Dexter_Review 7×3 – Buck the System


Eu ainda me lembro das promos e notícias da 5° temporada (ou seria da 6°?), nas quais os produtores afirmavam que Dexter voltaria a ser o que era na 1° temporada. Eles prometiam que Dexter voltaria às origens, mas não foi o que eu observei.
Não é segredo para ninguém que até então minha temporada preferida foi a 1°. Porém, diferentemente do que eu possa transparecer, não é apenas por causa do digníssimo Ice Truck Killer. A primeira temporada é a que me mais chama atenção por ser muito introspectiva, explorar pouco os personagens coadjuvantes e por propor-se a mostrar os conflitos de Dexter, mais que qualquer outra coisa. Okay, Gabriel, mas por que você está falando da primeira temporada? Esta sétima temporada está me fazendo sentir como eu me sentia ao assistir à primeira. Buck the System foi um episódio muito bom! Nota 9, ou 8,5 talvez?

O começo do episódio foi de tirar o fôlego. Mesmo sabendo que os assassinatos impulsivos eram frutos da imaginação capciosa do nosso serial killer, ainda sim eu não pude evitar os sustos. As cenas foram muito bem feitas, e segredinho ~eu sempre tive vontade de ver o Masuka morrendo~, mas ele é um personagem que faria falta.
Antes que eu foque em “Debxter”, gostaria de pedir para vocês exporem suas teorias sobre Quinn e a máfia Russa. Vocês acham que a stripper realmente está a fim dele ou foi apenas um plano astuto para conseguir informações sobre Viktor? Vou explicar minha dúvida:
1) teoricamente o intuito de a Nadia se aproximar do Quinn era conseguir mais informações sobre Viktor. 2) A máfia já descobriu que Viktor está morto, e eles devem ter quase certeza de que foi o Dexter o autor do crime.
Agora entra minha dúvida: como vai ficar a relação do Quinn com a Nadia? Se a máfia já descobriu o que queria, qual o propósito em os produtores terem feito essa aproximação da moça linda com o caveirudo Quinn? Não consegui achar resposta ainda.

A única coisa boa na LaGuerta é a sua imprevisibilidade (e não estou sendo irônico!). No 6×12 ela apoia a Deb na busca por Travis nos arranha-céus de Miami, mesmo gerando gastos no departamento e não resultando na captura do Doomsday Killer. Outros vários momentos ela se mostra apenas uma cadela recalcada (no sentido comum da palavra). Sobre isso, achei bacana ela ter sido racional com a Deb. Outra coisa que gostei, foi ela ter sido bem usada para refletir algo na trama principal, prova disso foi a tenente ter perguntado “se você soubesse que tem um assassino aí for, e pudesse fazer algo para impedi-lo antes que ele matasse de novo, você o deixaria ir?” e ter recebido “nós somos policiais, Deb, nós seguimos a lei” como resposta.
Não consigo esconder minha surpresa e frustração quanto à morte de Louis. Pra mim esse foi o ponto baixo do episódio e, talvez, da temporada. Quando, na review passada, eu disse que os produtores não sabem trabalhar com muitos personagens e muitas tramas paralelas, a morte de Louis vem como prova disso. Assim como o sumiço da psicóloga e do quero-dar-pro-Dexter da Deb, o caso da Santa Mierda e a entrada e saída rápida do Mike Anderson.
Os verdadeiros psicopatas são os produtores [risos], nos iludem nas promos e nas histórias secundárias, mas as deixam de lado, acabando com nossa esperança. Eu me sinto frustrado quanto ao Louis, esperava muito mais da parte dele! Ainda mais depois do “breakdown” do episódio. Louis se mostrava perfeccionista obsessivo por várias coisas, claramente tinha baixa tolerância à frustração e era muito inteligente. Poderia ser um “adversário” para o Dexter que não fosse um assassino! Seria muito interessante para a série. Uma pena ter acabado dessa maneira. Ou será que não acabou? Porque afinal de contas, sua morte aconteceu no Slice of Life, e o Louis falou que Dexter estava “ferrando com ele”.
O descontrole de Dexter com o John Lennon foi ótimo! Gostei bastante também do modus operandi do Speltzer. Gostaria de ter visto a explicação para a Deb estar na casa do assassino e sobre como tudo acontece. Não estou dizendo que não tem explicação, só digo que queria ter visto como eles lidaram com isso. Assim como eu gostaria de ter visto explicação para Dexter ter ido morar com a Deb e o Harrison ter subitamente sumido. Eu sei que podemos inferir que o pequeno está com a Jamie, mas para mim isso não basta. Falando nisso, cadê o pimpolho loirinho?

