Wall Street autoconsciente e cínica no filme “A Grande Aposta”

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Desde os anos 1980 fundos de investimento de Wall Street investem em Hollywood nos chamados estúdios independentes. Ironicamente, os mesmos estúdios que inventaram o subgênero “cinema da crise” que desde o crash da bolha especulativa imobiliária de 2008 denunciam as “fraudes” e “mentiras” de Wall Street em diversos documentários e dramas ficcionais. O filme “A Grande Aposta”, indicado ao Oscar desse ano, é mais uma dessas produções supostamente críticas, mas ironicamente financiadas pelo próprio sistema que denuncia. Wall Street é autoconsciente e cínica ao financiar filmes como “A Grande Aposta”? Será que  toda “ganância é boa” ao ponto do sistema financeiro lucrar com a própria denúncia de si mesmo?

As ondas da crise financeira global de 2008 continuam se espalhando não só nas tendências econômicas, mas também no universo cinematográfico. Foi capaz de criar uma espécie de subgênero que poderíamos denominar como “cinema da crise”: Capitalismo – Uma História de Amor (2009), A Ascensão do Dinheiro(2009), O Último Dia do Lehman Brothers (2009), Trabalho Interno (2010), Margin Call: O Dia Antes do Fim (2011), O Lobo de Wall Street (2013), para ficar nos mais conhecidos.

Sejam documentários ou narrativas ficcionais, esses filmes têm em comum o esforço em tentar explicar aos leigos a terminologia hermética dos sistemas financeiros como subprimes, swaps, agências de classificação de risco, CDO sintética, CDO composta, obrigações hipotecárias, tranches etc.

 

A Grande Oposta é mais um filme desse subgênero que inova o esforço pedagógico ao misturar ficção e documentário, comédia e drama – um famoso cozinheiro falando das suas estratégias culinárias e Margot Robbie em uma banheira cheia de espumas fazem analogias para explicar termos financeiros; constantemente a quarta parede é rompida quando o narrador onisciente (que na verdade é um dos personagens) fala para o espectador;  movimentos de câmera característicos da linguagem documental; personagens se dirigindo ao espectador para corrigir sua própria atuação ficcionalizada.

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São recursos propositais que o filme utiliza para quebrar o ritmo e criar uma impressão de autoconsciência e cinismo.

Ironias

Mas esse “cinema da crise” guarda algumas ironias. Primeira: são produções de estúdios hollywoodianos e alguns chegaram a ser premiados e/ou indicados para o Oscar, como o caso de A Grande Oposta que concorre a Melhor Filme. O mainstream da indústria do entretenimento desmascarando fraudes e mentiras de Wall Street?

Segunda: desde os anos 1980 fundos de hedge de Wall Street passaram a investir em Hollywood, impactando a estrutura dos estúdios – passaram a financiar produções de estúdios independentes como a Catch 22 Entertainment, Lionsgate, Relativity Media e a própria Regency Enterprises, produtora de A Grande Aposta – sobre isso clique aqui.

Questão paradoxal: Wall Street investe em filmes que revelam suas próprias mazelas à opinião pública? Como dizia Gordon Gekko (o inescrupulosa especulador do filme Wall Street feito por Michael Douglas) “a ganância é boa”. Mas ao ponto de fundos hedge de Wall Street procurarem lucros em filmes onde eles próprios são denunciados?

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Talvez essa ganância pragmática não seja surpreendente tendo em vista o que praticaram em 2008: mesmo sabendo que as obrigações hipotecárias estavam podres, asseguravam a saúde financeira a seus clientes enquanto secretamente apostavam na explosão da bolha imobiliária. Afinal, dinheiro não tem ideologia, moral ou pátria.

Máquina de propaganda

Mas no caso do cinema da crise, parece haver um propósito de utilizar Hollywood mais uma vez como máquina de propaganda e de agendamento da opinião pública.

Como o filme Obrigado Por Fumar mostrou de forma magistral, em uma sociedade da informação é impossível negar, esconder ou negligenciar fatos e tendências. Esse filme mostrou como a indústria tabagista era capaz de financiar campanhas e pesquisas ao mesmo tempo contra e a favor do tabaco – deixe que as pessoas escolham o que é melhor para elas, mas o cigarro sempre estará em evidência – sobre o filme clique aqui.

