FATIANDO O DEXTER: PERSONAGEM GANHA BOLO EM TAMANHO REAL!

Para celebrar a temporada final de Dexter no Reino Unido, o canal FOX (que exibe o drama do Showtime por lá) encomendou um bolo em tamanho real do nosso querido “serial killer” à artista Annabel de Vettenhttp://www.annabeldevetten.co.uk/Com as mesmas dimensões do ator Michael C. Hall, o bolo demorou 100 horas para ficar pronto. Vejam o resultado:

E aí, alguém ficou desejando um pedacinho? 😛

Fonte: BuzzFeedhttp://www.buzzfeed.com/periwinklejones/dexter-cake-is-deliciously-murderous-adho
http://caldeiraodeseries.blogspot.com.br/2013/07/fatiando-o-dexter-personagem-ganha-bolo.html#more

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Finalmente chegou a 8° temporada de Dexter – 8×01 A Beautiful Day

“Serial Killers não tem inimigos. Todos são uma vítima em potencial.” – Dra. Evelin Vogel

Seria esta a mais perfeita descrição de Dexter? Se sim, estive hoje mais certa de que o serial killer mais amado da América está realmente perto do fim. Dexter, que bom que você voltou, e que falta você fez. Cabe a nós, meros voyers da atribulada vida do analista forense mais perigoso de Miami, aproveitar os últimos 12 relatos desta sanguinária história.

Penso eu que Scott Buck não poderia ter começado com o pé mais direito: afinal a morte de LaGuerta não poderia resolver mais uma vez os problemas de Dex, ao contrário do que o próprio serial killer tinha imaginado. Dexter caçou tanto a confusão na temporada anterior que ela finalmente chegou a ele, e de uma maneira que nem ele imaginava que iria alcançá-lo: através de Deb.

Aliás, quero abrir um parênteses aqui, antes de continuar a review do episódio, para saudar a maravilhosa e impecável atuação de Jennifer Carpenter neste caótico episódio da season finale. A atriz, que já andava merecendo um Emmy há algumas temporadas, deixou qualquer interpretação deste episódio no chão (inclusive a de Michael C.Hall, sempre impecável). Carpenter hoje, para mim, mereceu um Oscar. Ela desconstruiu uma Debra que amávamos (ou amávamos odiar) de tal maneira que, ao menos na minha opinião, deu medo. Medo porque acho que nunca imaginei que Deb poderia chegar num patamar tão baixo, com drogas, armas e bebidas, mas mais ainda, porque nunca acreditei que ela conseguiria odiar Dexter. E se este ódio realmente existe, a situação é muito preocupante para o serial killer e, porque não, para nós também.

Deb desconstruida, e perigosa?

Voltando ao episódio, acho que foi interessante nos mostrar como os irmãos Morgan respondem de maneiras diferentes ao ocorrido na season finale da 7ª temporada. Dexter, como ocorreu após a morte de Doakes, sentiu que havia renascido das trevas (dai o título “A Beautiful Day”), afinal sem Maria e sem James na sua cola ele poderia voltar a fazer o que mais sabe: matar para “controlar seu caos”. O vemos voltando ao grupo de boliche, treinando o time de futebol de Harrison e até arrumando alguns romances ocasionais (sem é claro esquecer de Hannah). Ele sabia que Deb estava mal, só não sabia que ela estava tão mal. E para Dex sua irmã sempre foi uma espécie de porto seguro, a quem ele sempre podia recorrer em qualquer situação. A ausência dela, e mais, as palavras que saíram de sua boca (“eu atirei na pessoa errada naquele trailler”) doeram no nosso analista forense, e doeram tanto que, logo em seguida, Dexter se perdeu: agrediu um homem em uma briga de trânsito, foi rude com Batista sobre a situação de LaGuerta, e, a pior de suas atitudes, colocou seu próprio filho em perigo. E além de tudo isto, ele ainda provou que sua presença é extremamente prejudicial para sua irmã, colocando-a, mais uma vez, como cúmplice de um crime. Eu vi um Dexter caótico no final deste episódio, e ao meu ver, a tendência é só piorar.

“Sou eu que estou perdido. Uma pessoa melhor deixaria ela ir, mas eu não sei como. Sem ela eu não sei quem eu sou mais.” – Dexter

Seria Harrison mais uma vítima das irresponsabilidades de Dex?

