Continuum_Fast Times_Season1E02

No segundo episódio de Continuum, a Kiera deu continuidade a sua missão de deter os Liber8 com a ajuda do Alec. Mas ao descobrir que os terroristas estavam planejando outra viagem, desta vez para 2071, ano no qual eles deviam ter aterrissado da primeira vez, ela teve que controlar sua vontade de capturá-los em troca de uma carona pro futuro. Antes disso, a Protetora teve que passar por uma situação complicada: a descoberta de sua “fake ID” pelo Departamento de Polícia!



Achei muito bom que os roteiristas foram direto ao ponto e não demoraram pra lidar com o disfarce de Kiera. Tinha receio que isso fosse passar batido, e que ninguém iria desmascarar a Protetora tão cedo. Mas a Kiera tinha que continuar trabalhando com a polícia, pra garantir o lado procedural da série, então o Alec, aka o aprendiz de “Finch” (pra quem não entendeu, foi uma referência a Person of Interest, ok?), criou arquivos que apontavam que Kiera trabalhava pro FBI e estava realizando uma missão TOP SECRET-ÍSSIMA. Pronto, agora a Kiera ganhou passe-livre definitivo no DP, e, de quebra, vai trabalhar na força-tarefa criada especialmente para caçar os Liber8!

Outra coisa que gostei de ver foi o “fora” adiantado que Kiera deu no Carlos. Ela deixou bem claro pro detetive que não tem interesse algum nele, portanto sua admiradora do Departamento poderia ficar sossegada. Não que isso não mude mais pra frente (e é provável que mude), mas ainda tá muito cedo pra investir numa “tensão sexual” entre eles — embora tenha rolando uma troca de olhares quando o elevador deu pane e Carlos segurou a Kiera. Por enquanto, Kiera está focada em voltar para o convívio do marido e do filho — impressão minha ou ela só sente saudades de verdade do filho?Fiquei feliz em ver que o episódio mostrou mais do futuro! Vimos o dia em que Kiera começou seu trabalho como Protetora, em 2077, para meio que contrastar com o fato dela está no seu primeiro dia de trabalho no Departamento de Polícia de Vancouver. A cena no futuro nos mostrou Kiera recebendo seu chip líquido, que a permite funcionar quase como uma super-máquina, e sua arma “Transformer”. O mais interessante foi quando seu superior lhe disse que em sua função de Protetora ela terá que confiar mais na tecnologia do que nos seus instintos. É a ditadura da tecnologia!


Notaram só fiz elogios até agora, né? Mas nem tudo me agrada na série… Continuo achando conveniente demais que a roupa da Kiera (a qual ela NUNCA tira!), é capaz de tudo, como dar choque nos colegas (o Alec adorou ver que a Kiera derrubou o Carlos, né?) e ligar um carro roubado. Não que a roupa-pode- tudo não seja legal, mas com o tempo essa facilidade toda vai ficar um pouco chata, não acham? Espero que a explosão que atingiu Kiera e os Liber8, quando eles usavam a “pokebola” pra tentar voltar pro futuro, tenha ocasionado alguns danos à tecnologia da super-vestimenta. Quero continuar vendo os elementos futuristas na série, claro, mas também gostaria de ver a Kiera tendo que se virar com os recursos limitados da nossa época — parte da trama é focada nessa adaptação da protagonista à nova realidade.

Também não gostei do fato de terem apressado essa tentativa de volta para o futuro. Até parece que eles iam conseguir, né? Não teve clímax algum, pois caso a viagem de volta tivesse dado certo, a premissa da série estaria prejudicada! Se isso tivesse acontecido no “season finale”, aí tudo bem, poderia gerar um suspense maior. Acho que eles só fizeram isso para que o Liber8 perdesse a parte da bola-máquina-do-tempo, que foi parar nas mãos do DP e que, provavelmente, será “furtada” pela Kiera.Por fim (caramba, o review ficou mais extenso do que eu pretendia), ficou evidente que os Liber8 foram parar em 2012 por engano. O objetivo do grupo era voltar apenas alguns anos, não décadas! Um deles (Kellog) quis ficar em 2012 por achar que mesmo muito distante da dominação das grandes corporações (queria descobrir mais sobre isso) que eles querem derrubar, eles poderiam atuar informando às pessoas do que está por vir. Ele foi voto vencido, mas, no fim, tá todo mundo preso em 2012, por enquanto! Já pensou se a série entrar nessa de ficar saltando no tempo? Corre o risco de complicar tudo — e criar milhões de paradoxos!O episódio também investiu em momentos cômicos, como do Carlos algemado no elevador e da Kiera aprendendo a dirigir. Isso permitiu que os dois personagens se tornassem um pouco mais carismáticos. Carlos, que no primeiro episódio não me impressionou muito, demonstrou ter mais personalidade neste. Também gosto do contraste da Kiera Protetora, sempre séria e focada, da Kiera mãe que bota o filho pra dormir. Rachel Nichols tá se saindo bem como protagonista, e ela só tem a crescer no papel — vai depender da ajudinha dos roteiros também. Agora o Alec precisa fazer algo mais além de apenas ficar naquele celeiro/base secreta e de bancar o “stalker” da Kiera. Será ele fica espiando o tempo todo?! Eu ficaria…😛

Por Mano, em 07/06/2012


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