A Grande Aposta parece ser mais um exemplo dessa tática, dessa vez com o sistema financeiro onipresente nas produções hollywoodianas: mostrar que a explosão da bolha imobiliária de 2008 foi o resultado da fraude, mentira e relações promíscuas (profissionais ou sexuais, como de passagem mostra o filme) entre as agências de classificação de risco e os bancos.

Fraude, mentira e promiscuidade são conceitos morais, perfeitos para um filme que se limita ao foco microeconômico (as táticas dos investidores, traders, bancos de investimento e fundos), passando ao largo das questões macroeconômicas – Banco Central e o sistema bancário norte-americano.

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Veremos que A Grande Oposta, assim como todo o subgênero “cinema da crise”, é incapaz de abandonar o campo da moralização (mostrar os “bad guys”) e fazer um questionamento ontológico ou macroeconômico: como o sistema não apenas frauda, mas simula a riqueza com a substituição do dinheiro pelo crédito. E como as crises são as novas formas destrutivas de realização de lucros (quando crédito vira dinheiro), e não mais “o fim do capitalismo” como de forma sensacionalista esses filmes parecem quer passar com termos como “último dia”, “o fim” ou “o dia do apocalipse”.

O Filme

A narrativa acompanha quatro clarividentes excêntricos do mercado financeiro de diversas origens que, dois anos antes do crash de 2008, pressentem que a cintilante bolha do mercado financeiro iria explodir. Resolvem fazer apostas em massa contra o mercado imobiliário (fazer seguros de hipotecas subprimes), sob a descrença generalizada de todos: como um investidor vai apostar contra uma das instituições econômicas mais sólidas do país?

Michael Burry (Christian Bale) é um médico que se tornou um guru de um fundo de hedge. É o primeiro a pressentir que a inadimplência hipotecaria subirá incontrolavelmente a partir de modelos matemáticos de tendências.

Mark Baum (Steve Carrell) é um investidor impulsionado por uma mistura volátil de ódio contra o sistema, tristeza e profundo cinismo – considera-se o último dos justos de Wall Street.

Jared Vennett (Ryan Gosling) é um especialista de hipotecas subprime do Deutsche Bank onde está na melhor sequência didática do filme: explica o significado do colapso das subprimes a partir de uma pequena torre com blocos de madeira do jogo Jenga.

Ben Rickert (Brad Pitt) é um plutocrata com discursos conspiratórios, fala baixinho e caminha calmamente e acredita que a civilização está condenada – para ele, após “o fim” sementes para plantar serão a nova moeda. Ele vai ajudar dois jovens investidores de um escritório montado na garagem da casa da mãe a conseguir também apostar contra o mercado imobiliário.

O filme divide claramente os investidores em três categorias: os que enriqueciam sem entender a especulação que estavam manipulando e inflando (a striper que possui apartamentos e cobertura); os que sabiam perfeitamente o que acontecia mas seguiam operando sem se importar com as consequências – afinal, nada é mais sólido do que o mercado hipotecário; e os que anteciparam a crise.

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Os protagonistas pertencem a essa terceira categoria que são caracterizados como freaks, outsiders, corsários, autônomos como fossem abutres pós-modernos que se antecipam à carniça. São mostrados como anti-heróis: Burry trabalha de bermudas, descalço e ouvindo rock pesado enquanto lida com modelos matemáticos; Baum odeia o sistema e é o único que apresenta algum escrúpulo com as consequências da crise para os cidadão comuns  pela miséria e desemprego; Rickert é um desiludido à espera do apocalipse e Jared um funcionário que aposta contra o próprio banco que trabalha.

Fraude, mentira e simulação

Mas, como todos os demais, suas ações são também guiadas pelo lucro. Porém, o filme retrata os heróis através dos valores mais caros da cultura norte-americana: a iniciativa individual, empreendedorismo – a cena em que Burry está atento à tela do computador e a câmera passeia pela estante de livros e para em um exemplar de Adam Smith (o pai do liberalismo econômico) e o escritório de investimentos montado na garagem da mãe de um dos investidores da dupla ajudada por Rickert, como fossem os Steve Jobs do mundo financeiro.