Gostaria de ressaltar um ponto altamente positivo do episódio que foi a presença da Dra Evelin Vogel no enredo que embalará esta temporada. Eu gosto de ameaças ao Dexter, mas esta mulher ainda não mostrou ao que veio e porque ela procura o serial killer. A revelação sobre o código de Harry no final do episódio deixou um gancho excelente para a participação da mesma nos próximos que irão por vir e, pelas cenas exibidas junto com os créditos, podemos saber que a situação só piora para Dex.

Junto com ela me agrada que Quinn parece que, finalmente, terá alguma relevância para a série (aquele plot na 5ª temporada não me convenceu que ele era um personagem importante), espero também um Batista com sede de vingança pela morte de Maria LaGuerta e uma Jamie menos inocente em relação ao pai de Harrison. De Massuka ainda não sei o que esperar, além das piadinhas sexualmente incorretas. Só sei que, no final das contas, por mais que meu coração sempre torça para que Dexter saia ileso, eu quero uma temporada que retire o máximo das atuações de Hall e Carpenter, mesmo que eu tenha que sofrer no final.

Dexter e Vogel: há algo muito estranho por ai.

Observações:

*Ponto positivo para a fotografia do episódio: jogos de câmera espetaculares, lembrando o porquê esta série é tão especial.

*Que saudade que eu estava da abertura de Dexter. Até parei para ver (e escutar) todas as cenas. Épica.

*Fuckingpassword. Dexter conhece a irmã de maneira suficiente para saber a sua senha favorita.

*MCH me faz chorar com suas atuações. Ele sempre se supera. É um mito. E Carpenter, novamente, digna de Oscar.

*Jesus F****** Christ Dexter! Eu juro que estava com saudade da boca suja de Deb.

Até semana que vem!

Escrito por Marina Sousa-Apaixonados Por Series- em 1 de julho de 2013 |

Dexter_Review 7×3 – Buck the System


Eu ainda me lembro das promos e notícias da 5° temporada (ou seria da 6°?), nas quais os produtores afirmavam que Dexter voltaria a ser o que era na 1° temporada. Eles prometiam que Dexter voltaria às origens, mas não foi o que eu observei.
Não é segredo para ninguém que até então minha temporada preferida foi a 1°. Porém, diferentemente do que eu possa transparecer, não é apenas por causa do digníssimo Ice Truck Killer. A primeira temporada é a que me mais chama atenção por ser muito introspectiva, explorar pouco os personagens coadjuvantes e por propor-se a mostrar os conflitos de Dexter, mais que qualquer outra coisa. Okay, Gabriel, mas por que você está falando da primeira temporada? Esta sétima temporada está me fazendo sentir como eu me sentia ao assistir à primeira. Buck the System foi um episódio muito bom! Nota 9, ou 8,5 talvez?

O começo do episódio foi de tirar o fôlego. Mesmo sabendo que os assassinatos impulsivos eram frutos da imaginação capciosa do nosso serial killer, ainda sim eu não pude evitar os sustos. As cenas foram muito bem feitas, e segredinho ~eu sempre tive vontade de ver o Masuka morrendo~, mas ele é um personagem que faria falta.
Antes que eu foque em “Debxter”, gostaria de pedir para vocês exporem suas teorias sobre Quinn e a máfia Russa. Vocês acham que a stripper realmente está a fim dele ou foi apenas um plano astuto para conseguir informações sobre Viktor? Vou explicar minha dúvida:
1) teoricamente o intuito de a Nadia se aproximar do Quinn era conseguir mais informações sobre Viktor. 2) A máfia já descobriu que Viktor está morto, e eles devem ter quase certeza de que foi o Dexter o autor do crime.
Agora entra minha dúvida: como vai ficar a relação do Quinn com a Nadia? Se a máfia já descobriu o que queria, qual o propósito em os produtores terem feito essa aproximação da moça linda com o caveirudo Quinn? Não consegui achar resposta ainda.