Deb está se mostrando uma personagem volúvel e demanda crescimento rápido e constante. Não foi diferente este episódio, aparentemente ela passou para outro nível de entendimento sobre o dark passenger. Talvez nos próximos episódios encontremos alguma situação que demande que a Deb escolha salvar Dexter em detrimento de seguir as leis. Não tenho ideia de como vai ser.
OU TALVEZ (minha teoria), Dexter lide com ela da maneira que funcionou com Harry. Inicialmente Harry visava curá-lo, mas certamente não se empenhou muito nisso. Quando teve necessidade, Harry viu que poderia usar Dexter para tirar o lixo da sociedade, iniciando suas matanças em série com a enfermeira. Talvez Deb se veja numa situação que ela precise da ajuda do lab geek e aceite o estilo de vida do Dexter. O que vocês acham?
Talvez não seja assim que se encaminhe a temporada, mas este episódio já deu bons indícios de que isso é possível. Dexter expos Deb às contingências que ele vive, isto é, ele parou de contar o que ele faz com os assassinos, como ele faz e o porquê de ele fazer. Agora ele está fazendo com que a Deb viva a vida que ele vive, dessa forma ela pode entender melhor o que de fato acontece com ele.

(Sobre a Hannah, CASA COMIGO, SUA LINDA!)

E vocês, o que acharam do episódio? Não deixe de comentar!

Obs.: desculpem os possíveis erros de concordância e continuidade no texto. Eu estudo e trabalho e faço as reviews, e enfim… paciência comigo, por favor haha (:

Die die, Dexterous!

@Gabrielbarros42-Dexter Brasil

Homeland:. Claire Danes e o terrorismo, o transtorno bipolar e o marido curioso


Alemão, naturalizado canadense, Harold Von Kursk já escreveu para diversas revistas americanas e europeias. Aos 52 anos, tem uma vasta experiência entrevistando as maiores estrelas de Hollywood. Ele conversou com a atriz americana Claire Danes, soberba no papel de uma agente da CIA na série Homeland, grande sensação do Emmy deste ano:

Ser a estrela da série preferida de Barack Obama tem suas vantagens e Claire Danes nunca se sentiu melhor sobre sua carreira ou sua vida do que agora. Como a estrela da aclamada série Homeland, Claire estabeleceu-se como uma das melhores atrizes de Hollywood. Ganhou um Emmy por seu trabalho como a analista bipolar da CIA Carrie Mathison apenas um ano depois de ganhar o mesmo prêmio por seu trabalho interpretando uma mulher autista em Temple Grandin.

Homeland tem encantado espectadores com um enredo central dinâmico: o personagem de Claire é obcecado pelo fuzileiro naval Nicholas Brody (o britânico Damian Lewis), que retornou aos EUA depois de oito anos em cativeiro da Al-Qaeda. Será ele um terrorista ou um herói de guerra?

A ex-estrela infantil e protagonista de filmes como Romeu e Julieta tem apenas um grande medo: ver seu casamento acabar por não poder contar ao marido, fã de Homeland, o que vai acontecer.

Q: Há muita tensão em interpretar uma bipolar como Carrie?