A Grande Aposta insiste nos conceitos de “fraude” e “a mentira” que estariam no “coração” da economia norte-americana. Esses conceitos são morais porque originam-se da noção de dissimulação – partem do pressuposto de que, em algum lugar, existe uma verdade que está escondida: a verdadeira economia voltada ao seu valor de uso: a alocação racional e justa de recursos escassos na sociedade.

Mas o que o filme não aborda é que no final todos os protagonistas ganham créditos e não dinheiro como resultado das suas apostas. Tudo que verão são números nas sua telas de computadores dos lucros creditados em suas negociações.

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Desde que o Estado deixou de ser a única instituição emissora de dinheiro com as políticas neoliberais de desregulamentação, o sistema financeiro passou a ser um emissor privado também de “dinheiro” – na verdade crédito, riqueza virtual sem qualquer lastro com a economia real que simula ser riqueza.

Ou seja, os nossos heróis de A Grande Aposta que “denunciam” as grandes falcatruas por trás da crise de 2008, serão os artífices da próxima crise – em algum momento esses créditos terão que baixar à terra para transformarem-se em dinheiro: o Estado terá que compulsoriamente lastrear esses créditos socializando o prejuízo (desemprego e depressão econômica) para salvar a credibilidade do sistema financeiro. Que no final tem o Estado como refém com a sua própria dívida transformada em papéis comercializados no sistema financeiro global.

Parece que descobrimos que não é tão paradoxal Wall Street investir em produções hollywoodianas  “críticas” contra o sistema financeiro: no final, o sistema nunca é colocado em xeque – resta culpar os “fraudadores” e “mentirosos”.

Ou, como no emblemático final do filme Casablanca quando o inspetor Renault salva a vida do protagonista Rick (Humphrey Bogart) ordenando: “prendam os suspeitos de sempre”. O mesmo modus operandi aplicado ao filme A Grande Aposta: procurem os homens “maus” para permanecer um sistema onde a iniciativa individual e o empreendedorismo sempre buscam o bom lucro.

CineGnose

 

Wilson Roberto Vieira Ferreira -CineGnose

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SÉRIES DA BBC SERÃO OFERECIDAS PELO ENTERPLAY, PLATAFORMA DIGITAL

Sherlock

A BBC Worldwide, braço comercial da BBC, anuncia sua parceria com o EnterPlay, disponível no Brasil para assinantes. Com isso, o público brasileiro poderá acompanhar diversas produções britânicas, como seriados, programas infantis e documentários.

“A integração de nossos conteúdos a plataformas de vídeo streaming, como a EnterPlay, é
fundamental para a estratégia de crescimento da BBC Worldwide no Brasil e no resto da
América Latina, já que nos permite complementar a presença de nossa marca na região e
levar a novas audiências alguns dos grandes títulos que conquistaram a fama de nossa empresa ao redor do mundo”, afirma Anna Gordon, Vice-Presidente Executiva e Gerente
Geral da BBC Worldwide para a América Latina/US Hispanic .

As séries ficcionais da BBC que já estão disponíveis no EnterPlay são:
Sherlock (três temporadas),
Doctor Who (oito temporadas),
Ripper Street (três temporadas),
Misfits (três temporadas),
Call the Midwife (três temporadas),
Luther (três temporadas),
Death in Paradise (duas temporadas),
Life on Mars (duas temporadas) e
Inside Men (minissérie).

No EnterPlay também está a série canadense Orphan Black (três temporadas), coproduzida pela BBC América. Vale lembrar que o site de streaming Netflix também oferece as mesmas séries em seu catálogo, com exceção de Death in Paradise, Life On Mars e Inside Men.

O EnterPlay é uma plataforma de conteúdo digital que reúne, em uma mesma interface, TV aberta e por assinatura, música, vídeos sob demanda (VOD), jogos e aplicativos, acessados por computador, tablet, smartphone, TV ou set-top-box.

Segundo divulgado pela empresa, o catálogo de VOD possui mais de 3 mil títulos (para assinatura e aluguel individual), contendo lançamentos recentes e campeões de bilheteria. Informações sobre como assinar aqui.

Fernanda Furquim(Veja)

Indicações no Oscar:. O Regresso(DiCaprio) sai na frente

Com 12 indicações, o filme “O Regresso”, de Alejandro González Iñárritu, é o líder de indicações ao Oscar deste ano. O filme estrelado por Leonardo DiCaprio e Tom Hardy estreia em 4 de fevereiro.