A única coisa boa na LaGuerta é a sua imprevisibilidade (e não estou sendo irônico!). No 6×12 ela apoia a Deb na busca por Travis nos arranha-céus de Miami, mesmo gerando gastos no departamento e não resultando na captura do Doomsday Killer. Outros vários momentos ela se mostra apenas uma cadela recalcada (no sentido comum da palavra). Sobre isso, achei bacana ela ter sido racional com a Deb. Outra coisa que gostei, foi ela ter sido bem usada para refletir algo na trama principal, prova disso foi a tenente ter perguntado “se você soubesse que tem um assassino aí for, e pudesse fazer algo para impedi-lo antes que ele matasse de novo, você o deixaria ir?” e ter recebido “nós somos policiais, Deb, nós seguimos a lei” como resposta.
Não consigo esconder minha surpresa e frustração quanto à morte de Louis. Pra mim esse foi o ponto baixo do episódio e, talvez, da temporada. Quando, na review passada, eu disse que os produtores não sabem trabalhar com muitos personagens e muitas tramas paralelas, a morte de Louis vem como prova disso. Assim como o sumiço da psicóloga e do quero-dar-pro-Dexter da Deb, o caso da Santa Mierda e a entrada e saída rápida do Mike Anderson.
Os verdadeiros psicopatas são os produtores [risos], nos iludem nas promos e nas histórias secundárias, mas as deixam de lado, acabando com nossa esperança. Eu me sinto frustrado quanto ao Louis, esperava muito mais da parte dele! Ainda mais depois do “breakdown” do episódio. Louis se mostrava perfeccionista obsessivo por várias coisas, claramente tinha baixa tolerância à frustração e era muito inteligente. Poderia ser um “adversário” para o Dexter que não fosse um assassino! Seria muito interessante para a série. Uma pena ter acabado dessa maneira. Ou será que não acabou? Porque afinal de contas, sua morte aconteceu no Slice of Life, e o Louis falou que Dexter estava “ferrando com ele”.
O descontrole de Dexter com o John Lennon foi ótimo! Gostei bastante também do modus operandi do Speltzer. Gostaria de ter visto a explicação para a Deb estar na casa do assassino e sobre como tudo acontece. Não estou dizendo que não tem explicação, só digo que queria ter visto como eles lidaram com isso. Assim como eu gostaria de ter visto explicação para Dexter ter ido morar com a Deb e o Harrison ter subitamente sumido. Eu sei que podemos inferir que o pequeno está com a Jamie, mas para mim isso não basta. Falando nisso, cadê o pimpolho loirinho?

Deb está se mostrando uma personagem volúvel e demanda crescimento rápido e constante. Não foi diferente este episódio, aparentemente ela passou para outro nível de entendimento sobre o dark passenger. Talvez nos próximos episódios encontremos alguma situação que demande que a Deb escolha salvar Dexter em detrimento de seguir as leis. Não tenho ideia de como vai ser.
OU TALVEZ (minha teoria), Dexter lide com ela da maneira que funcionou com Harry. Inicialmente Harry visava curá-lo, mas certamente não se empenhou muito nisso. Quando teve necessidade, Harry viu que poderia usar Dexter para tirar o lixo da sociedade, iniciando suas matanças em série com a enfermeira. Talvez Deb se veja numa situação que ela precise da ajuda do lab geek e aceite o estilo de vida do Dexter. O que vocês acham?
Talvez não seja assim que se encaminhe a temporada, mas este episódio já deu bons indícios de que isso é possível. Dexter expos Deb às contingências que ele vive, isto é, ele parou de contar o que ele faz com os assassinos, como ele faz e o porquê de ele fazer. Agora ele está fazendo com que a Deb viva a vida que ele vive, dessa forma ela pode entender melhor o que de fato acontece com ele.

(Sobre a Hannah, CASA COMIGO, SUA LINDA!)

E vocês, o que acharam do episódio? Não deixe de comentar!

Obs.: desculpem os possíveis erros de concordância e continuidade no texto. Eu estudo e trabalho e faço as reviews, e enfim… paciência comigo, por favor haha (:

Die die, Dexterous!

@Gabrielbarros42-Dexter Brasil

Dexter 7×01: “Are you…?”


[Atenção: grandes SPOILERS a seguir!] Todos nós temos escondemos alguma coisa. Alguns segredos são mais leves, outros podem nos expor de tal maneira que o protegemos ao máximo. Com o Dexter não é diferente, e neste começo de temporada vimos o “serial killer” fazendo de tudo para não perder a cabeça e não deixar que seu “Dark Passenger” fosse totalmente descoberto. Acontece que dessa vez a situação saiu mesmo do seu controle.

