Arrow 2×04: “Crucible”

 

 

Viver não é para os fracos.

Muita gente já sabia, outros apenas suspeitavam (meu caso). Arrow não perdeu muito tempo e resolveu o mistério sobre a identidade da Canário Negro. E sim, ela é Sara Lance, a irmã de Laurel e filha de Quentin que foi dada como morta durante o naufrágio do Gambit. Isso explica o interesse dela em proteger a Laurel no episódio passado. Interesse este que a esperta Felicity sacou facinho, e desse momento em diante ficou claro que Sara era a Vigilante mascarada de Starling City!

A revelação da identidade da Canário não teve tanto impacto, pelo menos pra mim, que já tinha quase certeza de que era a irmã da Laurel por baixo daquela máscara. Mas a surpresa ficou pela explicação do Oliver quanto a sobrevivência da moça ao naufrágio… Desde que voltou a Starling City, Oliver fez todos acreditarem que Sara morreu afogada. Porém, ele a reencontrou um ano depois de sua estadia na ilha, e neste segundo encontro ela já se mostrava uma pessoa totalmente diferente. O que aconteceu a ela? Como ela se juntou ao pessoal do navio? Isso os flashbacks ainda terão que mostrar.

É legal ver a Sara voltando a trama, já que o nome dela sempre se fez tão presente. Mas essa do Oliver ter escondido que Sara havia sobrevivido me pareceu um pouco de “forçação” dos roteiristas para encaixar a personagem na trama. Ok, faz sentindo o Oliver optar por deixar a família da Sara acreditar que ela morreu afogada ao invés de dizer que ela se tornou uma “carrasca” num navio cheio de “gente boa”. Mas, sei lá, pra mim teria sido mais interessante se Oliver e Sara não tivesse se reencontrado até aquele momento no topo de um prédio, no qual ele a impediu de “bater suas asinhas” e fugir. Tudo bem que ele acreditava que ela havia morrido, mas parece que incluíram um encontro prévio só para que a Sara também pudesse aparecer nos flashbacks… =/

Ah, e para quem estranhou a atriz, ela não é a mesma que interpretou a Sara Lance na primeira temporada. Isso também “quebrou” o impacto do momento — não que eu lembrasse da cara da primeira Sara, mas sabia que não era a que estávamos vendo agora. Até refilmaram a sequência do naufrágio com a nova atriz para não ficar mais evidente a troca quando o momento fosse lembrado por Oliver novamente! E como a nova Sara é loirinha da silva, tá explicado porque boraram umas mechas loiras no cabelo da Laurel nesta temporada! 😛

Tá cedo pra isso acontecer, eu acho, mas já dá até pra imaginar o que poderia fazer com que a Laurel se tornasse a Canário Negro um dia: Sara morrer (de vez) e ela querer dar continuidade ao trabalho da irmã. Enquanto essa dia não chega, temos que lidar com uma Laurel se afogando na bebida para suportar a culpa que carrega pela morte do ex namorado e o trauma pelo seu sequestro do episódio anterior — engraçado como ela se refere a ela como namorado quando, na verdade, eles já tinham terminado quando o terremoto aconteceu. Não sei como os roteiristas conseguem, mas a Laurel está ficando mais “chata” a cada episódio.

Não sei como vai funcionar a dinâmica entre o Arrow e a Canário Negro, mas foi legal vê-los lutando lado a lado contra os bandidos de Starling City. A química dos dois é boa, tanto que rola até uma troca de armas pra fazer “gracinha”. Se a parceria continuar e se tornar tão presente, imagino que Oliver não vá mais precisar tanto da ajuda do Diggle e da Felicity em campo… Hm, não sei bem se isso seria uma boa, mas, veremos.

Enquanto isso, Roy, aka ajudante de Vigilante, ganhou um plot mais interessante, graças a presença da Cin. Ao ser baleada durante uma ação do Prefeito (curioso, já que a atriz fazia uma personagem chamada “Bullet”/bala, em The Killing!), Cindy despertou um senso de proteção em Roy, talvez porque ela se identifique com o fato dela ser ajudante da Vigilante #2 da cidade. Como a Thea não sabe disso, ela apenas se mantêm por perto do namorado. E isso já foi o bastante para o casal se tornar mais interessante na trama — qualquer coisa é melhor do que as “DRs” que eles têm!

