Sons Of Anarchy 7×10: Faith and Despondency

“Nem todo dia é dia de perder.”

Estamos oficialmente na reta final de Sons Of Anarchy e o episódio dessa semana pode ser considerado como um dos melhores da série. Quase uma hora e dez minutos de boas atuações, roteiro, trilha sonora, surpresinha e boa dose de amor. E amor, nesse caso, vem em diversas formas, mas todas se resumindo em cenas de sexo nada gratuitas. Começamos com uma sequência que nos leva por caminhos bem interessantes, nos quais praticamente todo o elenco vira protagonista.  Gemma sai um pouco do centro das atenções e os rapazes do clube aparecem. Depois da morte de Bobby, nada como esse olhar mais íntimo.

O episódio ganha ainda mais importância à medida que os vieses psicológicos ganham abertura e todos ficam mais complexos. Não é fácil criar uma série em que o público torce pelos vilões de tal forma que eles se transformem em mocinhos. É preciso construir um universo todo em que essa situação seja crível e possível e em SOA é isso que acontece. Claro que não quero reduzí-los a algo tão unilateral, mas demonstrar a complexidade de cada personagem. No “mundo real” eles seriam criminosos e ponto final. Na ficção, eles têm um ar heroico.

Sendo assim, ficamos felizes quando nossos heróis da Samcro promovem uma bela vingança contra August Marks e seus companheiros. Tudo perfeitamente arquitetado, inclusive os “ratos”, até chegarmos à sinfonia de bombas e tiros de metralhadoras, que culminam com o literal “olho por olho”. Jax vinga Bobby de modo épico e nos mostra que, às vezes, o dia é de sorte. Foi um bom dia também para Eglee. Salva pela rápida ação de Unser e pelo protecionismo do clube. A xerife Jarry, obviamente, fica perturbada ao ver que por mais que tente, não tem lá muito poder sobre o que acontece em Charming.

Aliás, repito. Jarry é a primeira xerife (à parte de Unser) a ser “querida”, de certa forma. Engraçado o modo como ela conseguiu mostra esse lado “bad girl” rapidamente e como ela segura bem a confusa relação com Chibs. A cena dos dois, com distribuição de pancadas e sexo violento é um exemplo disso. Os diálogos, é claro, são bem colocados para mostrar o quanto aquilo é surreal.

Numa linha mais suave, temos Tig e Venus, em mais uma relação que desafia a compreensão de muita gente. O preconceito que ele sofre e que ela sofre por associação foi colocado na medida, mas no fim toda a dor e medo em ambos virou uma das mais românticas cenas da TV. Olhares e palavras resumindo muito bem o que aquilo tudo significa.

Happy e Juice não escapam da “dose de amor” e enquanto um segue um tanto misterioso, o outro vira esposa de nazista. Sempre fiquei esperando saber mais de Happy, mas acho que ficaremos nisso mesmo. Juice, por sua vez sofre mais um golpe da vida e se consagra como um dos personagens mais zicados da série. Tive pena, ao contrário de Jax, que até incentiva esse namoro atrás das grades.

Inclusive, Jax demonstra sua fragilidade ao escolher mulheres que são bem parecidas com Tara, fisicamente falando. Ele chora e sente a perda, mas começa a entrar na fase de aceitação. Pelo menos, até o cliffhanger do episódio. Prova disso é que até Wendy, que vem provando sua recuperação, ganhou o merecido reconhecimento como mãe de Abel. Foi mais uma cena bem bonita, que não ficou melhor por motivos de “criança robô”.

Mesmo com uma dupla de atores mirins tão ruim, o fato é que eles têm cumprido um papel importante. Começo a ver a falta de emoção e alma dos menininhos como um plus. Abel é, afinal, uma criança traumatizada e age como tal. Kurt Sutter aproveita essa falta de expressão para mostrar um garotinho frio e capaz de processar informações bem complexas, virando o jogo em seu favor.

 O que ele faz com Gemma é impressionante, assim como a cena em que vai ao banheiro e olha aquele garfo planejando um importante passo no plano que estruturou. O final, com aquela frase tão inocente e ao mesmo tempo tão bem colocada é pra fazer pensar. Foi por acaso que ele disse ou o moleque aproveitou o momento para terminar de destruir a avó? Gemma não faz ideia que seu maior inimigo é alguém tão próximo e tão inesperado. Mas convenhamos, a culpa é toda dela. Com essa, ela aprende a não falar mais em voz alta com gente morta.