Do momento em que flagrou o irmão matando o Travis até os segundos finais do episódio, Deb não parou de fazer perguntas! Ela questionou tudo, e parecia que o Dexter tinha todas as falsas respostas na ponta da língua para evitar que sua irmã enxergasse a verdade por traz das mentiras que estava contando. Mesmo com um excelente “jogo de cintura”, o Dexter ficou preocupado com o fato de a Deb ter visto do que ele é capaz. Sua intenção era fazê-la acreditar que aquilo havia sido um deslize, que nunca tinha acontecido antes.

Para lidar com a situação, nada melhor do que passar o tempo com o que mais lhe acalma: matar! Ele aproveitou o assassino do detetive Mike para praticar seu hobby, acreditando que no fim do tudo tudo iria terminar bem. Acontece que a Debra não parou de pensar um segundo sequer no que aconteceu, e esses questionamentos levantaram suspeitas que estavam enterradas em sua mente e ela nem sabia — fruto do dia em que foi parar na mesa do Brian, o irmão biológico e também serial killer do Dexter. No fim, a Debra já tinha desvendado tudo, e surpreendeu o irmão com a pergunta “Você é…?”. O Dexter não teve mais como mentir… Ele admitiu ser um assassino em série. Wow!

Os flashbacks mostraram que o Dexter quis contar para sua irmã seu segredo quando eram crianças, mas seu pai lhe traumatizou dizendo que se um dia a Deb soubesse da verdade, ele acabaria perdendo-a. Será que é isso que vai acontecer agora? Será que a Debra vai deixar seu lado Tenente falar mais algo do que o fato de se tratar do seu amado irmão? Certamente ela não irá entregar o Dexter agora, pois estamos apenas começando a temporada, então ficamos com a opção dela tentar absorver tudo e procurar ajudar o irmão de alguma forma — talvez o salvando do seu lado sombrio. Confesso que já estava achando que os roteiristas iam manter a Deb no escuro por mais um tempo, e fiquei animado com a reviravolta final.

Enquanto isso, o Departamento de Miami já está focando na investigação do assassinato do Mike — nem me importei com a morte do personagem, tendo em vista que mal tivemos oportunidade de conhecê-lo. Mas tem coisas rolando por lá que podem complicar a vida do Dexter… A LaGuerta encontrou a amostra de sangue que o Dexter colheu do Travis e isso promete se tornar uma grande dor de cabeça para o serial killer em breve. Será que ela vai virar “o novo Doakes”? Se sim, já prevejo ela tendo o mesmo destino do falecido amigo. Sem falar que ainda temos o Louis rondando o Dexter, mexendo nas suas coisas e cancelado seus cartões de crédito (!)… Não faço ideia do que ele pretende, só sei que vai ser mais alguém pro Dexter eliminar para proteger sua vida dupla.

Estava gostando o episódio, mas o final me fez adorá-lo. Achei legal a pegadinha que os roteiristas tentaram pregar ao iniciar o episódio com o Dexter “em fuga”. Mas toda a cena da “caça à vítima (aka Viktor)” na sala de embargue do aeroporto me pareceu forçada demais… Sem falar que o Dexter correu um grande risco ao agir ali. Será que não tem nenhuma câmera por lá?! Só o que falta é o Dexter ficar descuidado agora, pois ele já tem complicações demais vindo em sua direção — ok, quanto mais, melho. Vamos ver como a temporada se desenrola… Mas já começou no lucro, pois só esse episódio foi melhor que a temporada passada inteira!

E mais:
O ator Ray Stevenson (Rome) apareceu rapidamente como Isaac, um dos chefões da máfia ucraniana. Certamente o fato de o Dexter ter matado o Viktor irá atrair Isaac para Miami, e só Deus (e os roteiristas) sabem o que poderá sair daí — Dexter Vs. Máfia?
Nada da Yvonne Strahovski (Chuck) neste primeiro episódio… Estou curioso para ver como ela será introduzida na série e como seu arco será desenvolvido. Espero que ela não seja uma nova Lumen.
O Angel e o Quinn fizeram as pazes… Who cares?
Estou com os cruzando os dedos para que aquela história de romance entre a Deb e o Dexter seja deixada de lado… Mas como fizeram questão de relembrar isso no “Anteriormente em…”, estou certo de que em algum momento o plot virá à tona novamente. =/
Alguém mais acha estranho que demorou tanto tempo pra Deb descobrir que o Dexter não trabalhava até tarde? Sei lá, tudo bem que ela nunca teve motivo pra desconfiar, mas essa “pista” sempre esteve tão na cara! rs
E vocês, gostaram da estreia da 7ª temporada? Comentem!