É apenas desgastante. Você tem de colocar tanta energia. Com Carrie, o meu desafio é manter os níveis de variação de obsessão e fixação. Ela não está apenas preocupada com a luta contra o terrorismo, mas também tem de cuidar de sua doença e de não perder o controle. Ela está em um estado constante e crônico de alerta máximo.

Q: Como você pesquisou para seu papel na CIA?

Fui apresentada a uma mulher de alto escalão da CIA que me levou para a sede em Langley (Virgínia) e falou-me de alguns detalhes sobre sua experiência e o tipo de operações que eles realizam. Eu cheguei a conhecer o chefe da divisão de inteligência da CIA no Paquistão, que tinha acabado de voltar e estava profundamente envolvido no assassinato de Bin Laden.

Q: Você aprendeu alguma coisa sobre o trabalho de inteligência?

Nada que eu possa falar (Risos).

Q: Você também fez um monte de pesquisas sobre o transtorno bipolar.

Sim. Não é assim tão fácil entender a doença porque ela se manifesta de muitas maneiras diferentes e os médicos ainda estão tentando entender mais sobre o assunto para tratá-la de forma mais eficaz. Conheço vários psicólogos. Passei um bom tempo com uma mulher que é bipolar e tem escrito extensivamente sobre a doença. Eu também tenho um bom amigo psiquiatra que diagnosticou o personagem e receitou até mesmo o tipo de medicamento que ela estaria tomando.

Q: Por que é melhor trabalhar na TV do que no cinema?

Não faz muito tempo havia um certo estigma ligado a trabalhar em uma série de TV. Era visto como um sinal de fracasso. Mas o ambiente mudou completamente. Basta olhar para o número de séries em circulação. Breaking Bad, Mad Men e Boardwalk Empire são soberbamente escritas e fazem parte desse renascimento da TV que já se arrasta há alguns anos. Eu adorava assistir The Wire e esses tipos de programas estão abrindo espaço e criando oportunidades incríveis para atores.
HAROLD VON KURSK
postado por Kiko Nogueira-Diário do centro do Mundo

Arrow 1×01: Pilot_A série mais esperada da Fall Season 2012.

Desde que os críticos de TV americanos tiveram acesso ao Piloto e mais alguns episódios iniciais de Arrow, uma comoção geral se instalou. A série da CW, emissora pequena e geralmente tratada como responsável por produções de gosto duvidoso, impressionou e foi tachada de “melhor estreia da Fall Season”.
Teve quem duvidasse completamente e lançasse mão da máxima de que as opiniões foram compradas pela DC Comics, responsável pela publicação que dá origem à série, mas verdade seja dita, o material promocional de Arrow já denotava algumas qualidades da produção que apenas precisavam de confirmação. Quatro minutos são muito diferentes de quarenta, convenhamos.
Sendo assim, a curiosidade para ver Arrow aumentou e a série apresenta uma Series Premiere que é sim, muito boa. Se essa é a grande estreia do ano, apenas os próximos episódios poderão confirmar, mas o caminho certo para isso está traçado. Vale dizer que, como nunca tive contato com as HQ’s e sei nada sobre o personagem já conhecido por muitos, a opinião sobre o Piloto é completamente livre de comparações. Apenas o produto televisivo está em foco.

Não há como negar que a história é sim, interessante e as primeiras impressões sobre a transformação de Oliver Queen (Stephen Amell), de playboy a vingador encapuzado, são as melhores. Pelo menos nesse inicio tudo é desenvolvido a contento, sem tirar do espectador o prazer da curiosidade. Um pequeno defeito estaria na edição que poderia ser mais ágil e tornar o episódio mais “alucinante” por assim dizer. A sensação é a de que tudo acontece na maior calma, muito embora, haja novos fatos e informações a todo o momento.
As cenas de ação são boas, os efeitos necessários para a trajetória das flechadas também têm qualidade e, no fim das contas, somando-se tudo isso ao elenco que dá conta do recado muito bem, Arrow se transforma numa produção de potencial. Isso porque nem citei o fato de que, depois do fim de Smallville, ficou aberta a vaga para uma boa série com temática de herói. Arrow parece estar estreando na hora certa.