P.S*Nero vendendo a parte dele para o pessoal dos Mayans: vai dar merda.

P.S*Courtney Love toda repuxada me dá um baita medo.

P.S* Já viram o elenco de Sons Of Anarchy em entrevista no Conan O’Brien? Procurem pelo programa do dia 11 de novembro, que está sensacional! Tem um monte de quadros inspirados na série, assim como essa reprodução da abertura:http://teamcoco.com/video/conan-sons-of-anarchy-cold-open

Jogos Vorazes é um paradoxo na cultura pop contemporânea

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Nesta primeira parte do capítulo final da saga, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) está no Distrito 13, após literalmente destruir os jogos para sempre. Sob a liderança da Presidente Coin (Julianne Moore) e o aconselhamento de seus amigos, Katniss mais uma vez abre suas asas para salvar Peeta (Josh Hutcherson) e uma nação movida por sua coragem. O livro no qual o filme é baseado é o terceiro da trilogia escrita por Suzanne Collins, com mais de 65 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. Estreia no Brasil: 19-11.

Ao chegar à primeira parte de seu último segmento, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, a franquia “Jogos Vorazes” (mais os filmes do que os livros) é um paradoxo na cultura pop contemporânea. É, claro, fruto de Hollywood, da indústria do entretenimento e produzido com o objetivo primordial de gerar lucros. Por outro lado, é também o retrato de uma sociedade opressiva, na qual a riqueza e o poder estão sob o controle de poucos, que exploram e subjugam milhares que, por sua vez, vão finalmente vão rebelar-se numa revolução socialista visando redistribuição desse patrimônio.

Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é a inocente útil para tal revolução. Bem, nem tão inocente, mas bastante útil com seu poder de mobilização das massas desde quando assumiu o lugar de sua irmã Prim (Willow Shields), escolhida para os Jogos Vorazes (no primeiro filme, de 2012), nos quais jovens dos vários distritos de um lugar chamado Panem (que é o que sobrou dos EUA) competiam num reality show de selvageria e morte. Ao tomar o lugar da caçula e subverter as regras da competição, a protagonista mostra que existem fissuras no sistema – essas se materializam finalmente na conclusão do segundo filme da série, lançado no ano passado.

Agora que Jogos Vorazes entra em sua reta final – o terceiro livro de Suzanne Collins é dividido em duas partes, assim, o próximo e último filme será lançado daqui a um ano – não há mais tempo para os jogos propriamente ditos, na distopia pós-apocalíptica desse futuro obscuro até então orquestrada pelo presidente Snow (Donald Sutherland). A suposta destruição do Distrito 13 visou servir de exemplo a todos os rebeldes. Era o que se supunha, pois quando este é encontrado como foco de resistência, oculto no subsolo daquilo que o lugar foi um dia, ressurge a esperança. E Katniss é a heroína certa para mobilizar os outros 12 distritos a continuar a rebelião.

Como já ficou claro nos outros filmes, Katniss é uma protagonista feminina peculiar. Encontrar o grande amor de sua vida, casar e ter filhos estão longe de ser seu objetivo de vida – embora tenha dois pretendentes, o valente e prestativo Gale (Liam Hemsworth), seu amigo de infância; e Peeta (Josh Hutcherson), garoto que conheceu quando participou pela primeira vez dos Jogos Vorazes e por quem nutre sentimentos dúbios de ternura e gratidão, já que acredita que lhe deve sua vida. Não, coisas de amor não têm vez para a garota, para quem sobreviver num mundo inóspito é sua meta primordial. Só por essa atitude numa sociedade patriarcal, Katniss já se destaca.

Se a garota é a cara da revolução – liderando os rebeldes e despertando o sentimento de rebeldia em todos os distritos –, a mente por trás desta é a Presidente do Distrito 13, Alma Coin (Julianne Moore), cujos longos cabelos grisalhos parecem guardar mais do que anos de sabedoria. Ao lado de Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman), que também já foi um dos organizadores dos Jogos na Capital, ela trama a derrocada e derrubada da elite. Este filme, o 3.1, apresenta, então, a construção da transformação, que deverá eclodir no segmento final.