Outra grande revelação que o episódio fez foi quanto ao, aparentemente bom camarada, Sebastian Blood. Como sabia que o personagem tinha o mesmo nome de um vilão do universo DC, imaginava que no futuro ele revelaria um “dark side”. Porém, a série parece querer não perder muito tempo mostrando uma posição transformações do personagem e já o mostrou como Brother Blood, o mais novo inimigo do Arrow — que me lembrou o Espatalho, dos filmes do Batman de Christopher Nolan. O que o Brother Blood está planejando? Quais são os efeitos que a vacina milagrosa deveria causar? Estou curioso para desobrir mais sobre o personagem.

Por fim, os flashbacks ganharam um novo ar agora que Oliver está preso no Amazo. Ainda não sabemos o que aconteceu a Shado e ao Slade, mas como Sara perguntou pelo amigo de Oliver quando eles se reencontraram no presente, é certo que ela e Slade se conheceram no passado — portanto, ele não morreu naquele ataque.

E mais:

  • Estou ansioso por mais informações sobre a Liga dos Assassinos. Será que ainda vai demorar muito para Ra’s Al Ghul dar as caras na série?!
  • Até agora a personagem da Summer Glau não se destacou… Espero que Isobel não seja apenas uma pedra no sapato do Oliver para assuntos de negócio. Gostaria que ela tivesse mais interferência na trama do que isso. Talvez ainda seja cedo… Vemos esperar.
  • Foi legal ver o Diggle agindo pelas beiradas, mas prefiro vê-lo interagindo mais com o Oliver e ajudando nas missões. E, por favor, nem todo personagem precisa de uma vida amorosa!
  • Sara de Canário é totalmente “bad ass”, mas sem máscara… Hm, putz, acho que chatisse é herança de família (ok, Quentin, você tá bem melhor agora!). E só eu acho que a atriz fica fazendo cara de brava o tempo todo? Ela fala fazendo biquinho com a boca! 😛
  • Hm, prestaram atenção na reportagem sobre o laboratório S.T.A.R., que falava sobre um acelerador de partículas? Isso tá me cheirando a Flash! 😀

Gostei do episódio. Arrow continua mostrando um grande progresso em seu segundo ano, tanto no roteiro quanto no desenvolvimento dos arcos principais. E devemos reconhecer o esforço da série para criar surpresas e reviravoltas interessantes — mesmo que elas nem sempre saiam como esperado.

Acesse o Artigo Original: http://caldeiraodeseries.blogspot.com/2013/11/arrow-2×04-crucible.html#ixzz2jXhevWyQ

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Destaques da semana: Sherlock manda recado ao governo britânico, Michael Scofield foge do armário e mais…

 

Benedict Cumberbatch, mais conhecido como Sherlock, aproveitou a presença da imprensa e de curiosos no set de sua série do canal BBC para mandar um recado ao governo britânico. Com frases escritas em folhas de papel, o ator exercitou seu lado político e criticou a detenção do parceiro do jornalista Glenn Greenwald em Londres, caso que ganhou repercussão internacional no começo da semana.

A recado que Benedict passou foi o seguinte (em tradução livre):

“Perguntas que temos o direito de perguntar numa democracia – Cameron, Theresa May, GCHQ, professores, pais, uns aos outros… Discos rígidos quebrados, jornalistas detidos em aeroportos… Democracia? Restrição prévia com base na Lei de Combate ao Terrorismo — é esta a erosão das liberdades civis ganhando a guerra contra o terror? O que eles não querem que você saiba? E como eles sabem? A exposição de suas técnicas causam uma ameaça à nossa segurança ou apenas causa-lhes constrangimento?”

Boa, Sherlock!

Acesse o Artigo Original: http://caldeiraodeseries.blogspot.com/2013/08/sherlock-manda-recado-scofield-sai-do-armario-noticias.html#ixzz2cxocHStu

Arrow 1×01: Pilot_A série mais esperada da Fall Season 2012.