A premissa de Arrow é a seguinte: Cinco anos após sofrer um acidente de barco em que perdeu o pai, o bilionário Oliver Queen é resgatado de uma remota ilha do Pacífico, onde, ao longo do tempo, ele se transformou numa verdadeira máquina de matar, com habilidades incríveis de combate e no uso de arco e flecha. Sua missão é consertar todos os erros cometidos pelo pai (que se suicida para que o filho tenha uma chance) e, de certa forma, fazer justiça. Para isso, Oliver vai se aproveitar de sua má fama de menino mimado e despistar seus inimigos e a polícia.
Com uso de verde e da roupa com capuz, a referência a Robin Hood é bem obvia. Além do mais, em sua primeira missão, Oliver tenta ser bacana com um dos figurões de Starling City, pedindo “gentilmente” que ele devolva muitos milhões de dólares para as pessoas que haviam sido prejudicadas por ele, mas a coisa não funciona muito bem “pedindo com educação” e é assim que Arrow invade a cena e redistribui a renda com seu jeitinho peculiar. Aliás, peculiar é a palavra certa para descrever a saúde de Stephen Amell, que é o tipo de cara que pode fazer cenas desnudas sem o menor problema. A boa forma do moço é, inclusive, um grande atrativo, mas Arrow não se apoia apenas nisso, apesar da exposição que rola em alguns momentos (para nossa alegria!).

Dentre os demais personagens temos Moira, a mãe de Oliver, que de boazinha não tem nada, Thea (Willa Holland) a irmã traumatizada e envolvida com drogas, Tommy (Collin Donnell) o melhor amigo boa vida , Laurel Lance (Katie Cassidy) a ex-namorada que ainda sofre com a morte da irmã e a traição de Oliver, John Diggle (David Ramsey) o segurança que só leva balão de Oliver e Quentin Lance (Paul Blackthorne) o detetive, pai de Laurel, que investiga a aparição de um vingador de capuz.
Arrow é baseada numa HQ homônima, publicada pela DC Comics. A equipe de produtores Greg Berlanti (“Green Lantern,” “Brothers & Sisters”), Marc Guggenheim (“FlashForward,” “Eli Stone”), Andrew Kreisberg (“Warehouse 13,” “The Vampire Diaries”) e David Nutter (“Smallville,” “Supernatural,” “Game of Thrones”). Melissa Kellner Berman (“Eli Stone,” “Dirty Sexy Money”) é co-produtora. O Piloto foi dirigido por David Nutter, com adaptação de Andrew Kreisberg & Marc Guggenheim e história escrita por Greg Berlanti & Marc Guggenheim.
P.S* Arrow não perde o charme e faz piadas sobre Lost e Crepúsculo. Sensacional!
Series em Serie

Connery, Moore ou Craig: quem foi o melhor James Bond? (Alguém falou em George Lazenby??)

Você pode gostar mais de Sean Connery, e você estará correto, mas cada um dos seis atores contribuiu para a carreira de uma das franquias mais longevas e bem-sucedidas do cinema (mais de 15 bilhões de dólares). Operação Skyfall tem estreia marcada para 26 de outubro e fará crescer o bolo da bondmania em mais alguns milhões.

Criado em 1953 pelo escritor inglês Ian Fleming, bon-vivant nascido numa família rica, com passagem pela Inteligência Naval britânica, James Bond já nasceu, de certa forma, anacrônico, como um heroi de um império em decadência (“Antigamente, nós lhes mostrávamos os dentes. Hoje, apenas as gengivas”, diz ele em Moscou Contra 007). A Guerra Fria acabou, as mulheres tomaram o poder, ninguém mais pede dry-martini, mas ele continua vivo e saltitante.