Agora, o que realmente importa: o quanto de nosso presente “Jogos Vorazes” é capaz de perceber? Na verdade, muito, e de formas variadas. Seu cenário distópico serve a interesses de ambos os lados do espectro político – e disso surge o apelo quase universal dos filmes e dos livros: eles podem agradar a qualquer ideologia. Eles podem ser um retrato do mundo do capital financeiro – cada competidor é um investimento precioso de seu distrito – como também do mercado do trabalho – cada competidor luta por uma vaga numa sociedade em crise financeira eterna.

Se a ideia da transformação, da revolução, é plantada desde o primeiro filme, e alimentada em cada um deles, é preciso também lembrar que esta é uma série produzida por Hollywood, uma das indústrias mais lucrativas dos EUA – ao lado da bélica, outra que também está no centro do filme. Afinal, os Jogos Vorazes são todas as guerras em que o país se envolveu e ainda se envolve: é preciso dar alguma ocupação a milhares de jovens que não encontram emprego na pátria-mãe. Voltando a Hollywood: cinema é indústria e precisa gerar lucro, não instigar revoluções (ao menos não os grandes blockbusters). E, ao culpar a televisão (os Jogos Vorazes são televisionados), o cinema transfere a culpa da alienação para outro meio – quando ele mesmo é tão ou mais culpado por isso. Sem contar que transformar a trilogia de livros em quatro filmes é mais uma evidência do quanto este tipo de cinema é focado no business.

Enfim, como algo feito para gerar lucros e mais lucros pode ser uma crítica à alienação ou à concentração de riquezas? É nessa contenção, nessa incapacidade de transpor os seus limites, de pensar além do que lhe é dado que reside o grande paradoxo da série. E também a sua beleza.

Publicado no CineWeb 

Por Alysson Oliveira

http://cineweb.com.br/filmes/filme.php?id_filme=4666

As 7 melhores ( e mais subversivas) séries da atualidade

DCM (Diário do Centro do Mundo)
 

MASTERS OF SEX (SEASON 2)

 

 

A televisão já foi um cemitério sombrio onde um sinal ocasional de vida surgia de entre as lápides. Era um purgatório para atores que não se deram tão bem no cinema, uma forma de punição por não ter a profundidade da tela grande.

Mas a explosão da internet e dos canais por streaming, como Netflix e Hulu, levou a uma revolução na programação da TV. Hoje, os melhores dramas não estão no cinema – um vasto deserto dominado por lixo de Hollywood.

A revolução foi liderada pela HBO e outras redes de cabo independentes, como AMC, Showtime e Sundance TV, que alteraram radicalmente a paisagem da programação de entretenimento.

Nos últimos seis ou sete anos, o público tem desfrutado de histórias emblemáticas como as de “Mad Men”, “Breaking Bad”, “Dexter”, “Homeland”, “Game of Thrones”, “House of Cards”, entre outras. Mais recentemente, o nível foi levantado mais ainda com o lançamento de “True Detective” e “The Honorable Woman”, seriados de oito capítulos melhores do que quase qualquer coisa que você viu recentemente.

Em Roma, no mês passado, em um festival dedicado às séries de televisão inovadoras, o lendário diretor de cinema Bernardo Bertolucci falou por 20 minutos sobre como “True Detective” foi a melhor obra dramática que ele apreciou “nos últimos 10 anos.”

Como observou Bertolucci, estamos testemunhando o fim da programação de consumo de massa e sendo levados a uma nova era em que a grande obra pode ser encontrada na tela de um computador, um iPad, bem como numa TV.

Aqui estão sete séries incríveis no ar atualmente. Se você quer saber por que “Homeland” não figura nesta lista, a série desandou na segunda temporada e a ausência do soldado Brody deixou a ultra-neurótica Carrie na miséria intelectual e o telespectador entediado.

 

1. True Detective

 

 

Os críticos cantaram louvores para esse “gótico caubói”. Matthew McConaughey é o detetive Rust Cohle, uma figura enigmática, sombria, guerreiro da estrada existencial. Ao longo de oito episódios, Cohle e seu ex-parceiro (Harrelson) foram reunidos quando um novo assassinato mostrava semelhanças perturbadoras com um caso do passado que era parte vudu, parte perversão sulista americana.

Foi tão bem sucedida que McConaughey está voltando para uma segunda temporada e será acompanhado por vários nomes de Hollywood, incluindo Colin Farrell e Jessica Chastain.

