Atriz que faz Arya em “Game of Thrones” comenta confronto do 8º episódio

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ALERTA: O TEXTO ABAIXO PODE CONTER SPOILERS DA SEXTA TEMPORADA DE “GAME OF THRONES”. NÃO LEIA SE NÃO QUER SABER O QUE ACONTECE

A atriz Maisie Williams, a Arya de “Game of Thrones”, falou sobre a luta de sua personagem com a Criança Abandonada (Waif, no original em inglês), um dos momentos mais esperados do oitavo episódio da série, que foi ao ar no último domingo (12).

O destino de Arya era alvo de especulações dos fãs desde o final do sétimo episódio, no qual a personagem aparecia sangrando após ser esfaqueada várias vezes pela rival. E, segundo Maisie, a cena foi concebida especialmente para deixar os espectadores aflitos.

“Queríamos que as pessoas pensassem que poderia ser o fim, ou o começo do fim”, afirmou ela à revista “Entertainment Weekly”. “Talvez a ferida dela fosse infeccionar – como o Cão. Nós fizemos várias tomadas dela emergindo da água após ela ter sido esfaqueada. Eu tinha ido a um festival de música, então não dormi nada o fim de semana inteiro. E logo estava pulando no mar irlandês. Foi um dia doido. Nós fizemos várias tomadas diferentes. Nós queríamos que fosse uma cena realmente frenética e aterrorizante”.

A atriz ainda destacou que a sequência foi um dos poucos momentos em que Arya mostrou suas reais emoções. “Arya não aparecia emotiva há muito tempo e nós queríamos trazer essas emoções. Quando você está em uma série que está no ar há muito tempo, você tem que dar luz e sombra [ao personagem]. É a primeira vez que ela pensa que não vai sobreviver e isso é assustador. Ela acaba com a vida das pessoas como se não houvesse amanhã, mas quando isso finalmente está acontecendo com ela, ela fica muito assustada. Ela tem muito medo de morrer. Ela tem mais tantas coisas para fazer. E há a raiva bem nítida também. A Criança Abandonada? Sério? De todas as pessoas que poderiam matá-la”.

Maisie ainda contou que fez questão de mostrar a vulnerabilidade de Arya na sequência em que ela foge da Criança Abandonada, no oitavo episódio. “Eu queria que parecesse que ela estava enfrentando dificuldades. Eu não queria que as manobras da perseguição fossem desnecessárias ou super-humanas. Eu cheguei ao set e eles iam fazer a Aryar rolar, mergulhar, e eu disse ‘isso parece incrível, mas não’. Eu perguntava ‘por que ela iria correr por ali? Ela iria apenas se enfiar ali embaixo e sair’. Não parece tão cinematográfico, talvez, mas eles terão que encontrar outra coisa se querem algo cinematográfico. E eu me senti muito mal porque o trabalho dos dublês é fazer tudo parecer louco e incrível. Mas eu conheço a Arya agora”.

Uol

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Nova temporada põe ‘Game of Thrones’ no topo das séries atuais

GoT1

Uma temporada dominada por personagens femininas —uma redenção após anos de espancamentos, estupros, humilhações e outras cenas que levaram a série (exageradamente) a ser apontada como machista— é o que enunciou a estreia deste sexto ano de “Game of Thrones”, levada ao ar no domingo (24).

Figuras como Daenerys (Emilia Clark) e Cersei (Lena Headey) sempre foram protagonistas, mas agora se somam Melisandre (Carice van Houten), Sansa (Sophie Turner) e Arya Stark (Maisie Williams) e Ellaria Sand (Indira Varma) como definidoras de rumos da série (e Brienne, em menor escala).

Foi um primeiro episódio excepcionalmente movimentado para uma estreia de temporada, não apenas situando as dezenas de personagens no ponto em que estavam quando o quinto ano terminou, como avançando na história de forma surpreendente —algo que, convenhamos, nem sempre é praxe em GoT.

6ª Temporada de Game of Thrones

Tivemos a um só tempo Cersei novamente poderosa e reunida com seu irmão/amante Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), Sansa e Theon (Alfie Allen) bem-sucedidos em sua fuga, Arya às voltas com sua recém-adquirida cegueira, Daenerys novamente vulnerável (mas sempre imponente) e problemas (dragões, conspirações) descontrolados numa Meereen à deriva.

Mais impressionante —spoilers gigantes a partir daqui—, o segredo de Melisandre veio à tona e Doran Martell (Alexander Siddig) foi banalmente assassinado, elevando Ellaria a um papel mais central.

E, como esperado, apesar da enorme torcida contrária, Jon Snow (Kit Harrington) realmente foi morto por seus pares, pondo em andamento uma nova conspiração.

Se Melisandre vai ou não ressuscitá-lo só o deus do fogo sabe, mas não era esta, afinal, a cena que rendeu a ela o título deste primeiro episódio, “A Mulher Vermelha” (ou ruiva). E por que isso será importante nos próximos episódios ainda não sabemos.

Talvez a feiticeira tenha participado de muito mais fatos cruciais do passado do que saibamos; talvez a produção apenas tenha querido construir uma cena visualmente impressionante. A pista não está nos livros, ainda.

Como ocorreu no último ano, quando o descolamento foi parcial, o fim dos arreios dos livros deu a série uma agilidade mais característica de séries de ação, algo bem-vindo.

E, outro ponto positivo, isso aconteceu sem achatar os personagens. Pelo contrário, o primeiro episódio revelou em vilões inequívocos, como Cersei e Ramsay Bolton (Iwan Rheon), características mais humanas e uma luz de vulnerabilidade, algo sempre bem vindo em um gênero que tende a ser maniqueísta.

Com isso, “Game of Thrones” parece andar na contramão de outra série sobre estratagemas políticos, “House of Cards” (que perde dimensões a cada temporada) e a se aproximar em sofisticação dramatúrgica de “Breaking Bad”, talvez a melhor obra para TV dos últimos dez anos.

Histórias antes paralelas voltaram a se entrecruzar, e a aposta da HBO no ineditismo —sem vazamentos para a imprensa— e na exibição simultânea em diferentes países, sem a possibilidade do binge watching (o acompanhamento em maratona) em um primeiro momento funciona perfeitamente aqui.

Alimentar teorias e criar suspense é raro para uma série de TV em sua sexta temporada, quando a maioria dos dramas e comédias se torna repetitivo e perde o fôlego.

LUCIANA COELHO(Folha)

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