Há 50 anos, em O Satânico Doutor No, o escocês Sean Connery, com sua peruca, incorporou pela primeira vez o homem com licença para matar e consolidou um tipo inesquecível: violento, aristocrático e macho. Com a passagem dos anos, James Bond teve de se adaptar. Roger Moore era mais suave e palhaço. Daniel Craig, o atual, é bombado e triste. Timothy Dalton era.. quem era Timothy Dalton? Lembre-se:

SEAN CONNERY

O primeiro e, para muitos, definitivo Bond: atlético, sarcástico, predador sexual, mestre do wit. Connery estrelou a série seis vezes, até 1971, voltando em 1983 para o auto-referente Nunca Mais Outra Vez. Por razões financeiras, ele se recusou a participar das comemorações de 50 anos do personagem. Curiosamente, Ian Fleming preferia outro para seu agente: Cary Grant. Ainda bem que Grant não topou.

GEORGE LAZENBY

Embora tenha feito apenas A Serviço Secreto de Sua Majestade, considerado o melhor livro de Fleming, o ex-modelo Lazenby conferiu um lado mais dark a 007, que foi seguido por Daniel Craig depois. Mas não sobreviveu à avalanche de críticas e à sombra de Connery. Podia ter passado sem uma frase, depois que uma garota rouba seu carro na praia: “Isso nunca teria acontecido com o outro cara”.

ROGER MOORE

Engraçado, às vezes patético, mas não era culpa dele. James Bond tinha de se virar com as feministas, os pacifistas e uma década em que todo o mundo, sem exceção, se vestia mal. Moore, a certa altura, virou aquele tio que conta piadas de pavê. Fora as sequencias estapafúrdias, como aquela em que ele começa descendo o rio Amazonas e termina nas cataratas do Iguaçu. De qualquer maneira, fez pelo menos dois clássicos: O Espião Que Me Amava, com o inesquecível vilão Jaws e seus dentes de aço, e Somente Para Seus Olhos.

TIMOTHY DALTON

Marcado Para Morrer foi um sucesso. Em compesanção, tinha a maldita música-tema do A-ha, Living Daylights. Era o único dos intérpretes com passagem pela Royal Shakespere Academy, o que, rigorosamente, não quer dizer nada, a não ser que ele conseguia declamar algumas falas de Hamlet. O segundo filme, Licença para Matar, flopou miseravelmente e levou Dalton consigo. No auge do pânico da Aids, ninguém queria saber de um agente secreto adepto do sexo casual e frequente.

PIERCE BROSNAN

Brosnan esteve em quatro filmes de James Bond, todos eles bem sucedidos. O primeiro foi GoldenEye. 007 não ficava tão bem num tuxedo desde Sean Connery. Ele conseguiu juntar a ironia de Connery ao lado paspalho de Moore (Brosnan é um bom comediante, aliás). Beneficiou-se, também, dos avanços tecnológicos do cinema, com filmes em que explosões e perseguições ganharam espaço. Espaço demais, para alguns.

DANIEL CRAIG

O nanico Craig (ele teve de usar palmilhas em Quantum of Solace diante de um dos vilões) é um pouco sério e sensível demais, mas, novamente, é sinal dos tempos. Casino Royale é um dos grandes filmes da série, com a linda Eva Green e seu olhos verdes fazendo o homem sofrer como nunca. Em Operação Skyfall, Craig tem de lidar com o passado nebuloso da chefe M (Judi Dench, ou Dame Judi Dench, a Fernanda Montenegro deles). Precisa dar um desconto. Seja como for, com Craig ou sem Craig, 007 estará por aqui pelos próximos 50 anos.

Kiko Nogueira
Jornalista, músico e ex-falso ponta esquerda mais falso do futebol brasileiro. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Primeiras Impressões:. Vegas


Vegas, a nova aposta da CBS apresenta um perfil diferente para as séries do seu gênero. Criado por Nicholas Pileggi e Greg Walker, este drama ambientado na Las Vegas dos anos 60 possui responsabilidades, pois séries ambientadas nessa época não dão muito certo na TV aberta. Então, o que esperar deste faroeste investigativo? [Spoilers a seguir]

A história inicia quando a sobrinha do Governador é encontrada morta, e por motivos de força maior, o prefeito decide convidar um antigo combatente de guerra para solucionar o assassinato. Este amigo é atualmente um fazendeiro muito incomodado com os aviões e movimentos da cidade: Ralph Limb (Dannis Quaid).

Acontece que Lamb não é uma pessoa que busca resolver os problemas com a diplomacia, e sim com astúcia, violência, e de preferência com uma espingarda em mãos. Para tentar descobrir o ocorrido com a garota, o novo xerife conta com a ajuda de seu irmão Jack (Jason O’Mara), de Dixon (Taylor Handley), seu sobrinho, e da promotora Katherine O’Connell (Carrie-Anne Moss). As investigações prosseguem até se conectarem ao Cassino de Vincent Savino (Michael Chiklis), o grande vilão e detentor do mistério central da série.

Interessante observar que nas investigações a Ciência Forense está ausente, o que faz toda a diferença no roteiro — somada à perpiscácia de Ralph Lamb e de seus parceiros. Os personagens secundários podem gerar boas cenas de humor (Dixon), diplomacia (Jack), e, como não poderia faltar, romance (Katherine). A personalidade forte de Lamb agrada muitos. Entretanto, prefiro o Raylan Givens de Justifield pela liberdade da TV fechada.

Já Vincent Savino precisa fazer algo realmente muito ruim para se tornar a pedra no caminho de Ralph, considerando que o herói geralmente derrota o vilão, e em canal aberto não será diferente. A atuação de Michael Chiklis foi boa e ele conseguiu conquistar meu respeito pelas atitudes frias e destemidas de seu personagem.

Não houve um ponto negativo que prejudicasse a estreia de Vegas. De um modo geral este piloto está aprovado! Os personagens apresentados compõem bem o ambiente da deserta Nevada e o enredo é destinado àqueles que gostam do gênero (faroeste/policial), sem falar que o roteiro possui coerência. Sem dúvidas Vegas é uma boa opção para quem gosta de séries de investigação.

Acesse o Artigo Original: http://caldeiraodeseries.blogspot.com/2012/09/primeiras-impressoes-vegas.html#ixzz28BVCp02n

Dexter 7×01: “Are you…?”


[Atenção: grandes SPOILERS a seguir!] Todos nós temos escondemos alguma coisa. Alguns segredos são mais leves, outros podem nos expor de tal maneira que o protegemos ao máximo. Com o Dexter não é diferente, e neste começo de temporada vimos o “serial killer” fazendo de tudo para não perder a cabeça e não deixar que seu “Dark Passenger” fosse totalmente descoberto. Acontece que dessa vez a situação saiu mesmo do seu controle.

Do momento em que flagrou o irmão matando o Travis até os segundos finais do episódio, Deb não parou de fazer perguntas! Ela questionou tudo, e parecia que o Dexter tinha todas as falsas respostas na ponta da língua para evitar que sua irmã enxergasse a verdade por traz das mentiras que estava contando. Mesmo com um excelente “jogo de cintura”, o Dexter ficou preocupado com o fato de a Deb ter visto do que ele é capaz. Sua intenção era fazê-la acreditar que aquilo havia sido um deslize, que nunca tinha acontecido antes.

Para lidar com a situação, nada melhor do que passar o tempo com o que mais lhe acalma: matar! Ele aproveitou o assassino do detetive Mike para praticar seu hobby, acreditando que no fim do tudo tudo iria terminar bem. Acontece que a Debra não parou de pensar um segundo sequer no que aconteceu, e esses questionamentos levantaram suspeitas que estavam enterradas em sua mente e ela nem sabia — fruto do dia em que foi parar na mesa do Brian, o irmão biológico e também serial killer do Dexter. No fim, a Debra já tinha desvendado tudo, e surpreendeu o irmão com a pergunta “Você é…?”. O Dexter não teve mais como mentir… Ele admitiu ser um assassino em série. Wow!