“Esta tem sido uma das experiências mais gratificantes de minha carreira”, me disse McConaughey. “Estamos vendo alguns dos melhores trabalhos sendo produzidos na TV hoje e cada vez mais atores e diretores que querem trabalhar nesses séries. Quando eu concordei em atuar, a única condição que impus era de que eu não iria fazer uma segunda ou terceira temporadas porque não queria assumir nenhum tipo de compromisso. Mas no final acabou por ser tão bom que eu não pude esperar para voltar ao personagem”.

2. The Honorable Woman

 

 

Outra série de TV de oito capítulos, centrada em torno de Nessa Stein, uma mulher que herdou o negócio de armas de comércio de sua família judaica e está usando sua riqueza para militar em favor de uma união entre Israel e Palestina.

Ela tem um plano de instalar um serviço de dados de alta velocidade entre Israel e Cisjordânia, que provoca a oposição de ambos os lados e leva a ataques terroristas.

Com o conflito no Oriente Médio como pano de fundo, Maggie Gyllenhaal faz um retrato glorioso e emocionante de uma mulher lutando para trazer um pouco de luz a um universo muito escuro. Brilhantemente fotografado e agraciado por um texto de primeira classe, recebeu um impulso da realidade pelos recentes acontecimentos em Gaza, mostrando como as grandes tensões permanecem e até onde Israel está pronto para esmagar os palestinos e o Hamas à menor provocação.

Diz Gyllenhall: “Estamos fazendo uma peça de ficção, mas às vezes eu olho para a situação e penso que acredito em uma reconciliação. É aí que a arte pode ser tão útil. Porque, basicamente, eu estava tentando criar um personagem que poderia falar com ambos os lados. Isso é uma fantasia. Mas eu acho que é uma fantasia que vale a pena alimentar”.

3. House of Cards

 
 
Amparado no poder de estrela de Spacey e nos roteiros tensos e emocionantes de David Fincher (diretor de “A Rede Social”, “A Garota Exemplar” e outros), “House of Cards” tornou-se uma sensação internacional. Robin Wright e Kate Mara co-estrelam a série que acabou virando símbolo da ascensão da Netflix e de uma revolução e reinvenção do entretenimento doméstico.

Spacey está diabolicamente fascinante como Francis “Frank” Underwood, o líder dos Democratas que comete atos indizíveis a fim de tornar-se presidente. A segunda temporada foi tão boa quanto a primeira, apesar da perda de um personagem importante em uma das reviravoltas mais surpreendentes que algumas séries já estiveram dispostas a assumir.

“É o início de uma nova era de ouro”, afirma Spacey. “Agora você pode contar com personagens complexos, que não são, talvez, o tipo que você costumava ver na TV porque durante muitos anos os executivos fizeram de tudo para atrapalhar. O público está esperando séries movidas por tipos fortes, com tons mais escuros, humor negro, com cara de anti-herói”.

“É maravilhoso que séries como Mad Men e Breaking Bad sejam uma vingança contra muitos desses filmes horríveis dos grandes estúdios, que custam centenas de milhões e sufocaram filmes inteligentes que costumavam custar 40 ou 50 milhões de dólares”.

4. Game of Thrones

 


 

Após ter completado a sua quarta e possivelmente mais ousada, se não perversa, temporada, o sucesso do seriado da HBO tem uma audiência média global de mais de 15 milhões  de pessoas graças à paisagem medieval pós-moderna e extraordinariamente violenta criada por George RR Martin. O elenco é encabeçado por Emilia Clarke como Daenerys Targaryen, uma deusa-mãe libertando cidades de escravos, tão inspirada quanto Peter Dinklage como Tyrion, o guerreiro maquiavélico de baixa estatura, mas indomável espírito.

Além de Clarke, Dinklage é de longe o ator mais popular da coisa. A série é audaciosa não apenas por seu enredo complexo, mas também pelo sexo desenfreado e a nudez que, mais uma vez, era privilégio do cinema.

Algumas feministas se queixaram de tendência em retratar as mulheres como objeto de dominação e abuso sexual. O dos best-sellers George RR Martin argumenta que retrata um mundo medieval brutal e cheio de relações não-consensuais. Os defensores de Game of Thrones observam ainda que uma das heroínas da atração é o personagem de Emilia Clarke, Daenerys.

“Game of Thrones” opera em uma escala épica e é a série mais cara já lançada na TV, com um orçamento médio de US $ 6 milhões por episódio. Mas o resultado é, entre outros, fazer com que “O Senhor dos Anéis” pareça um cruzamento de “Vila Sésamo” com “Robin Hood”.