Os indicados foram anunciados na manhã desta quinta-feira (14). A cerimônia da premiação mais importante do cinema hollywoodiano está marcada para 28 de fevereiro. O recordista de indicações continua sendo “A Malvada” (1950) e “Titanic” (1997), ambos com 14 menções cada um.

“Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller, vem logo atrás com dez nomeações. “Perdido em Marte”, de Ridley Scott, com Matt Damon, ficou com sete indicações.
O filme levou o Globo de Ouro de melhor filme em comédia ou musical no último domingo.

O Brasil está representado na categoria de melhor filme de animação com “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu. O longa já havia vencido os dois principais prêmios no 38º Festival de Annecy, na França —júri e do público na mostra francesa, evento de animação mais importante do mundo.

O filme, que custou R$ 2 milhões, levou três anos para ser feito. A trama, contada com técnicas mistas -de colagem a giz de cera-, trata de um garoto que sai de casa em busca do pai em meio a um mundo fantástico.

Vencer, porém, é improvável, pois concorre com o superfavorito “Divertida Mente”, da Pixar, e “Anomalisa”, de Charlie Kaufman, além de “Shaun, o Carneiro” e “Quando Estou com Marnie”.

Melhor ator coadjuvante
Tom Hardy (“O Regresso)
Sylvester Stallone (“Creed”)
Christian Bale (“A Grande Aposta”)
Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”)

Melhor atriz coadjuvante
Rachel McAdams (“Spotlight”)
Kate Winslet (“Steve Jobs”)
Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”)
Rooney Mara (“Carol”)
Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”)

Melhor roteiro original

“Ex-Machina: Instinto Artificial”
“Ponte dos Espiões”
“Divertida Mente”
“Spotlight”
“Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”

Melhor roteiro adaptado

“Brooklyn”
“Carol”
“A Grande Aposta”
“Perdido em Marte”
“O Quarto de Jack”

Melhor filme estrangeiro
“O Abraço da Serpente”(Colômbia)
“O Filho de Saul”(Hungria)
“Cinco Graças”(França)
“The War”(Dinamarca)
Theeb”(Jordânia)

Wagner Moura no Jimmy Fallon Show

Durante entrevista ao comediante americano Jimmy Fallon no programa “Tonight show”, nesta sexta (8), o ator Wagner Moura contou, em tom de bricadeira, que sua escalação para o papel de Pablo Escobar na série “Narcos” foi um grande erro.

“Foi um enorme caso de erro de elenco. Eu estava super magro e eu não falava uma palavra de espanhol. Então quando me escolheram eu pensei ‘esses caras estão loucos'”.

Moura disse que mesmo antes da Netflix, produtora da série, saber que ele era considerado para o papel, ele viajou para Medellín, na
Colômbia, onde se matriculou em um curso de espanhol para estrangeiros.

O ator concorre ao Globo de Ouro de Melhor Ator por sua atuação em Narcos. A premiação acontece neste domingo (10), em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Wagner Moura corre por fora contra medalhões da TV no Globo de Ouro

A missão de Wagner Moura no Globo de Ouro desta noite não é nada fácil. Para sair vencedor na categoria melhor ator em série dramática, o brasileiro terá de desbancar três medalhões da TV na premiação, uma das principais do mundo do entretenimento: Jon Hamm (de Mad Men), Bob Odenkirk (Better Call Saul) e Liv Schreiber (Ray Donovan). A cerimônia, apresentada pelo comediante Ricky Gervais, será realizada neste domingo (10), a partir das 22h, em Beverly Hills, com transmissão ao vivo do canal TNT.

Moura concorre pela primeira vez ao Globo de Ouro, feito conquistado pela polêmica temporada de estreia de Narcos, da Netflix, na qual interpreta o traficante colombiano Pablo Escobar. O ator recebeu severas críticas, principalmente na Colômbia, por causa de seu sotaque. Para os colombianos, a dicção de Moura passou longe do modo como falam os moradores do Estado de Antioquia, terra de Escobar. Seria quase a mesma coisa que um ator com sotaque baiano interpretar um bandido carioca da gema.

