #113 - 'Cannes – E o festival começou! — CartaCapital' - www_cartacapital_com_br_blogs_orlando-margarido_cannes-2013-e-o-festival-comecou

Flavio Mogadouro-Carta Capital
Quando falta fascínio na personagem, não tem jeito. E olha que no filme Shame essa jovem Carrey Mulligan parecia cumprir bem seu papel. Por último: vontade de estar em Cannes

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