5. Sons of Anarchy

 

 

Desde que “Sons of Anarchy” estreou em 2008, ela tem deslumbrado o público com sua descrição inquietante do mundo dos clubes de motociclistas.

O protagonista é Jax Teller (Charlie Hunnam), uma espécie de Hamlet de jaqueta de couro e Harley Davidson. Hunnam encontrou-se estranhamente atraída por Jax.

“Eu cresci com um monte de bandidos” disse Hunnam. “Meu pai e todos os seus amigos eram caras que operavam no outro lado da lei”.

O Netflix tem seis temporadas. Uma nova está sendo produzida. Povoada de gente que vive à margem da lei, “Sons of Anarchy” traz um retrato inquietante de uma parte da sociedade americana que é pouco vista na televisão ou no cinema. “A maioria das pessoas diria que os personagens são  bandidos. Mas é uma simplificação. A polícia é tão corrupta quanto eles. São homens e mulheres que aprendem a lidar com problemas com a lei sem acionar a lei”, continua Hunnam.

6. Sherlock

 
 

A série da BBC espectacularmente bem sucedida tem cativado o público, principalmente através do desempenho hipnotizante de Benedict Cumberbatch no papel-título. Sua interpretação do mítico detetive britânico nos tempos modernos é tão viciante como radicalmente subversiva.

O primeiro episódio da terceira temporada foi visto por um terço de todos os lares com televisão no Reino Unido.

Os espectadores estavam desesperados para saber como Holmes sobreviveu depois de aparentemente mergulhar para a morte do telhado do Hospital St. Bartholomew em Londres, enquanto Watson (Martin Freeman) assistia com horror.

Quando Holmes reaparece, é como uma homenagem ensandecida ao texto original de Conan Doyle. O desempenho de Cumberbatch como Sherlock Holmes virou fetiche no Reino Unido e no exterior, algo que ainda causa estranheza ao ator britânico.

“É surpreendente que as pessoas estejam tão obcecadas com um homem tão difícil. Só espero que as pessoas não me identifiquem demais com Sherlock Holmes porque eu não tenho muito em comum com ele”, ele me contou.

“Eu deveria lembrar as pessoas que Sherlock é um sujeito bastante perverso e que ele não iria se sentir muito grato com toda essa admiração. Não está na sua natureza. Na minha, talvez”.

7. Masters of Sex

 
 

“Masters of Sex” e “Mad Men” têm mais em comum do que apenas uma época.

Ambas são recheadas de cenas em que o subtexto é denso como melaço. “Masters of Sex”, produzido pela rede de cabo Showtime nos EUA e exibido no Brasil pela HBO, fala do mesmo momento sócio-político em que homens e mulheres se redescobriram nos anos 60.

Baseado em fatos reais, conta a história dos pesquisadores de sexo William Masters e Virginia Johnson, interpretados por Michael Sheen e Lizzy Caplan, respectivamente. Em parte devido à era retratada, em parte devido à destreza dos atores, em parte devido ao assunto, cada cena de “Masters of Sex” revela mais do que as aparências.

“Às vezes temos que ser dirigidos para usar subtexto porque estamos muito conscientes do que está acontecendo”, explica Sheen. “Precisamos ter cuidado para não abusarmos desse recurso”.

À primeira vista, Bill Masters é uma grande montanha de tensão reprimida. Ele é tão emocionalmente desligado de sua pobre esposa Libby (Caitlyn FitzGerald) que em qualquer outra época mais moderna ela o teria deixado.

Bill se entende com Virginia, com quem está tendo um caso, numa combinação de desejo e culpa, atração e condescendência. Ele é um dos personagens mais complexos da hoje.

“Uma das coisas que mais me interessam sobre esse personagem é o quão vulnerável ele é. As pessoas espinhosas e defensivas são as que, no seu conjunto, são as mais vulneráveis por ter sido feridas de alguma forma”, afirma Sheen. “A audiência já está mais sofisticada para aceitar mais do que o que é apresentado na superfície.”

Por um lado, Bill anseia por respeitabilidade e a admiração de seus pares. Mas também quer ser famoso.

Ele está obcecado com seu estudo controverso, principalmente porque sabe que o trabalho é inovador. Mas tem ciência dos tabus que enfrenta e do risco para sua carreira.