Acesse o Artigo Original: http://caldeiraodeseries.blogspot.com/2012/10/dexter-7×01-are-you.html#ixzz28BSELfbF

Yvonne Strahovski revela detalhes sobre seu papel em Dexter

Como dito antes, Yvonne Strahovski estará no elenco de Dexter na 7ª temporada. A atriz falou sobre seu novo papel durante o “Australian Breakthrough Awards”.
 

“Me sinto muito sortuda por ter vindo de “Chuck”, depois ir direto para um filme, “I, Frankenstein”, e então para algo completamente diferente de novo com “Dexter”. Dexter é respeitado pela qualidade do trabalho que os atores e escritores, e todo mundo, dá a este programa”, ela continuou elogiando a serie que agora chama de lar. “É realmente muito bom fazer parte de algo que é tão celebrado nesta industria.”
Yvonne também disse que seu personagem, Hannah McKay, é “uma mulher que é assombrada por seu passado, e se envolve em resolver um assassinato através de Dexter.” E porque exatamente ela é tão bondosa em ajudar nesta investigação? Strahovski ri, “É um mistério que eu não posso revelar!”


Dexter-Yvonne Strahovski atriz de Chuck entra para o elenco da 7°temporada


A 7ª temporada de Dexter acaba de ficar mais interessante! A bela atriz Yvonne Strahovski, que por cinco temporadas viveu a agente Sarah na série Chuck (NBC), acaba de ser anunciada como a mais nova integrante do elenco da próxima temporada do drama do Showtime, que tem estreia marcada para o dia 30 de setembro, nos EUA.
Yvonne participará de um arco composto por vários episódios, e dará vida a Hannah McKay, uma mulher independente e forte com um passado que ela se esforça para deixar enterrado. Porém, por conta de alguns acontecimentos, o Departamento de Polícia de Miami precisará contar com a colaboração de Hannah na solução de alguns casos, forçando-a a ter que lidar seus segredos. Parece ser um personagem promissor, não? Será que ela é apenas uma vítima traumatizada ou mais um membro do “time do Dexter”?

Além da loira (se é que ela aparecerá loira, né?), já foram anunciadas as participações especiais de Jason GedrickRay Stevenson e Katia Winter na 7ª temporada.

Tudo muito bom, mas… O que todos querem ver mesmo é a repercussão do grande “cliffhanger” do final da 6ª temporada, né? O site TV Guide até já divulgou a primeira foto da nova temporada que mostra exatamente o grande confronto

O Dexter que há em cada um de nós

“Todos escondem quem são pelo menos parte do tempo. Às vezes, você enterra essa parte de si mesmo tão fundo, que precisa ser lembrado de que ela está lá. E, às vezes, você só quer esquecer quem você é de verdade.” (Dexter Morgan)

Passamos a vida usando máscaras. Trocamos de máscara várias vezes ao dia, milhões de vezes ao longo de uma vida. Não é fingimento, mas papéis que precisamos desempenhar ainda que não estejamos com vontade, passes para transitar no mundo e fazer nossas conquistas pessoais. Na reunião de trabalho usamos a máscara da mulher provedora. Se a demanda for pela mãe afetiva, ajudamos o filhote com o dever da escola, ou ralhamos com ele para que tome seu leite pela manhã, ou o deixamos no curso de inglês. Em algum momento chega a hora de dar vida à mulher que precisa manter a forma apesar de tudo: na academia de ginástica, ioga, pilatis ou seja lá o que for. Se houver marido, há o momento esposa, cafuné num pescoço cansado, ouvir novidades ou queixumes, falar se houver oportunidade. Se a vida estiver saudável, invariavelmente entra em cena a mulher fatal, em nome de suas próprias demandas e desejos e/ou para manter acesa a chama de uma relação. Se há um namorado, o papel tem outras nuances, mas permanece a necessidade de colocar na linha de frente a mulher atraente, desejável. As máscaras servem para mostrar o melhor de nós, dependendo da necessidade. Mas e o pior de cada um de nós, pra onde vai?

