Lana Turner:. a loura fatal

A vida da atriz Lana Turner foi um próprio roteiro de melodramas hollywoodianos. Teve sete maridos e diversos amantes e foi símbolo sexual em produções de diretores como Minneli, Sirk, Cukor
 
 
 
 
Lana Turner

Lana Turner. Vida de folhetim e densidade dramática a depender do diretor

 

Se há dúvidas sobre o talento de Lana Turner (1921-1995) como atriz, uma coisa é certa: sua vida parece ter sido escrita por um roteirista de disparatados melodramas hollywoodianos.

Bela e sensual, de formas voluptuosas que lhe valeram o apelido de sweater girl, ela virou o estereótipo da loura fatal, embora fosse originalmente ruiva. Teve sete maridos e incontáveis amantes. Um destes, o gângster Johnny Stompanato, foi morto a facadas pela filha de 14 anos da atriz, Cheryl Crane.

O começo já tinha sido folhetinesco. Nascida nos confins de Idaho, aos 8 anos Lana perdeu o pai, assassinado durante uma briga de jogo. Mudou-se com a mãe para Los Angeles, onde, aos 15 anos, quando cabulava aula tomando um sorvete numa lanchonete, foi “descoberta” por um jornalista da revista Hollywood Reporter, que a iniciou na indústria.

Estreou em 1937 em Esquecer, Nunca e ganhou papéis cada vez maiores, até atingir o pleno estrelato com O Destino Bate à Sua Porta (Tay Garnett, 1946). Ciente de sua condição de símbolo sexual, tinha atuações geralmente artificiais, mas alguns diretores (Minneli, Sirk, Cukor) souberam lhe dar densidade dramática. Dizia: “A felicidade não ajuda você a crescer, a infelicidade sim. Então, sou grata por meu mar de rosas conter também espinhos”. E não foram poucos.

DVDS

O Destino Bate à sua Porta (1946)
Andarilho (John Garfield) é contratado para trabalhar num posto de gasolina de beira de estrada e envolve-se com a linda mulher (Lana Turner) do patrão. Os amantes tramam o assassinato do marido traído. Ótima adaptação do tórrido romancenoir de James M. Cain (filmado também por Luchino Visconti e Bob Rafelson).

Assim Estava Escrito (1952)
Ascensão e queda de um inescrupuloso produtor de cinema (Kirk Douglas), narrada em flash-back pelos olhos de uma atriz (Lana Turner), um roteirista (Dick Powell) e um diretor (Barry Sullivan) ressentidos com ele. Dirigido por Vincente Minnelli, é um dos filmes mais implacáveis sobre os sujos bastidores de Hollywood.

A Cadeira do Diabo (1957)
Numa cidade da Nova Inglaterra, uma mãe de família (Lana Turner) sente-se atraída pelo jovem novo diretor da escola local (Lee Philips), ao mesmo tempo que pequenos escândalos começam a abalar a superfície puritana da comunidade. Drama moral de Mark Robson que valeu a Turner sua única indicação ao Oscar.

por José Geraldo Couto-Carta Capital

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1 Comment

  1. hey, do you wanna know how I’ve lost 30 pounds?
    sophia https://www.youtube.com/watch?v=vFqze-iXtvA

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