Desde que os críticos de TV americanos tiveram acesso ao Piloto e mais alguns episódios iniciais de Arrow, uma comoção geral se instalou. A série da CW, emissora pequena e geralmente tratada como responsável por produções de gosto duvidoso, impressionou e foi tachada de “melhor estreia da Fall Season”.
Teve quem duvidasse completamente e lançasse mão da máxima de que as opiniões foram compradas pela DC Comics, responsável pela publicação que dá origem à série, mas verdade seja dita, o material promocional de Arrow já denotava algumas qualidades da produção que apenas precisavam de confirmação. Quatro minutos são muito diferentes de quarenta, convenhamos.
Sendo assim, a curiosidade para ver Arrow aumentou e a série apresenta uma Series Premiere que é sim, muito boa. Se essa é a grande estreia do ano, apenas os próximos episódios poderão confirmar, mas o caminho certo para isso está traçado. Vale dizer que, como nunca tive contato com as HQ’s e sei nada sobre o personagem já conhecido por muitos, a opinião sobre o Piloto é completamente livre de comparações. Apenas o produto televisivo está em foco.

Não há como negar que a história é sim, interessante e as primeiras impressões sobre a transformação de Oliver Queen (Stephen Amell), de playboy a vingador encapuzado, são as melhores. Pelo menos nesse inicio tudo é desenvolvido a contento, sem tirar do espectador o prazer da curiosidade. Um pequeno defeito estaria na edição que poderia ser mais ágil e tornar o episódio mais “alucinante” por assim dizer. A sensação é a de que tudo acontece na maior calma, muito embora, haja novos fatos e informações a todo o momento.
As cenas de ação são boas, os efeitos necessários para a trajetória das flechadas também têm qualidade e, no fim das contas, somando-se tudo isso ao elenco que dá conta do recado muito bem, Arrow se transforma numa produção de potencial. Isso porque nem citei o fato de que, depois do fim de Smallville, ficou aberta a vaga para uma boa série com temática de herói. Arrow parece estar estreando na hora certa.

A premissa de Arrow é a seguinte: Cinco anos após sofrer um acidente de barco em que perdeu o pai, o bilionário Oliver Queen é resgatado de uma remota ilha do Pacífico, onde, ao longo do tempo, ele se transformou numa verdadeira máquina de matar, com habilidades incríveis de combate e no uso de arco e flecha. Sua missão é consertar todos os erros cometidos pelo pai (que se suicida para que o filho tenha uma chance) e, de certa forma, fazer justiça. Para isso, Oliver vai se aproveitar de sua má fama de menino mimado e despistar seus inimigos e a polícia.
Com uso de verde e da roupa com capuz, a referência a Robin Hood é bem obvia. Além do mais, em sua primeira missão, Oliver tenta ser bacana com um dos figurões de Starling City, pedindo “gentilmente” que ele devolva muitos milhões de dólares para as pessoas que haviam sido prejudicadas por ele, mas a coisa não funciona muito bem “pedindo com educação” e é assim que Arrow invade a cena e redistribui a renda com seu jeitinho peculiar. Aliás, peculiar é a palavra certa para descrever a saúde de Stephen Amell, que é o tipo de cara que pode fazer cenas desnudas sem o menor problema. A boa forma do moço é, inclusive, um grande atrativo, mas Arrow não se apoia apenas nisso, apesar da exposição que rola em alguns momentos (para nossa alegria!).

Dentre os demais personagens temos Moira, a mãe de Oliver, que de boazinha não tem nada, Thea (Willa Holland) a irmã traumatizada e envolvida com drogas, Tommy (Collin Donnell) o melhor amigo boa vida , Laurel Lance (Katie Cassidy) a ex-namorada que ainda sofre com a morte da irmã e a traição de Oliver, John Diggle (David Ramsey) o segurança que só leva balão de Oliver e Quentin Lance (Paul Blackthorne) o detetive, pai de Laurel, que investiga a aparição de um vingador de capuz.
Arrow é baseada numa HQ homônima, publicada pela DC Comics. A equipe de produtores Greg Berlanti (“Green Lantern,” “Brothers & Sisters”), Marc Guggenheim (“FlashForward,” “Eli Stone”), Andrew Kreisberg (“Warehouse 13,” “The Vampire Diaries”) e David Nutter (“Smallville,” “Supernatural,” “Game of Thrones”). Melissa Kellner Berman (“Eli Stone,” “Dirty Sexy Money”) é co-produtora. O Piloto foi dirigido por David Nutter, com adaptação de Andrew Kreisberg & Marc Guggenheim e história escrita por Greg Berlanti & Marc Guggenheim.
P.S* Arrow não perde o charme e faz piadas sobre Lost e Crepúsculo. Sensacional!
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