Os flashbacks mostraram que o Dexter quis contar para sua irmã seu segredo quando eram crianças, mas seu pai lhe traumatizou dizendo que se um dia a Deb soubesse da verdade, ele acabaria perdendo-a. Será que é isso que vai acontecer agora? Será que a Debra vai deixar seu lado Tenente falar mais algo do que o fato de se tratar do seu amado irmão? Certamente ela não irá entregar o Dexter agora, pois estamos apenas começando a temporada, então ficamos com a opção dela tentar absorver tudo e procurar ajudar o irmão de alguma forma — talvez o salvando do seu lado sombrio. Confesso que já estava achando que os roteiristas iam manter a Deb no escuro por mais um tempo, e fiquei animado com a reviravolta final.

Enquanto isso, o Departamento de Miami já está focando na investigação do assassinato do Mike — nem me importei com a morte do personagem, tendo em vista que mal tivemos oportunidade de conhecê-lo. Mas tem coisas rolando por lá que podem complicar a vida do Dexter… A LaGuerta encontrou a amostra de sangue que o Dexter colheu do Travis e isso promete se tornar uma grande dor de cabeça para o serial killer em breve. Será que ela vai virar “o novo Doakes”? Se sim, já prevejo ela tendo o mesmo destino do falecido amigo. Sem falar que ainda temos o Louis rondando o Dexter, mexendo nas suas coisas e cancelado seus cartões de crédito (!)… Não faço ideia do que ele pretende, só sei que vai ser mais alguém pro Dexter eliminar para proteger sua vida dupla.

Estava gostando o episódio, mas o final me fez adorá-lo. Achei legal a pegadinha que os roteiristas tentaram pregar ao iniciar o episódio com o Dexter “em fuga”. Mas toda a cena da “caça à vítima (aka Viktor)” na sala de embargue do aeroporto me pareceu forçada demais… Sem falar que o Dexter correu um grande risco ao agir ali. Será que não tem nenhuma câmera por lá?! Só o que falta é o Dexter ficar descuidado agora, pois ele já tem complicações demais vindo em sua direção — ok, quanto mais, melho. Vamos ver como a temporada se desenrola… Mas já começou no lucro, pois só esse episódio foi melhor que a temporada passada inteira!

E mais:
O ator Ray Stevenson (Rome) apareceu rapidamente como Isaac, um dos chefões da máfia ucraniana. Certamente o fato de o Dexter ter matado o Viktor irá atrair Isaac para Miami, e só Deus (e os roteiristas) sabem o que poderá sair daí — Dexter Vs. Máfia?
Nada da Yvonne Strahovski (Chuck) neste primeiro episódio… Estou curioso para ver como ela será introduzida na série e como seu arco será desenvolvido. Espero que ela não seja uma nova Lumen.
O Angel e o Quinn fizeram as pazes… Who cares?
Estou com os cruzando os dedos para que aquela história de romance entre a Deb e o Dexter seja deixada de lado… Mas como fizeram questão de relembrar isso no “Anteriormente em…”, estou certo de que em algum momento o plot virá à tona novamente. =/
Alguém mais acha estranho que demorou tanto tempo pra Deb descobrir que o Dexter não trabalhava até tarde? Sei lá, tudo bem que ela nunca teve motivo pra desconfiar, mas essa “pista” sempre esteve tão na cara! rs
E vocês, gostaram da estreia da 7ª temporada? Comentem!

Acesse o Artigo Original: http://caldeiraodeseries.blogspot.com/2012/10/dexter-7×01-are-you.html#ixzz28BSELfbF

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