O pior, de preferência, só a gente conhece. E transparece, às vezes, sem querer, em pequenos delitos diários, no trânsito, em pensamentos e desejos mórbidos que nos tomam de assalto, durante brigas em que perdemos o controle, diante do terapeuta que desvenda nosso lado inconfessável.  Certo dia aluguei na locadora a série Dexter, produção norte-americana indicada por uma amiga jornalista aficionada por séries televisivas. Alguns episódios depois, fui arrebatada pela história de um serial killer cheio de métodos cruéis e sanguinários, que durante o dia usa a máscara do perito em sangue que trabalha para a polícia de Miami, é um namorado atencioso, um irmão carinhoso. Sua história de vida tão surpreendente e triste e sua predileção por aniquilar apenas pessoas más, que “merecem morrer”, nos comovem ao mesmo tempo em que horrorizam. De alguma forma, Dexter nos põe em contato com um instinto natural de todos nós: fazer justiça com as próprias mãos, eliminando da terra as pessoas que não consideramos merecedoras de um lugar nessa terra.

Dexter personifica o ser humano maltratado pelo destino, que parece ter adquirido o direito de viver – ainda que silenciosamente – sua persona cruel e oculta, e ser aceito. Mas ele é aceito, assim, com seu lado sombrio, não pelos que o rodeiam, claro – que não conhecem sua verdadeira identidade – mas pelo telespectador que o assiste e o conhece verdadeiramente. Um justiceiro que comove porque carrega consigo um trauma de infância de proporções inenarráveis. Passei os primeiros 12 episódios da série dividida entre a simpatia e o horror. E chego à conclusão de que Dexter toca porque também nós somos animais domesticados, contidos numa espécie de rotina que nos controla e evita que nos deixemos levar por um imenso potencial para o delito. Guardadas as devidas proporções, claro.

Somos seres humanos que bailam a dança da aceitação, tentando ser amados e aceitos, o tempo todo: nas nossas carreiras, pelos nossos parceiros, filhos, parentes, amigos. Lutamos incessantemente, usando nossas máscaras para ter um lugar no mundo. Buscamos rótulos e mais rótulos para obter aprovação: a filha estudiosa, a pessoa honesta, a profissional dedicada, a mãe protetora, a namorada sexy, a patroa compreensiva. Nossos desejos de chutar o balde nos confundem e precisam ser reprimidos, controlados, escondidos em caixinhas que guardamos em compartimentos bem disfarçados. Mexemos neles de vez em quando, mas aprendemos a reprimi-los cuidadosamente, através da terapia, da meditação, da ioga, e por aí vai. Volta e meia, explodimos sem saber bem porque, culpamos a TPM, o trabalho, o stress, a fechada no trânsito, a noite mal dormida, a doença de um parente, a fila do supermercado.

Nosso herói, Dexter, foi talhado para ser um louco mais “aceitável” na TV: um serial killer com uma história triste, bem apessoado, que mata apenas “quem merece”. Uma “besta adorável”. Uma espécie de divindade dos tempos modernos, com poder de aniquilar quem sai da linha – o que segundo seus princípios é fazer justiça ao manter o mundo livre de canalhas e psicopatas. Como coloquei, guardadas as devidas proporções, Dexter é nosso alter-ego, nosso “self” escancarado e vivido intensamente, ainda que apenas durante uma parte do dia. À noite, ao aniquilar pessoas, ele ganha forças e entusiasmo para viver sua máscara de bom moço durante o dia. Por linhas meio tortas, Dexter nos aponta um caminho interessante para este dilema existencial que é tentar disfarçar o tempo todo nossas imperfeições e inseguranças: a possibilidade de fazer amizade com o monstrinho que nos habita. Metaforicamente, claro. Seja qual for o monstrinho, ele certamente é o que nos revela imperfeitos, inseguros, até mesmo cruéis. Entrar em contato com ele e reconhecê-lo pode ser libertador e reconfortante. Uma carta de alforria merecida, um perdão sem penitência alguma. Que pode até mesmo nos fazer botar de molho de vez algumas das máscaras que usamos, sem medo que o mundo nos enxergue como realmente somos: pessoas comuns, com defeitos, medos, oscilações de humor, manias, preguiça, desejos descabidos, sonhos, limites de paciência e tolerância, limites de sabedoria e conhecimento.  O que me lembra uma frase da escritora Inês Pedrosa, que eu gosto bastante, que reconhece sua “sombra” com dignidade: “Enfrentando a imperfeição, aprendi a perdoar. Olho para a raiz das ações, e concluo que também eu podia ter cometido. A pior delas.”

Texto escrito por: Claudia Penteado
Fonte: Mulher 7 por 7 – Revista Época
Dica de: @mari_fnandes

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