Anger Managements_Primeiras impressões

Faltou alguma coisa. Anger Management (Tratamento de Choque) finalmente estreou na TV a cabo americana. Ela era muito aguardada desde que Charlie Sheen saiu de Two and a Half Men com poucos amigos e muitos inimigos na bagagem. O ator é famoso por ter uma vida social igual a do seu personagem, com mulheres, bebidas, brigas e outras coisas mais.

Assim como a estreia da nova temporada de sua antiga série com Ashton Kutcher bombou, a estreia de “Tratamento de Choque” bateu recordes de audiência. Os 5.47 milhões de espectadores fizeram o canal FX ter a maior audiência de sua história. E o segundo episódio transmitido em seguida atraiu ainda mais: 5.74 milhões. Números excelentes para o canal.

Quando eu soube que o projeto iria adaptar o enredo de um dos melhores filmes de Adam Sandler, primeiro pensei que seria bacana, com cada episódio mostrando uma semana a mais vencida pelos pacientes. Mas depois pensei em “legal, mas se vai ficar só nisso, não dura mais que uma temporada”. E com esse pensamento temos início a história dessa série.

Charlie Sheen, ex-Charlie Harper, é agora Charlie Goodson, um terapeuta que ajuda seus pacientes a domar a raiva interior. Ele mesmo já foi um deles, e luta para não voltar ao estado de guerra (se bem que isso tudo foi pro brejo quando ele quase acertou o namorado da ex com um abajur). Temos como pacientes Lacey (Noureen Dewulf), uma linda indiana que foi “convidada” a participar do grupo depois de atirar no saco de seu namorado, Patrick (Michael Arden) o gay, Nolan (Derek Richardson) o bobo, e Ed (Barry Corbin) o velho. Eles ainda não mostraram a que veio, mas acredito que cada um ali terá um episódio específico para isso.

Além disso, Charlie tem uma filha com TOC (Transtorno Obssessivo Compulsivo), Sam (Daniela Bobadilla), a ex-mulher Jennifer (Shawnee Smith) e a atual “namorada” (mais pro estilo amigos com benefícios) Kate Wales (Selma Blair). Na hora em que a vi lembrei dela em Friends, como Wendy, a segunda mulher mais bonita de Oklahoma que rouba o tender de uma festa e dá em cima de Chandler (excelente episódio).

A história de usar o mesmo nome no personagem é a maior piada da série. Se antes conhecemos o Charlie pegador que mora em Malibu, agora conhecemos o Charlie que jogou tudo pro alto (foi mais ou menos assim que ele perdeu seu emprego na vida real, mas na série foi num acesso de fúria durante um jogo de beisebol) e tenta reconstruir sua vida. A curiosidade foi o motivo para tanta audiência. E qual a impressão que a série passou depois de dois episódios? Tem coisa errada aí.

Charlie Harper está muito fresco em nossas memórias. Não dá pra vê-lo agora como um terapeuta. Seria bem mais legal se Jack Nicholson fosse o médico (ou mesmo sua antiga doutora interpretada pela Sue Sylvester de Glee) , e ele um de seus pacientes. Quem gosta de Charlie, gosta de ver suas burradas, seu jeito errado e malandro de ver e viver a vida. E não um pai de família que beija uma mulher nada atraente só para provar a sua filha que ele não pensa mais só na embalagem.

A série seria muito bonitinha com outro ator nesse papel. E que deixasse nosso Charlie como o paciente que nunca progride. Vai demorar um tempo para que a gente consiga engolir um Charlie graduado, mas a série vai ter que ralar pra fazer isso acontecer. Ela tem ingredientes para isso, e só ao longo da temporada é que poderemos saber se o sucesso continuará. Mas cá entre nós, o que faltou mesmo foi um Alan Harper para ele tirar sarro de sua vida medíocre.
Escrito por Diego Alves_Caldeirão de Series

Leave a comment

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: