Os dez melhores filmes de 2013

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Antes da Meia Noite

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                                                                               Azul é a côr mais quente

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Blue Jasmine

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A caça

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Frances Ha

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Gravidade

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A hora mais escura

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O som ao redor

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Tatuagem

Nos cinemas, 2013 ficou marcado de muitas formas. Foi o ano em que o público se emocionou com casais bem diferentes – idosos, homossexuais, os queridinhos Jesse e Celine. Que o Brasil viu um pernambucano retratar, em uma rua do Recife, as transformações socioeconômicas do País. Que o mundo viu um mexicano criar um blockbuster que aponta o caminho para o uso de tecnologia digital nas telas.

Em clima de retrospectiva, o iG relembra as produções memoráveis que chegaram aos cinemas brasileiros em 2013 – de lançamentos do começo do ano, como “Amor”, aos mais recentes, como “Azul é a Cor Mais Quente”.

 “Amor”: Michael Haneke emocionou plateias de todo o mundo com este retrato comovente, mas sem sentimentalismo, da velhice. Octogenários, os atores Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant brilham como Georges e Anne, um casal que busca manter a dignidade em meio à degradação progressiva da saúde dela.

“Antes da Meia-Noite”: O diretor Richard Linklater e os atores Ethan Hawke e Julie Delpy acertaram mais uma vez ao dar continuidade à história de Jesse e Celine, um dos casais mais queridos do cinema. Com diálogos maduros, inteligentes e reais, longe das ilusões de Hollywood, o filme discute o desafio de continuar apaixonado apesar dos problemas trazidos pelo casamento e pela convivência.


Divulgação

Cena de ‘Azul É a Cor Mais Quente’

“Azul é a Cor Mais Quente”: O longa de Abdellatif Kechiche tem o mérito de registrar o amor homossexual como algo comum, com cenas de sexo naturais e sem culpa. Mas as qualidades vão além: sutil, delicado e dono de um humor contido e inteligente, o longa costura de maneira imperceptível a sensação de deslocamento da protagonista (Adèle Exarchopoulos, excelente), uma jovem de 17 anos que se apaixona por uma mulher mais velha.

“Blue Jasmine”: Woody Allen voltou à relevância e fez seu filme mais atual, contundente e bem-acabado em muitos anos. Cate Blanchett está excelente como Jasmine, uma socialite que subitamente perde tudo e é obrigada a deixar sua mansão na elegante Park Avenue, em Nova York, para viver de favor no apartamento da meia-irmã em San Francisco.

“A Caça”: Em excelente forma, o cineasta Thomas Vinterberg fez um poderoso estudo de caso sobre o impacto de uma acusação falsa em uma sociedade desconfiada (e um tanto histérica). Em atuação contida, precisa e memorável, Mads Mikkelsen é um professor de jardim de infância que passa a ser alvo de violência e perseguição após uma de suas alunas contar uma mentira inocente.

“Frances Ha”: Coprodução entre EUA e Brasil, o longa de Noah Baumbach foge às convenções do cinema norte-americano e faz um retrato generoso e honesto de uma mulher de quase 30 anos que não achou o rumo de vida e vive em situações-limite, com uma única certeza: a paixão pela dança. No papel principal, Greta Gerwig entrega uma das atuações mais marcantes do ano.


 filme ‘Gravidade’

“Gravidade”: O drama espacial do diretor Alfonso Cuarón mostra como a tecnologia digital pode, sim, ajudar um filme a provocar emoção genuína. Imagens espetaculares e em 3D deixam o espectador em estado de imersão enquanto acompanha a trajetória de Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalski (George Clooney), astronautas que, sem comunicação com a Terra, lutam pela sobrevivência.

“A Hora Mais Escura”: Polêmico principalmente pelas cenas de tortura, o filme sobre a caça a Osama Bin Laden expõe a coragem da diretora Kathryn Bigelow e de sua equipe em abordar um tema controverso, moralmente complexo e cujos detalhes, em sua maioria, permanecem mantidos em sigilo. Acima de tudo, é um filme de ação brilhante que mantém o espectador em suspense durante quase duas horas e meia, mesmo que ele já saiba o final.

“O Som ao Redor”: Candidato do Brasil à indicação ao Oscar de filme estrangeiro, o longa de Kleber Mendonça Filho retrata a rotina de uma rua de classe média na zona sul do Recife, transformada pela chegada de seguranças particulares que oferecem seus serviços aos moradores. Esse pequeno espaço funciona como retrato de uma cidade e de um País em transformação, no qual o crescimento não reduz o medo e não altera completamente as relações de classe.

“Tatuagem”: Uma receita simples – boa história, bons atores e personagens carismáticos – resultou em um dos mais premiados filmes nacionais do ano, que rapidamente envolve o espectador e o faz pensar. Ao narrar o romance entre um soldado e um líder teatral durante a ditadura, o diretor Hilton Lacerda propõe uma interessante discussão sobre liberdade e repressão, com direito a uma das cenas de sexo gay mais bonitas do cinema.

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