O brasileiro é uma zebra na disputa, que tem Jon Hamm como franco favorito. O protagonista de Mad Men, série que terminou no ano passado, concorre pela sexta vez ao Globo de Ouro _venceu uma, em 2008. Hamm é o atual detentor do Emmy de melhor ator em série dramática. Bob Odenkirk, o advogado malandro de Better Call Saul, está na briga pela primeira vez, mas é um veterano nas premiações da TV desde os tempos do humorístico Saturday Night Live, programa que o revelou, e depois com Breaking Bad (2008-2013).

Liev Schreiber, o implacável Ray Donovan, é outra figurinha carimbada das premiações e nome forte na disputa. Essa é a quarta vez que ele está no Globo de Ouro, três delas por Ray Donovan. Fecha o quinteto Rami Malek, que roubou a cena em Mr. Robot. Assim como Moura, Malek é café pequeno nesse embate de gigantes.

DIVULGAÇÃO/MONTAGEM/USA NETWORK/FOX

Rami Malek (à esq.) em Mr. Robot e Terrence Howard em Empire; qual a melhor série de 2015?

Qual a melhor série de 2015?

Como o Globo de Ouro sempre é entregue em janeiro, os vencedores recebem o rótulo de melhor “alguma coisa” do ano anterior _no caso, de 2015. Fora isso, a premiação tem uma tendência de eleger séries novatas na categoria drama, o que ocorreu 15 vezes em 45 oportunidades. No ano passado, deu The Affair, série estreante. The Sopranos (2000) e Homeland (2012) também venceram no primeiro ano.

O paradigma dá esperança para Mr. Robot e Empire, duas boas estreias do ano passado. Uma (Mr. Robot) tem uma trama mais cabeça, inovadora. Outra (Empire) apresenta uma fórmula tradicional e bem estruturada das batidas brigas familiares vistas aos montes na TV. Ambas têm os respectivos valores e méritos.

Mas o prêmio não deve escapar de Game of Thrones, pela quinta e melhor temporada da série. Atual vencedora do Emmy, o prêmio de melhor série dramática daria à produção da HBO a dobradinha Emmy-Globo de Ouro. A última vez que isso aconteceu foi em 2008-2009, com Mad Men.

REPRODUÇÃO/FX/MONTAGEM/DIVULGAÇÃO/ABC

Elas deram show em 2015: Kirsten Dunst (à esq.) em Fargo e Regina King em American Crime

Fargo x American Crime

A categoria minissérie tem um duelo à parte: Fargo contra American Crime. Cada uma das produções tem praticamente dois prêmios certos: melhor atriz para Kirsten Dunst (Fargo) e melhor atriz coadjuvante para Regina King (American Crime). O embate será na categoria principal do gênero, não deixando espaço para American Horror Story: Hotel, Wolf Hall e Flesh & Bone, os outros concorrentes.

E as comédias?

A organização do Globo de Ouro surpreendeu ao anunciar a categoria de melhor série de comédia ou musical, no mês passado, sem a presença de nomes tradicionais, como Modern Family e The Big Bang Theory, e a adição de séries desconhecidas, como Casual e Mozart in the Jungle. Essa é uma das categorias mais imprevisíveis da noite, o que dá esperança para Orange Is the New Black. Mas Veep e Transparent são os nomes mais fortes.

Veja os indicados nas categorias de TV do Globo de Ouro de 2016:

Melhor série dramática:

Empire (Fox)

Game of Thrones (HBO)

Mr. Robot (Space)

Narcos (Netflix)

Outlander

 

Melhor série de comédia ou musical:

Casual

Mozart in the Jungle

Orange Is the New Black (Netflix)

Silicon Valley (HBO)

Transparent

Veep (HBO)

 

Melhor minissérie ou filme feito para TV:

American Crime (AXN)

American Horror Story: Hotel (FX)

Fargo

Flesh & Bone

Wolf Hall

 

Melhor atriz de série dramática:

Caitriona Balfe (Claire Beauchamp em Outlander)

Eva Green (Vanessa Ives em Penny Dreadful)

Robin Wright (Claire Underwood em House of Cards)

Taraji P. Henson (Cookie em Empire)

Viola Davis (Annalise Keating em How to Get Away with Murder)

 

Melhor ator de série dramática:

Bob Odenkirk (Saul Goodman em Better Call Saul)

Jon Hamm (Don Draper em Mad Men)

Liev Schreiber (Raymond Donovan em Ray Donovan)

Rami Malek (Elliot Alderson em Mr. Robot)

Wagner Moura (Pablo Escobar em Narcos)

 

Melhor atriz de série de comédia ou musical:

Gina Rodriguez (Jane Villanueva em Jane The Virgin)

Jamie Lee Curtis (Cathy Munsch em Scream Queens)

Julia Louis-Dreyfus (Selina Meyer em Veep)

Lily Tomlin (Frankie em Grancie and Frankie)

Rachel Bloom (Rebecca Bunch em Crazy Ex-Girlfriend)

 

Melhor ator de série de comédia ou musical:

Aziz Anzari (Dev Shah em Master of None)

Gael Garcia (Rodrigo De Souza em Mozart in the Jungle)

Jeffrey Tambor (Mort/Maura em Transparent)

Rob Lowe (Dean Sanderson Jr. em The Grinder)

Patrick Stewart (Walter Blunt em Blunt Talk)

 

Melhor ator em minissérie ou filme para TV:

Idris Elba (John Luther em Luther)

David Oyelowo (Peter Snowden em Nightingale)

Patrick Wilson (Lou Solverson em Fargo)

Mark Rylance (Thomas Cromwell em Wolf Hall)

Oscar Isaac (Nick Wasicsko em Show Me a Hero)

 

Melhor atriz em minissérie ou filme feito para TV:

Felicity Huffman (Barbara Hanlon em American Crime)

Lady Gaga (Elizabeth em American Horror Story: Hotel)

Kirsten Dunst (Peggy Blumquist em Fargo)

Queen Latifah (Bessie Smith em Bessie)

Sara Hay (Claire Robbins em Flesh and Bone)

 

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie, ou filme para TV:

Joanne Froggatt (Anna Smith em Downton Abbey)

Judith Light (Shelly Pfefferman em Transparent)

Regina King (Aliyah Shadeed em American Crime)

Maura Tierney (Helen Solloway em The Affair)

Uzo Aduba (Suzanne Warren em Orange is the New Black)

 

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Alan Cumming (Eli Gold em The Good Wife)

Ben Mendelsohn (Danny Rayburn em Bloodline)

Christian Slater (Mr. Robot em Mr. Robot)

Damian Lewis (Henry VIII em Wolf Hall)

Tobias Menzier (Frank Randall em Outlander)

Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/wagner-moura-corre-por-fora-contra-medalhoes-da-tv-no-globo-de-ouro-10149#ixzz3wro41fls
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Velozes e Furiosos” e “Big Bang” são destaques no People’s Choice Awards

People's Choice Awards 2016 - Fotos - UOL Entretenimento

Aconteceu na madrugada desta quinta-feira (7), no Microsoft Theatre, em Los Angeles, nos Estados Unidos, a entrega dos troféus do People’s Choice Awards, uma das mais importantes premiações da TV, cinema e música norte-americana.

“Velozes e Furiosos 7” e “The Big Bang Theory” foram os principais destaques da cerimônia. O longa estrelado por Vin Diesel ganhou nas categorias “Filme favorito” e “Filme de ação favorito”, enquanto “Big Bang” ganhou como “Série favorita” e “Comédia favorita da TV aberta americana”. Esta é a quinta vez que a série é premiada no People´s Choice Awards.

O evento congratulou ainda atores como Sandra Bullock, Chris Hemsworth, Melissa McCarthy e Johnny Depp, filmes como “Perdido em Marte” e “Busca Implacável 3”, séries como  “Grey’s Anatomy”e “Outlander”, e cantores como Taylor Swift e Ed Sheeran.

Diferentemente de outras premiações, os indicados ao People’s Choice Awards são eleitos por votação popular e não por uma academia julgadora. Os artistas campeões de vendas e programas de TV e filmes que têm maior audiência são selecionados em uma lista para que o público escolha seu favorito pela internet.

O prêmio foi criado em 1975 pelo produtor americano Bob Stivers. O canal infantil Nickelodeon criou o Kids Choice Awards, no mesmo formato, direcionado às personalidades do público infanto-juvenil.

Vin Diesel se emociona

Chamado por Jane Lynch para receber os dois prêmios de “Velozes e Furiosos”, Vin Diesel não deixou de lembrar do seu amigo Paul Walker em seu discurso de agradecimento. Emocionado, o astro da franquia relembrou das dificuldades que o elenco teve para terminar as filmagens do sétimo filme da saga após a morte do ator.