“Nós o ouvimos dizer várias vezes que queria ganhar um Prêmio Nobel. Esta é uma área de investigação que foi aberta por ele”, conta Sheen. “Ele quer ser um nome reconhecido, mas assumiu um risco.”

Se Bill Masters vai vencer? “Não há resposta fácil para essa pergunta. Vai levar seis, sete temporadas para respondê-la.”

Estamos prontos e esperando.

 

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Sobre o Autor

Alemão, naturalizado canadense, Harold tem 52 anos e é, além de jornalista, diretor de cinema. Em mais de 20 anos de carreira, entrevistou atores e cineastas para a mídia americana e europeia. Atualmente está morando em Roma

A liberdade de imprensa estilo EUA : Quem matou Gary Webb?

Desmascarado como nenhum jornalista fez antes, as maquinações escuras da CIA no mundo da droga e revelou para os americanos como bairros negros do país foram inundadas com crack, com cinismo incrível em meio a tráfego para o abastecimento dinheiro e armas os Contras da Nicarágua. Ele denunciou narco Luis Posada Carriles e seus cúmplices cubanos envolvidos no negócio da droga. E só para ser encontrado em sua casa, com duas balas na cabeça. Um suicídio dizem os tribunais

A pesquisa de Webb é impressionante em sua seriedade e sua amplitude, causou um rebuliço nacional. Tanto é assim que os grandes relatos da imprensa de negócios publicado longo desconfiado atacando várias partes de suas pesquisas.

O mundo dos jornalistas investigativos nos Estados Unidos é de luto. Gary Webb, que, para muitos, foi um exemplo de profissionalismo e integridade, foi encontrado morto na sexta-feira, 10 de Dezembro na sua casa em Carmichael, Califórnia. Ele foi de 49.

Em agosto de 1996, enquanto trabalhava para o jornal San Jose Mercury News , Webb revelou como a CIA vendeu toneladas de crack nos bairros de Los Angeles e usar esse dinheiro para financiar operações de comércio criminoso Contras da Nicarágua tentar derrubar seguida o governo sandinista na Nicarágua.

Suas revelações foram publicadas por todos os jornais da cadeia Knight-Ridder . Tudo … exceto para o Miami Herald , o jornal ligado à máfia cubano narco-americano.

A pesquisa é impressionante em sua gravidade e em sua amplitude, causou um rebuliço nacional.

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Em seu livro Whiteout: a CIA, drogas e Imprensa , jornalistas Alexander Cockburn e Jeffrey St. Clair, o popular siteCounterpunch.com , detalharam como Webb foi vítima de uma verdadeira campanha para destruir sua reputação.
O Washington Post O New York Times e Los Angeles Times foram distinguidos neste trabalho sujo.

“O ataque em artigos Gary Webb e San Jose Mercury News é uma das capacidades profissionais mais venenosa e assaltos factualmente ineptas de um jornalista em viver de escrita na memória. Na mídia mainstream, encontrada quase sem defensores e aqueles que se atreveram a demonstrar em seu favor foram objecto de abusos por sua vez virulentas e deturpações “.

Webb demitiu-se do San Jose Mercury News , em 1997. Nunca mais poderia encontrar trabalho em um jornal conhecido.

Em 1990, Webb foi o vencedor, com um grupo de jornalistas, o Prêmio Pulitzer, o mais famoso do mundo prêmio jornalístico americano para o trabalho sobre o terremoto de Loma Prieta, mas, de acordo com sua família, nunca se recuperou da controvérsia causou sua série denunciando a CIA.

Ele sempre defendeu sua pesquisa mais famoso, publicado em 1999 um livro intitulado Dark Alliance: A CIA, os contras, ea explosão Crack (Dark Alliance: A CIA, os contras ea explosão do crack), que teve um forte impacto .

Entre as revelações mais interessantes é o caso de Luis Posada Carriles.

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Em Dark Alliance … que revelou Webb foi a partir de documentos revelados pela CIA, em janeiro de 1974, a Agência rejeitou um pedido de Posada para fornecer um de seus associados “um passaporte venezuelano”, porque ele escreveu sem rir o autor da nota, “não podemos permitir que um agente controlado está envolvido no tráfico de drogas.”

Nesse mesmo ano, a CIA foi advertido pela Drug Enforcement Agency (DEA) que Posada foi a troca de armas por cocaína com uma pessoa “envolvida em assassinatos políticos”, uma referência a Felix Rodriguez Mendigutía, o agente da CIA que ordenou o assassinato Che.