“Foi o amor de todos nós do elenco que fez com que conseguíssemos terminar as filmagens do filme após a tragédia”, disse Vin Diesel, antes de cantar a música “See You Again”, tema do filme “Velozes e Furiosos 7”.

Confira a lista dos vencedores nas principais categorias:

CINEMA:

Filme favorito: Velozes e Furiosos 7
Ator favorito: Channing Tatum
Atriz favorita: Sandra Bullock
Filme de ação favorito: Velozes e Furiosos 7
Ator favorito de filme de ação: Chris Hemsworth
Atriz favorita de filme de ação: Shailene Woodley
Comédia favorita: A Escolha Perfeita 2
Ator favorito de comédia: Kevin Hart
Atriz favorita de comédia: Melissa McCarthy
Drama favorito: Perdido em Marte
Ator favorito de drama: Johnny Depp
Atriz favorita de drama: Dakota Johnson
Filme favorito para a família: Minions
Suspense favorito: Busca Implacável 3
Dublador favorito: Selena Gomez

TELEVISÃO

Série favorita: The Big Bang Theory
Comédia favorita da TV aberta americana: The Big Bang Theory
Ator favorito de comédia: Jim Parsons
Atriz favorita de comédia: Melissa McCarthy
Drama favorito da TV aberta americana: Grey’s Anatomy
Ator favorito de drama: Taylor Kinney
Atriz favorita de drama: Ellen Pompeo
Comédia favorita da TV paga americana: It’s Always Sunny in Philadelphia
Drama favorito da TV paga americana: Pretty Little Liars
Ator favorito da TV paga americana: Kevin Hart
Atriz favorita da TV paga americana: Sasha Alexander
Série favorita da TV paga premium: Homeland
Ator favorito da TV paga premium: Dwayne Johnson
Atriz favorita da TV paga premium: Kristen Bell
Drama policial favorito: Person of Interest
Ator favorito de drama policial: Nathan Fillion
Atriz favorita de drama policial: Stana Katic
Série favorita de ficção científica ou fantasia da TV aberta americana: Beauty and the Beast
Série favorita de ficção científica ou fantasia da TV paga americana: Outlander
Ator favorito de série de ficção científica ou fantasia: Jensen Ackles
Atriz favorita de série de ficção científica ou fantasia: Caitriona Balfe
Reality de competição favorito: The Voice
Apresentador favorito de programa matutino: Ellen DeGeneres
Time favorito de apresentadores em um programa matutino: The Talk
Apresentador favorito de talk show: Jimmy Fallon
Série favorita de streaming: Orange is the New Black
Ator favorito em uma nova série de TV: John Stamos
Atriz favorita em uma nova série de TV: Priyanka Chopra
Série animada favorita: Os Simpsons

MÚSICA

Artista favorito: Ed Sheeran
Artista favorita: Taylor Swift
Grupo favorito: Fifth Harmoy
Revelação favorita: Shawn Mendes
Artista country favorito: Blake Shelton
Artista country favorita: Carrie Underwood
Grupo country favorito: Lady Antebellum
Artista pop favorita: Taylor Swift
Artista de hip-hop favorito: Nicki Minaj
Artista de R&B favorito: The Weeknd
Álbum favorito: Title – Meghan Trainor
Música favorita: “What Do You Mean?” – Justin Bieber
Ícone da música favorito: Madonna

Fonte:.

Uol

A segunda temporada do Demolidor, da Marvel, já tem data para estrear

 

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Dia 18 de março de 2016 é a data que a Marvel e o Netflix marcaram para lançar a segunda temporada de um de seus melhores produtos – o seriado Demolidor, que deu início à parceria entre o estúdio e o serviço de streaming de vídeos no ano passado.

O teaser da próxima temporada, que estreia inteira no mesmo dia, como é característico dos seriados Netflix, e o pôster acima reforçam o tom religioso e católico do personagem, uma das principais características deste super-herói, que foi apenas apresentada na primeira safra de episódios.

E não custa lembrar que esta deve ser a temporada que apresentará personagens apenas mencionados no ano passado – Elektra e Mercenário.

Fonte:.

Blog do Matias

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