Como um membro de uma invasão secreta de Playa Girón (Baía dos Porcos) a CIA organizou a Operação 40 com a participação de Posada e dezenas de assassinos mercenários cubanos com a máfia ítalo-americana.

A rede desta organização foi usado em operações deterrorismo contra Cuba até 1970, quando ele cai um de seus aviões no sul da Califórnia, com uma enorme quantidade de heroína e cocaína a bordo. Nesse mesmo ano, o FBI capturou 150 suspeitos “na maior operação de droga na história da Polícia Federal.”

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Procurador-geral, John Mitchell, disse que a rede então controlado 30% do comércio de heroína no país e 70-80% das vendas de cocaína. Mas ele não mencionou o fato de que vários dos detidos pertenciam à quadrilha de Juan Restoy, ex-político Batista, “estudante” Destaques do 40 ligada ao chefe Operação Santos Trafficante.

Dois dos capangas mais confiáveis ​​foram Restoy … Ignacio e Guillermo Novo, “militantes” do Movimento Nacionalista Cubano, um grupo terrorista com centros em Miami e Union City, New Jersey. Estes dois assassinos recentemente retornou aos Estados Unidos, com a bênção da CIA e do FBI em Miami, depois de quatro anos de prisão no Panamá, junto com Posada.

Guillermo Novo, Posada também participaram de Junho de 1976, a criação do CORU terrorista, formando uma banda que será adicionado, com Felix Rodriguez, Frank Castro e outros criminosos, de operações de drogas autorizadas pela Administração Reagan em apoio para os Contras da Nicarágua, denunciando Gary Webb.

Frank Castro será acusado de importar 500 toneladas de maconha “, até o julgamento magicamente desapareceu quando ele estabeleceu um campo de treinamento dos Contras, em 1983”. Mais sorte, o escritório de Rodriguez vai acabar em George Bush, que realizou seu “talento”. E Posada, perdoado pelo presidente Miami do Panamá, Mireya Moscoso, preferiu ilegalmente “desaparecer” com a “proteção” que permanecem.

Os irmãos do Novo Mercado, após o assassinato do ex-chanceler Orlando Letelier, terminou “ligações” com a Fundação Nacional Cubano-Americana , enquanto o tempo de vida “Presidente” desta organização, Jorge Mas Canosa , pago a 26 mil dólares para comprar a “libertação “Posada preso na Venezuela após a explosão em pleno ar de um Cubana de Aviación, que deixou 73 mortos.

Série de Webb no San Jose Mercury News explicou em detalhes como a rede CIA vendeu toneladas de cocaína para gangues criminosas, demonstrando como o fanatismo anticomunista da Casa Branca levou a envolver-se na propagação da epidemia de drogas mais infernal tempos modernos.

A comunidade negra norte-americana ficou chocada com a informação divulgada pelos textos de Webb.

Seu papel em revelar a trama sinistra CIA Webb fez um personagem muito celebrada na comunidade negra.

Quando, finalmente, depois de um relatório do Inspetor Geral da CIA sobre o tráfico de drogas pela Agência, a Câmara compromete-se a estudar a questão, Porter Goss , que liderou o Comité de Inteligência do ano anterior, determinado dentro de uma hora de audiência, que as alegações eram “falsas”.

É claro que, o raio de investigação Goss investigando descartado até Gary Webb.

Goss, um ex-agente da CIA que participou das operações da estação JM / WAVE em Miami, em 1972, a realização de operações terroristas contra Cuba, acaba de ser nomeado diretor da CIA por George W. Bush.

Ricky Ross, uma das fontes mais confiáveis ​​de Gary Webb, falou com ele alguns dias antes de sua morte. Webb então disse que tinha visto homens examinando o tubo de fora de sua casa e que, obviamente, não eram ladrões, mas “pessoas do governo”.Ele acrescentou que tinha recebido ameaças de morte e foi seguido regularmente.

Eles sabiam que Gary Webb estava trabalhando em novas pesquisas sobre o tema da CIA e do tráfico de drogas.

Em 10 de dezembro, o corpo de Webb foi descoberto em sua casa em Carmichael. Seu rosto foi destruído por duas conchas 38 revólver calibre.

O juiz Robert Lyons era o oficial de justiça que conduziu a pesquisa. Emitiu rapidamente sua conclusão: Gary Webb cometeu suicídio, disse ele.

Jean Guy Allard

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